Chamada para Comunicações | Congresso Internacional  Maria Teresa Horta e a Literatura Contemporânea: “De Espelho Inicial” (1960) a “Estranhezas” (2018)

Chamada para Comunicações

Congresso Internacional  Maria Teresa Horta e a Literatura Contemporânea:

De Espelho Inicial (1960) a Estranhezas (2018)

 

8-10 maio 2019

 

Marco incontornável na literatura contemporânea, a obra de Maria Teresa Horta abarca praticamente sessenta anos da história, da cultura e da literatura portuguesas. O presente congresso pretende revisitar e refletir sobre a ficção e não-ficção da autora, que ao longo de todo o seu percurso revela uma grande versatilidade e um domínio também ele subversivo da palavra poética, desafiando as convenções sociais. A variedade de géneros que cultiva permite um diálogo com escritores e escritoras seus contemporâneos, portugueses e estrangeiros, numa troca constante entre várias literaturas de diferentes épocas.

 

Tópicos de trabalho:

     1) Os diferentes géneros literários (poesia, romance, conto, crónica) na obra da autora: diálogos com a literatura portuguesa e a literatura estrangeira

     2) Maria Teresa Horta e os feminismos, a transgressão e a sexualidade

     3) Maria Teresa Horta em diálogo com as mulheres do passado

     4)  O jornalismo em Maria Teresa Horta 

     5) Maria Teresa Horta e a censura no Estado Novo

     6) Maria Teresa Horta: o cinema e a música

Conferencistas plenários:

Ana Luísa Amaral (FLUP / ILCML)

Catherine Dumas (Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3, France)

Línguas de trabalho: português, francês e inglês.

 

Para participar, por favor envie uma proposta de comunicação (máximo de 250 palavras), acompanhada de nome, instituição e nota biográfica (máximo de 100 palavras) para congressomariateresahorta@gmail.com.

Prazo para envio de propostas para comunicações: 30 de novembro de 2018.

Comunicação de resultados: 15 de janeiro de 2019.

Inscrições com comunicação:

  • até 1 de março de 2019: 70 euros / 20 euros (estudantes);
  • depois de 1 de março: 100 euros / 50 euros (estudantes).

Inscrições sem comunicação (com certificado de presença e pasta com materiais do congresso): 20 euros.

Comissão Científica:

Ana Luísa Amaral (FLUP / ILCML)

Vanda Anastácio (FLUL / CEC)

Anabela Galhardo Couto (IADE – Universidade Europeia, Lisboa / CEMRI-UAb)

Ana Raquel Fernandes (CEAUL / Universidade Europeia, Lisboa)

Anna Klobucka (University Massachusetts-Dartmouth)

Serafina Martins (FLUL / CLEPUL)

Hilary Owen (University of Oxford/ University of Manchester)

Fabio Mario da Silva (CLEPUL / Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Brasil)

Michelle Vasconcelos (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul/ PUCRG)

Organização:

Vanda Anastácio (FLUL / CEC)

João Carlos Callixto (CEAUL / RTP)

Anabela Galhardo Couto (IADE – Universidade Europeia, Lisboa / CEMRI-UAb)

Ana Raquel Fernandes (CEAUL / Universidade Europeia, Lisboa)

Alexandra Alves Luís (CICS.NOVA / Associação Mulheres sem Fronteiras)

Serafina Martins (FLUL / CLEPUL)

Fabio Mario da Silva (CLEPUL / Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Brasil)

O congresso decorrerá no Palácio Fronteira e na Reitoria da Universidade de Lisboa.

Apoios Institucionais:

Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL)

Centro de Estudos Clássicos (CEC)

Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL)

Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema

Fundação das Casas de Fronteira e Alorna

Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)

Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa (ILCML)

Universidade Europeia – Laureate International Universities

Informações adicionais serão divulgadas em https://congmariateresahorta.wixsite.com/congresso

Apresentação | Diário de Maria Blei – Tagebuch für Tochter Billy | 11 out. | 17h30 | Anfiteatro | BNP

Maria Blei (1867-1943), mulher do escritor e animador cultural austríaco Franz Blei (1871-1942), começou,  pouco tempo depois do nascimento da sua filha Maria Eva Sybilla (1897-1962), conhecida por Billy,  a escrever um diário a ela dedicado. Contendo 36 fotografias, corresponde ao período de 1897 até 1919, durante o qual viveu com o marido e a filha em Zurique, Munique e Viena, e também em Filadélfia, onde Maria Blei tirou o curso de médica dentista. Pensado como um livro de memórias para a filha, este diário permite-nos conhecer a mãe e as suas ideias sobre  a vida. Nele transparece o retrato de uma mulher moderna, capaz de romper com modelos pré-estabelecidos. E também  transmite  um valioso testemunho pessoal  e  significativo  da experiência cultural desta fase de transformação dos anos 1900. O «Diário» constitui  um documento biográfico essencial da família Blei, cuja espontaneidade  constitui um esclarecedor contraponto da autobiografia  formal  de Franz Blei, «Erzalung eines Leben» (História duma vida),  escrita em 1930.

