Conferências do Teatro: Madeira de A a Z

A próxima sessão das Conferências do Teatro – Madeira de A a Z decorrerá dia 19 de Setembro, pelas 18 horas, no Teatro Baltazar Dias, com foco em temáticas biográficas, para desta feita ficarmos a conhecer a vida e obra de Alfredo Freitas Branco, Visconde do Porto da Cruz e do cónego António Alfredo de Santa Catarina Braga, frade Franciscano, a cargo da investigadora Sílvia Gomes e da professora Ana Cristina Trindade, respectivamente.

 

Bolsas Criar Lusofonia 2018

Bolsas Criar Lusofonia 2018

Decorre entre 15 de setembro e 31 de outubro o prazo para candidatura ao programa Bolsas Criar Lusofonia, gerido pelo Centro Nacional de Cultura com o apoio do Ministro da Cultura.

Encontram-se abertas as candidaturas para o concurso Bolsas Criar Lusofonia, dirigidas a escritores oriundos dos países da Comunidade de Países de Língua Oficial portuguesa, com obra divulgada nacional e internacionalmente.

O concurso “Criar Lusofonia”, patrocinado pelo Ministério da Cultura e gerido pelo Centro Nacional de Cultura, tem por objetivo a atribuição de bolsas no domínio da escrita para estadas de longa duração em países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Pretende-se criar oportunidade de contacto aprofundado com outros países lusófonos aos escritores/investigadores de língua portuguesa a fim de produzirem uma obra destinada à divulgação no espaço lusófono. São instituídas duas bolsas de criação / investigação literárias que permitirão estadas de quatro meses em Portugal ou num dos outros países lusófonos, sendo uma das quais obrigatoriamente atribuída a um português.

Consulte aqui o regulamento.

Mais informações e esclarecimentos:

E-mail: alexandra.prista@cnc.pt * Tel: 213 466 722 * Fax: 213 428 250

Morada: R. António Maria Cardoso, n.º 68, 1249-101 Lisboa

Festival Literatura – Mundo do Sal | Casa Fernando Pessoa, 13 a 15 de Setembro

Durante três dias a Casa Fernando Pessoa acolhe a extensão do Festival Literatura-Mundo do Sal, um programa que reúne em Lisboa escritores, tradutores e especialistas da área da Literatura-Mundo.

Ao longo de três dias, serão homenageados os escritores Jorge Luis Borges (Argentina) e Mário Fonseca (Cabo Verde).

A programação é diversa e inclui palestras, debates, música e leituras.

Mais informações em https://casafernandopessoa.pt/pt/cfp/noticias-publicacoes/ja-esta-disponivel-programacao-da-extensao-do-festival-literatura-mundo-do-sal

 

CILB – Colóquios Internacionais Luso-Brasileiros. Lusofonia: realidade(s), mito(s) e utopia(s) | Lisboa, 19 a 24 de Novembro

Em tempo de globalização e de crise identitária, de “cultura líquida” (Zygmunt Bauman), com as identidades culturais progressivamente subsumidas nas trans/supra nacionais, qual o lugar e a função da Lusofonia, gerada na convivência dos encontros das gentes, na miscigenação dos seus imaginários, nos (des)afectos da existência, inscrita numa diversificada patrimonialidade (i)material, promotora de fraternidades ritmadas pelos acasos da História? Que realidade(s) a constitui(em), como se exprime e inscreve num mundo globalizado, onde os blocos linguísticos, económicos, políticos e económicos parecem subvertidos por uma nexologia mais difusa que os atravessa (interesses, alianças, projectos, marcas, etc.), que mitos(s) a informam, que utopia(s) a movem, que estratégias a definem, que comunhões nela se (re)desenham, como (con)vive com o mundo virtual.

É no âmbito destas e de outras interrogações que este CILB – Congresso Internacional Luso-Brasileiro (IV Edição – COLÓQUIO LUSO-BRASILEIRO anualmente realizados nos OLIVAIS/LUMIAR, por iniciativa do Centro Cultural Eça de Queiroz/Telheiras) se desenvolverá, elegendo como tema Lusofonia: realidade(s), mito(s) e utopia(s), promovido já em ampla parceria interinstitucional.

Mais informações em https://coloquioslusobrasi.wixsite.com/cilb2018

Colóquio Internacional Mulheres Africanas em Trânsito. Homenagem a Alda Lara | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 15 e 16 de Novembro

O Colóquio Internacional Mulheres em trânsito, numa homenagem à escritora angolana Alda Lara, terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nos dias 15 e 16 de novembro de 2018.
Esta iniciativa pretende promover a leitura e reflexão sobre a produção de mulheres africanas (ou afrodescendentes) que, em um determinado momento, tendo saído do seu país de origem e a ele regressado ou não (devido a contingências pessoais, profissionais, sociais, políticas e/ou outras), se destacaram em domínios tão diversos como a literatura, o jornalismo, o teatro, o cinema, as artes plásticas, a história, a política e cujas obras reflectem o diálogo entre culturas resultante desse “trânsito”.

