Lançamento do Caderno Nova Síntese “Neo-Realismo e Infância” | sábado, 1 de junho | 16h00

No próximo dia 1 de junho, pelas 16h00, decorrerá no Museu do Neo-Realismo o lançamento do Caderno Neo-Realismo e Infância, da Coleção Cadernos Nova Síntese.

Esta publicação reúne comunicações e conferências apresentadas no âmbito da Exposição “Miúdos, a vida às mãos cheias – A infância do Neo-Realismo português”, que esteve patente no Museu do Neo-Realismo entre dezembro de 2017 e setembro de 2018.

Neo-Realismo e Infância terá apresentação de Vítor Viçoso e Bernardete Capelo Pereira, e conta também com as presenças de António Mota Redol, em representação da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, de Fernanda Mota Alves, em representação do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e de Carina Infante do Carmo e Violante F. Magalhães, coordenadoras da edição e curadoras da Exposição.

Encontro | Quem faz um filho fá-lo por gosto | 28 maio | 18h30 | BNP

Quem faz um filho fá-lo por gosto

VISITA GUIADA | 28 maio ’19 | 17h30 | Sala de Exposições | Entrada livre
ENCONTRO | 28 maio ’19 | 18h30 | Auditório  | Entrada livre
Começando com uma visita guiada à exposiçãoOAno de 1969, este encontro sobre a “Desfolhada” e o Festival da Canção RTP de 1969, junta Simone de Oliveira e Nuno Nazareth Fernandes, numa conversa moderada por Jorge Mangorrinha e Sofia Lopes.

Em 1969 Simone de Oliveira representou Portugal na Eurovisão, com a canção  “Desfolhada Portuguesa” da autoria de Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes, depois de ter vencido a nível nacional o  Grande Prémio TV da Canção Portuguesa em 1969, nome como era então designado o Festival RTP da canção.

No ano em que os americanos chegavam à lua, e em que internamente o país acusava sinais de exaustão e desgaste, nomeadamente com a crise académica de Coimbra, esta canção viria marcar a viragem para uma renovação musical nacional que contestava o estilo do “nacional-cançonetismo” incentivado pelo regime.

O magnetismo e a voz da intérprete, os versos arrojados e a belíssima música que, pela primeira vez, integrava uma guitarra na orquestração, depressa ganharam a aclamação do público, que via nesta canção uma promessa de vitória na Eurovisão.

O resultado, afinal, foi diferente. Portugal terminou em penúltimo lugar, com apenas 4 pontos. Possivelmente a Europa queria castigar o Estado Novo, mas acabou injustamente por penalizar a canção que se tornaria um marco do ano de 1969.