A relação da família Blei com Portugal  insere-se no quadro do regime nazi na Alemanha e na Austria  e da guerra civli em Espanha,  motivando uma onda de exílios. Sybilla  juntamente  com a amiga   Sarah Halpern, ambas vindas do sul da Espanha, refugiou-se em Portugal,  onde permaneceu, residindo na Costa da Caparica  desde o final dos anos 30 até ao fim da sua vida, na década de 60.  Por ali   também passou Franz Blei,  no ano de 1941, em trânsito para os Estados  Unidos, onde veio a falecer em 1942.

A Sarita Halpern (1898-1974) se deve a conservação dos livros que foram de Franz e Billy Blei e que nos anos oitenta foram oferecidos por Miriam Halpern Pereira para passarem a integrar as coleções da BNP sob a designação de Doação Sibylle Blei – Sara Halpern, de que existe catálogo publicado em duas partes, em 1988 e 2011.

Irene Flunser Pimentel (FCSH-UNL) apresenta o Diário de Maria Blei agora publicado na série «Manu Scripta», edições de manuscritos da Biblioteca de Viena, onde se conserva o original, e Ana Margarida Abrantes (Universidade Católica) falará sobre o escritor Franz Blei e a Doação Sibylle Blei – Sara Halpern.

 

[notícia extraída do site da Biblioteca Nacional de Portugal]

Joly Braga Santos, Uma Vida e Uma Obra LANÇAMENTO | 10 out. ’18 | 18h30 | Auditório BNP

Duplo lançamento em torno do compositor Joly Braga Santos: do livro Joly Braga Santos, Uma Vida e Uma Obra (Caminho, 2018)coordenado por Álvaro Cassuto e do CD Joly Braga Santos – Piano Concerto, Symphonic Overtures Nos. 1 and 2 (Goran Filipec, Piano; Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, dir. Álvaro Cassuto. NAXOS, 2018) com oito obras orquestrais inéditas do compositor.

Com a presença de Álvaro Cassuto e dos editores, a sessão conta ainda com a apresentação de documentário televisivo das sessões de gravação do CD, realizado por Adriano Nazareth.

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Joly Braga Santos foi sem sombra de dúvida o mais talentoso e brilhante compositor português do século XX. As suas seis Sinfonias, além de outras obras orquestrais, constituem um acervo inigualado de criatividade musical, e deveriam constituir o «pão nosso de cada dia» das nossas orquestras. Tive o privilégio de ter sido seu amigo e colaborador assíduo de 1959 até ao fim dos seus dias. Basta referir que ele dirigiu a estreia da minha primeira obra orquestral, composta a seu pedido, e que eu dirigi a estreia da sua última, que ele compôs por sugestão minha. Como pessoa, era de uma singeleza e recetividade inultrapassáveis, sempre disponível para ajudar e apoiar aqueles que mereciam a sua atenção. Marido dedicado, pai extremoso e amigo leal, a sua simplicidade era tão encantadora quanto cativante. Como músico, possuía um domínio técnico superlativo, capaz de abordar com sucesso as mais variadas formas musicais, desde a ópera e do bailado, da música sinfónica e de câmara, até às formas mais íntimas como o quarteto e a sonata.

Internacionalmente reconhecido como sendo um dos maiores compositores portugueses de sempre, não hesito em considerá-lo o maior compositor de obras orquestrais de toda a nossa História da Música.

Álvaro Cassuto

 

[notícia extraída do site da Biblioteca Nacional de Portugal]

 

Simpósio de História da Maçonaria | Fundação Calouste Gulbenkian, 11 a 13 de Outubro

A Maçonaria é uma das instituições mais marcantes da história dos últimos três séculos. É fundamental para compreender dinâmicas sociais, políticas e ideológicas que transformaram as sociedades ocidentais desde o Século das Luzes, assim como a sucessão de regimes e a transformação de valores que conduziram à assunção das sociedades liberais precursoras dos regimes democráticos em que hoje vivemos.

Para estudar e compreender o papel e legado desta Instituição realiza-se o XV Symposium Internacional de História de la Masoneria Española, nos dias 11, 12 e 13 de outubro do corrente ano, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Estas reuniões científicas ocorrem de três em três anos, tendo sido inauguradas em 1983, por iniciativa do Centro de Estudios Históricos de la Masonería Española (CEHME), fundado naquele ano, na Universidade de Saragoça, graças às diligências do professor José António Ferrer Benimeli. Todos os encontros tiveram lugar em cidades espanholas com exceçã do XIII (2012), em Gibraltar, e agora o XV, que será brevemente em Lisboa. O CEHME é constituído por professores e investigadores na sua maioria não maçons, que procuram estudar a Maçonaria nas suas múltiplas vertentes, tendo participado nestes eventos científicos estudiosos de países como Espanha, Itália, Portugal, França, Bélgica, Áustria, Reino Unido, Israel, México, Cuba, Haiti, Costa Rica, Uruguai, Argentina, Brasil, Estados Unidos, entre outros.

