Call for papers — 1.º Encontro Bianual «Imagens interditas. Cinema e Literatura no espaço Ibérico – séculos XX e XXI»

Entre os dias 1 e 3 de Abril de 2020 realizar-se-á na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa o 1.º Encontro Bianual “Imagens interditas. Cinema e Literatura no espaço Ibérico – séculos XX e XXI”, numa organização do CEC – Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em colaboração com o IHA – Instituto de História da Arte, o IHC – Instituto de História Contemporânea e o CHAM – Centro de Humanidades da Universidade Nova de Lisboa.

O evento reunirá estudiosos da área dos Estudos Ibéricos, e terá como oradoras convidadas as Professoras Josefina Martinez Alvarez (UNED – Universidad Nacional de Educación a Distancia) e Ana Cabrera (Universidade Nova de Lisboa).

Está aberto o Call para apresentação de comunicações, painéis ou workshops. São encorajadas propostas para apresentações individuais e / ou em painel sobre temas específicos (máx. três apresentações por painel). As propostas são aceites em: Português, Espanhol ou Inglês. Os painéis propostos devem ser organizados por um dos conferencistas que ficará responsável por convidar os outros oradores e moderar essa sessão.

Abaixo encontram-se sugestões de áreas temáticas para as apresentações individuais e em painel, que devem constituir perspectivas inovadoras que contribuam para o avanço dos estudos sobre a censura ao cinema e à literatura, na época contemporânea, em Portugal e /ou Espanha. As perspectivas em causa devem estar relacionadas com assuntos transnacionais e processos referentes à Península Ibérica no âmbito alargado do espaço lusófono e hispânico. Perspectivas disciplinares e interdisciplinares são encorajadas e os temas listados abaixo não são exclusivos:
– Censura / transgressão:
* Relação dialéctica entre cinema e literatura
* Adaptações de livros para cinema e VS
* Cinema
* Artes visuais
* Poemas visuais
* Literatura e imprensa
* Novelas gráficas
* Imagens nos livros
* Imagens nos livros escolares
Cartoons
* Cartazes
* Livro enquanto objecto de arte
– Auto-censura no cinema e na literatura
– Condicionamento estético
– Financiamento público e Censura

A selecção de painéis / apresentações individuais será feita pela Comissão Organizadora e Científica e essas decisões serão finais. Estão reservados 30 minutos no programa para as apresentações (20 minutos para a apresentação, 10 minutos para discussão).

Se deseja apresentar uma comunicação, em baixo encontra Directrizes para Comunicações. A proposta deve ser enviada para a Comissão Organizadora (Ana Bela Morais, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Bruno Marques, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH- UNL) ; Isabel Araújo Branco, FCSH- UNL and Érica Faleiro Rodrigues, FCSH- UNL) para o seguinte endereço de email: imagensinterditas@gmail.com até 15 de Dezembro de 2019. Qualquer questão relacionada com as comunicações ou tópicos será bem-vinda antes do prazo indicado.
Pagamentos / Inscrições:
Pagamentos antecipados a partir da aceitação da proposta até1 de Fevereiro de 2020.

Directrizes para Comunicações:
Por favor inclua a seguinte informação sobre a sua proposta de comunicação / painel.
​(As propostas serão aceites numa das seguintes línguas: Português, Espanhol ou Inglês).
NOME DO CONFERENCISTA (incluindo título – ex. Dr, Prof, …):
INSTITUIÇÃO:
MORADA:
Tel:
E-mail:
Por favor indique se pretende apresentar uma comunicação ou um painel:
SE PROPÕE UM PAINEL, Por favor indique o título do Painel, as comunicações nele incluídas e providencie um resumo de cada uma delas (máx. três apresentações por painel).
TÍTULO E RESUMO DA COMUNICAÇÃO (aprox. 150 palavras).

Envie a sua proposta até 15 de Dezembro de 2019  para a Comissão Organizadora (Ana Bela Morais, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Bruno Marques, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH- UNL) ; Isabel Araújo Branco, FCSH- UNL and Érica Faleiro Rodrigues, FCSH- UNL) para o seguinte endereço de email: imagensinterditas@gmail.com

Sessão CCXLVII dos Seminários à Hora do Almoço | 23.10.2019 | Nélia Cruz

No próximo dia 23 de Outubro, pelas 13h00, decorrerá a Sessão CCXLVII dos Seminários à Hora do Almoço (Nova Série), que terá lugar na sala do Polo Centro de Tradições Populares / CLEPUL (FLUL), no dia 23 de outubro, quarta-feira, às 13h00, que contará com a participação da Prof. Doutora Nélia Cruz (investigadora do CLEPUL), que apresentará o tema «Contributos para a história do guionismo em Portugal: o olhar de Costa Ferreira».