As propostas apresentadas a este colóquio irão girar em torno de três eixos temáticos: Mulheres Africanas em diálogo com outras culturas; Alda Lara – vida e obra e Autoria feminina nos países africanos de língua portuguesa.

Mais informações em http://mulheresafricanasemtransito.blogspot.com/

V Congresso Internacional em Estudos de Género no Contexto Italiano e em Língua Portuguesa | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 7 a 9 de Novembro

Da criação do nosso projeto, iniciado em Lisboa em 2014, do qual resultou a realização de quatro congressos (em Lisboa, Nápoles, Lisboa e Viterbo), envolvendo participantes de todo o mundo e a publicação de dois ebooks, entre outras iniciativas, muito discutimos sobre as problemáticas de género na língua, literatura e cultura de países falantes da língua portuguesa e italiana. A realização deste V Congresso Internacional em Estudos de Género no contexto italiano e em língua portuguesa propõe alargar esses debates e reflexões.

O próprio termo género tem gerado diversas conjeturas. Por exemplo, na língua inglesa, gender foi um termo que surgiu desde a década de 70, na senda dos movimentos feministas, e foi, posteriormente, adotado pelos cientistas sociais nos anos 80 do século XX, para se referirem à construção social em torno do masculino e do feminino, analisada sob a ótica de diferentes culturas. Contudo, seria em 1968, com Sex and Gender de Richard Stoller, que se assinalaria a origem deste conceito, problematizado, depois, pelos estudos feministas e pelas teorias queers. Lembremo-nos que, em português e em italiano, a palavra parece passar por alguma indefinição, registada em dicionários, já que, nessas línguas, gender (ou melhor dizendo, a sua tradução: género/genere) pode ter diferentes acepções, percorrendo o campo literário e gramatical e inclusive designar gosto, classe ou estilo.

Aliás, nas línguas românicas, o termo genere/género, e ao contrário do inglês gender, não contém o conceito de neutro; ou seja, ignora a existência de outra condição além do masculino e do feminino, porque tal conceito não faz parte das culturas neolatinas. Assim, género/genere parece definir uma estrutura dicotómica, puramente binária, gerando imensas confusões, principalmente quando os Estudos de Género se ocupam de contextos trans-género, e não binários.

Esta mudança e flutuação do conceito acontecem, segundo Judith Butler, porque para cada sociedade e contexto histórico esse vocábulo é entendido de modos diferentes, sendo uma das propostas centrais de Butler no seu famoso texto Gender Trouble (1990), a de desconstruir o conceito divisório entre género e sexo, termos que podem ser tomados como sinónimos, mas que de facto não o são.

Quando falamos de sexo, de facto, falamos de um conjunto de características biológicas, hormonais e físicas que definem a pessoa como homem, mulher ou intersexo. Quando falamos de género falamos de construções sociais, muitas vezes impostas culturalmente. Por isso, o conceito de género é fluido, depende da época histórica, do ambiente cultural, do país.

A antropóloga americana Gayle Rubin (1975) usa pela primeira vez a expressão “sex/gender system”, que, como ela afirma, é “the set of arrangements by which a society transforms biological sexuality into products of human activity, and in which these transformed sexual needs are satisfied.” Mas será Joan Scott (1989) a dar à palavra a sua definitiva afirmação, analisando a diferença entre sexo e género dum ponto de vista histórico-social partindo da análise linguística.

Para alargar o debate e discutir sobre a importância que os Estudos de Género têm vindo a assumir num momento histórico tão difícil do ponto de vista político e do reconhecimento dos direitos humanos, nessa V edição privilegiamos comunicações que foquem os seguintes temas:

1. A condição feminina no mundo lusófono e italiano: violência, abusos, direitos e desigualdades;
2. Língua, linguagem e género(s) nas línguas italianas e portuguesa;
3. Escritoras e personagens femininas na literatura italiana e/ou nas literaturas em língua portuguesa;
4. Escritores que falam de mulheres na literatura italiana e/ou nas literaturas em língua portuguesa;
5. Além da biologia: identidades trans-género e não binarias;
6. Teoria dos Feminismos, teoria queer e gay’s studies;
7. Infância, educação e estereótipos.
8. O conceito e a construção da masculinidade e da feminilidade na sociedade lusófona e italiana.
9. Género(s) e cultura (música, banda desenhada, cinema, artes plásticas sob a ótica do género).
10. Mass Media e questões de género.

Mais informações em https://studidigenere.wixsite.com/studidigenere