Assinalando o III Centenário da aprovação da fundação da Grande Loja de Inglaterra e de Westminster, o CEHME, em parceria com a CIDH/CLEPUL e o Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa promovem, pela primeira vez em Portugal, uma edição do Symposium Internacional de História de la Masoneria Española, convidando especialistas e investigadores interessados para participarem como proponentes de comunicações e como ouvintes nesta reunião científica.

 

Mostra / Lançamentos | O «nosso» Prémio: 20 anos do Nobel de José Saramago | 12 out. | 18h00 | BNP

«Ao longo do século muitos escritores portugueses e brasileiros mereceram o Prémio Nobel e não o tiveram. Não é de surpreender, portanto, que a atribuição dele, finalmente, a um escritor de língua portuguesa, tivesse sido recebido com alegria. Curiosamente, o mesmo sucedeu em todos os países ibero-americanos, que confirmaram as palavras ditas por García Márquez ao ter conhecimento de que o Nobel me fora atribuído: “É um prémio para nós”. Creio que sim, que efectivamente foi um prémio para este lado do mundo».

José Saramago (Le Figaro, 22 de fevereiro de 2000)

No dia 8 de outubro de 1998, José Saramago tornou-se o primeiro, e até agora único, Prémio Nobel da Literatura em língua portuguesa. «O mais alto dos prémios não pode inventar o que não existe. Dá-o a ver e proporciona-nos a alegria de nos rever nele como portugueses. Mais nada se lhe pode pedir», escreveu Eduardo Lourenço no jornal Público do dia seguinte ao anúncio do galardão.

A efusiva receção da notícia em Portugal surpreendeu e emocionou José Saramago, que disse sentir-se como se cada português tivesse crescido três centímetros com a sua conquista: «Todo o mundo aqui se sentiu mais alto, mais forte, mais lúcido, com mais esperança, pelo simples facto de que um escritor português tenha o Prémio Nobel». O crítico literário Eduardo Prado Coelho escreveu que, nos dias posteriores à distinção literária, o país «levantou-se em alegria».

A euforia pela consagração de José Saramago atravessou as fronteiras portuguesas e foi para além de Espanha, país escolhido pelo autor de A jangada de pedrapara viver a partir de 1993, quando se mudou para a ilha de Lanzarote, nas Canárias. «José Saramago é um dos grande escritores deste século e o seu Prémio Nobel é um dos mais justos. O júbilo que isto causa nos países de língua castelhana, como se fosse um triunfo nosso, confirma o que alguns de nós, escritores, temos vindo a dizer desde há muito tempo: a literatura ibero-americana é só uma», referiu Gabriel García Marquez na altura. A sua frase reforça a ideia de que o contentamento pela conquista do primeiro Nobel para a língua portuguesa se espalhou pelo grande território que forma a América Ibérica. E disso dão fé as milhares de cartas que o escritor recebeu após ser proclamado Nobel de Literatura, algumas delas mostradas pela primeira vez agora, nesta exposição preparada pela Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e pela Fundação José Saramago.

Há 20 anos, entre as muitas homenagens que José Saramago recebeu após a atribuição do Nobel esteve uma exposição realizada na BNP, inaugurada pelo próprio escritor no dia 15 de outubro de 1998. No final daquele ano, após regressar de Estocolmo, onde recebeu a distinção, o autor de Todos os nomes depositou na BNP o seu diploma de Prémio Nobel da Literatura, documento que agora é novamente mostrado, e o original de O ano da morte de Ricardo Reis.

Com o intuito de recordar aqueles dias de alegria em que a literatura esteve na rua, no topo dos noticiários e na ordem do dia da política, é organizada esta pequena mostra em homenagem ao Prémio Nobel da Literatura de 1998. Além de jornais e revistas, nacionais e estrangeiros, com notícias sobre a atribuição do prémio a José Saramago, estão expostas mensagens que o escritor recebeu, de personalidades públicas e leitores anónimos, de parabéns e agradecimento pela conquista. É também visível uma pequena parte do espólio do escritor, nomeadamente o manuscrito de Levantado do chão e um caderno com textos preparatórios deste romance, que foi confiado, através de um protocolo de doação, pela FJS à BNP em 2016.

Na ocasião, irão ser lançados os livros, Último caderno de Lanzarote, diário de José Saramago referente ao ano de 1998, e Um país levantado em alegria, de Ricardo Viel, que relata os bastidores dos dias que antecederam e se seguiram ao anúncio do Prémio, cuja apresentação estará a cargo de Carlos Reis.

A sessão contará com as presenças de Pilar del Río, presidente da Fundação José Saramago, de Manuel Alberto Valente, editor das duas obras, e de Ricardo Viel, autor de um dos títulos.

 

[notícia extraída do site da Biblioteca Nacional de Portugal]