Call for papers | VI Congresso Internacional em Estudos de Género no contexto italiano e em língua portuguesa

VI Congresso Internacional em Estudos de Género no contexto italiano e em língua portuguesa

Università degli Studi di Foggia – Dipartimento di Studi Umanistici.Lettere, Beni Culturali, Scienze della Formazione

25, 26, 27 de Maio de 2020

https://studidigenere.wixsite.com/studidigenere  / https://www.studiumanistici.unifg.it/it

 

O termo estereótipo [do grego stereòs (στερεο), duro, sólido e typos (τύπος), imagem] tem o significado de imagem rígida. É a forma através da qual a nossa mente simplifica o raciocínio e constrói as próprias referências culturais e ideológicas. Para explicar o conceito de estereotipização/categorização podemos recorrer àquela que Lakoff (1987) chama teoria clássica das categorias. Isto é, a convicção de que a categoria é um contentor de coisas/pessoas com características comuns. E não existe nada de mais banal e perigoso – continua Lakoff– como a categorização para definir o nosso pensamento e construir o mundo que nos rodeia.

Sendo uma opinião pré-formada, que se impõe como clichê aos membros de uma coletividade (Piéron, 1977), a aplicação do estereótipo leva-nos a considerar de maneira diferente a mesma atitude consoante o ator envolvido. Isto é particularmente evidente e violento quando falamos em questões de género. Homens e mulheres, desde a infância, são educados através de estereótipos, que criam e recriam expectativas, limitando as liberdades individuais. Referimo-nos, de facto, ao bombardeamento ao qual somos submetidos, durante toda a vida, pelos Mass Media, através da difusão de certas representações sociais que fornecem recursos simbólicos importantes com os quais nos identificamos. A filósofa Teresa de Lauretis (1987) define-os como Technologies of Gender, instrumentos externos a nós e que nos influenciam, contribuindo largamente para a construção da identidade e dos papéis de género.

Os estereótipos de género podem realizar-se dentro dos papéis que lhes são atribuídos (crenças estruturadas sobre as atividades que supostamente cabem ao homem e à mulher), através de traços de género, características psicológicas que se atribuem a cada sexo (António Neto et alii, 1999). Aurelia Casares (2008) lembra-nos que esse termo cria um modelo vazio, uma estrutura de contrastes e relações em que se incluem noções e valores, que podem ser manipulados e utilizados para um devido fim. Existe uma necessidade de nos adequarmos pessoalmente aos estereótipos, correspondendo à necessidade de estarmos socialmente integrados; por isso, esta estabilidade dos estereótipos de género apoia-se num círculo social que produz um mecanismo de retroalimentação existente entre as imagens mentais (símbolos arquetípicos) e as condições reais do homem e da mulher, não sendo este um modelo estável, quando avaliamos cada sociedade (Fabio M. Silva, 2013). Assim, as teorias feministas, os gender studies, os estudos culturais, os movimentos LGBTIQ+, os estudos sobre as mulheres, a teoria queer vêm repensar os papéis de género na sociedade, ressignificando alguns padrões estabelecidos, no sentido de confrontar uma moral conservadora e perpetuadora de certos conceitos fixos.

Neste VI Congresso Internacional em Estudos de Género, no contexto em língua portuguesa e língua italiana, acolheremos propostas que se enquadrem nos seguintes tópicos:

  1. A condição feminina no mundo lusófono e italiano: violência, abusos, direitos e desigualdades antes e depois dos movimentos #metoo, #niunamenos e #nomeansno;
  2. Mulheres e escrita na literatura italiana e/ou nas literaturas em língua portuguesa;
  3. Língua, linguagem e género(s) nas línguas italianas e/ou portuguesa;
  4. The Male Gaze: masculino e feminino através o olhar de escritores nas literaturas e Mass Media italianos e/ou de língua portuguesa;
  5. Post-colonial Studies: vozes migrantes nas literaturas italiana e/ou de língua portuguesa;
  6. Além da biologia: identidades trans-género e não binárias;
  7. Feminist, queer e gay’sstudies: o estado da arte;
  8. Infância: literatura, educação e estereótipos;
  9. O conceito e a construção da masculinidade e da feminilidade na sociedade lusófona e italiana;
  10. Género(s) e cultura (música, banda desenhada, cinema, artes plásticas sob a ótica do género);
  11. Estereotipização de género e o hate speech nos Mass Media e nos Social Net works;
  12. Controlo e domínio sobre os corpos: prostituição, aborto e gestação de substituição.

 

Línguas do Congresso: exclusivamente português e italiano. Não são aceites resumos em outras línguas.

 

Propostas:

Enviar para o endereço de correio eletrónico: VICongressoGenderStudies@gmail.com

ATENÇÃO: todos os elementos solicitados para a apresentação do resumo devem ser inseridos no formulário..

A data limite para submissão dos resumos é 15 de janeiro 2020.

Até 1 de fevereiro de 2020, a Comissão Científica fará uma seleção das propostas e comunicará a sua decisão de aceitação ou recusa, que será anunciada por e-mail.

As apresentações não deverão exceder 20 minutos. No caso de uma apresentação com dois oradores, o tempo é de 30 minutos.

Só poderá ser apresentada uma única alocução por autor ou conjunto de autores.

 

 

Publicação:

Os textos apresentados serão objeto de seleção (em double blind peer review) para edição em volume(s) temático(s); os textos selecionados serão, posteriormente, publicados em forma de ebook no site LusoSofia, Biblioteca de Filosofia e Cultura da Universidade de Lisboa (http://www.lusosofia.net/).

O processo de publicação demora cerca de dois anos, a partir da data do envio dos artigos pelos seus autores.

A seguir ao Congresso serão enviadas as normas redaccionais.

 

 

Pagamento da taxa de inscrição:

Comunicações autopropostas: 120€, até dia 1 de março de 2020; depois desta data e até 1 de abril de 2020, a taxa será de 150€.

Participantes sem comunicação que precisam de um certificado de presença: 20€.

No valor da inscrição estão incluídos o material do Congresso e o certificado de participação.

Para o público em geral, sem necessidade de certificado de presença, a entrada é livre.

Os participantes são responsáveis pela preparação e custos integrais de viagem e estadia.

Os participantes extraeuropeus podem efetuar o pagamento in loco enviando até dia 15 de março de 2020 a cópia digitalizada do bilhete de avião.

 

Formas de pagamento:

  • Por depósito ou transferência bancária: Conta Montepio – 071.10.009246-0

NIB: 0036.0071.99100092460.71

IBAN: PT50.0036.0071.9910.0092.4607.1

BIC/SWIFT: MPIOPTPL

  • Por cheque endereçado ao Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes
  • Por vale postal endereçado ao Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes

(todos comprovativos de pagamento deverão ser enviados para os contactos do Congresso)

Sessão | Natércia Freire (1919-2004) | 28 out. | 18h30 | BNP

Sessão comemorativa do nascimento de Natércia Freire, no dia em que faria cem anos, com leitura de poemas seus por Teresa Lima e evocação por Guilherme d’Oliveira Martins.

Gosto de ler as cartas dos poetas
Algumas dizem pouco. Quase nada…
Um lívido circuito nas rosetas
Das letras…Às vezes sol
Fugindo entre águias pretas
A Dor que se adivinha sob
As unhas rosadas
Que influem no papel e nas canetas

Natércia Freire (poema Colaboradores)

Natércia identificou o Poeta como anjo caído ou triunfador, a quem foi dado o privilégio de habitar o paraíso, mas que também recebeu o benefício de como criança inocente …habitar a terra. Assume que o poeta mal se apercebe nos instantes da criação que foi um instrumento e intermediário entre o mistério e a realidade – e que é através de si que passa a corrente do Eterno. Orgulhosamente reclama, porém, que a Poesia, se nasceu pela graça da Poesia, é pertença de todos… mas apenas o poeta escreve a última palavra do poema…

Natércia Freire começou a publicar poesia muito cedo, sendo vasta a sua obra poética, memorialista e de ficção. Foi uma personalidade isenta no exercício do seu papel de jornalista literária, e de  divulgadora da obra e do mérito dos artistas do seu tempo, tendo dirigido a “Página Literária de Artes e Letras” do Diário de Notícias, durante 20 anos.

O centenário do nascimento de Natércia Freire é celebrado na BNP com uma exposição, patente de 11 de julho a 31 de outubro, comissariada por Teresa Almeida, que documenta a sua poesia, outros escritos (memorialismo, ficção, música) assim como a sua atividade de jornalista literária.

Fonte: BNP