Sessão CCLIV dos Seminários à Hora do Almoço/Sessão VIII do Seminário de Estudos Pombalinos

No próximo dia 27 de Novembro, pelas 13h00, decorrerá a Sessão CCLIV dos Seminários à Hora do Almoço (Nova Série Letras/Direito) e Sessão VIII do Seminário de Estudos Pombalinos, que terá lugar na Sala 12.14 («Sala Manuel Paulo Merêa») do Instituto de História do Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que contará com a participação do Professor Doutor Luiz Carlos Villalta (Titular da Cátedra UNESCO/Universidade Federal de Minas Gerais-DRI «Territorialidades e Humanidades: a Globalização das Luzes»), que apresentará o tema «A esfera pública em Portugal e no Brasil (c. 1788-1822)».

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Call for papers | As revoluções liberais de 1820 e o seu impacto na cultura literária | Universidade do Minho, 16 a 17 de Julho de 2020

Conferência Internacional

– Call for papers até 31 de dezembro de 2019 –

 

As revoluções liberais de 1820 e o seu impacto na cultura literária

Website: http://cehum.ilch.uminho.pt/revolutions

 

Tirando partido das celebrações dos bicentenários das revoluções liberais, ocorridas no sul da Europa (Portugal, Espanha, Itália e Grécia) por volta de 1820, mas influenciando outras regiões e culturas, este congresso internacional pretende constituir-se como um fórum de discussão em torno do impacto que essas revoluções tiveram na cultura literária de vários países. Impulsionada pelos ideais republicanos das Revoluções Francesa e Americana e pelos diversos movimentos independentistas e nacionalistas, a onda liberalista e constitucionalista que percorreu diversas nações europeias (e suas respetivas colónias) nas primeiras décadas do século XIX visava erradicar por completo o absolutismo e o feudalismo que ainda imperavam no seio dessas nações monárquicas, no desfecho das invasões napoleónicas. Interessa-nos, assim, analisar o impacto que estes movimentos e acontecimentos marcantes tiveram na cultura literária do século XIX, nomeadamente nas obras que foram então produzidas em diversos países, mas também nos interessa explorar o papel determinante que muitos escritores (em diversas línguas), alguns dos quais no exílio, tiveram nesses mesmos movimentos e acontecimentos. O objetivo último do congresso será encontrar, nesta convergência de diversas culturas em franca transição, uma corrente ou tradição literária comum de cunho político acentuadamente liberalista.

No contexto deste liberalismo político, e sua respetiva cultura literária, o domínio da tradição constitucional britânica e a sua adaptação republicana pela Revolução Americana têm sido apontados como os motivos principais das revoluções democráticas que aconteceram no mundo atlântico. No entanto, as tradições ibéricas de liberdade – assim como a literatura que as sustenta – são geralmente esquecidas nesse contexto; nomeadamente, a Revolução Portuguesa de 1820 está estranhamente ausente dos relatos históricos e literários existentes. No entanto, se podemos dizer que a posição de Portugal neste mundo atlântico, no início do século XIX, foi central, também podemos afirmar que o mundo atlântico é a principal chave explicativa na compreensão dos motivos da Revolução Portuguesa de 1820. Esta pode ser vista, quer por historiadores quer por escritores, como um processo de independência, como a abolição do Antigo Regime, como a constituição da liberdade, como fundamento de uma tradição constitucional liberal portuguesa. Mas também como uma resposta aos extraordinários desafios internacionais que foram impostos à independência de Portugal – pela França, pela Grã-Bretanha, pela Espanha e pelo Brasil. Em suma, a Revolução Portuguesa de 1820, cujo principal objetivo foi a fundação de um Novo Portugal liberal, combinou o liberalismo e o nacionalismo, da maneira própria das Revoluções Atlânticas; e, de forma mais relevante, com esse objetivo e maneira arrebatou e conquistou muitos criadores literários.

Aceitam-se propostas de comunicação (de 20 minutos) em torno deste tema mais genérico e/ou dos seguintes aspetos em particular:

  • Representações das revoluções liberais na cultura literária do período e em períodos posteriores.
  • O papel das publicações periódicas e da ilustração na representação (criativa) das revoltas liberais.
  • As ligações entre o liberalismo e os movimentos românticos no contexto europeu e não europeu.
  • Questões de liberdade política e de liberdade de criação literária inauguradas pelas revoluções liberais.
  • Os lugares literários do liberalismo europeu e não europeu: génese, memória, recriação.
  • O surgimento das literaturas nacionais e as questões nacionalistas e independentistas no período.
  • Lendas e mitos associados à revolta romântico-liberal, incluindo a figura do herói (revolucionários e mártires).
  • A perspetiva do Outro – as revoltas liberais vistas a partir da cultura literária de outros países.
  • Imagens literárias de refugiados e exilados no contexto das revoluções liberais e/ou de escritores no exílio.
  • Representações literárias de sociedades secretas no contexto das lutas liberais (o exemplo da Carbonária).
  • Liberalismo e género literário: A importância do romance histórico na representação dos conflitos liberais; o papel da lírica e do drama no período
  • A difusão ou expansão da cultura literária no contexto das revoluções liberais; questões de receção e de tradução.

O envio dos resumos (entre 200 e 300 palavras), títulos das comunicações, palavras-chave (5) e notas biobibliográficas (100 palavras) deve ser feito para o seguinte endereço eletrónico: litcehum@ilch.uminho.pt

As línguas de comunicação são as seguintes: Português, Inglês, Espanhol, Francês e Italiano.

As propostas de comunicação serão analisadas e selecionadas pela comissão científica. No final dos trabalhos, a comissão organizadora prevê fazer uma seleção dos textos que foram apresentados para publicação: quer em formato eletrónico quer em formato papel (livro).

 

DATAS IMPORTANTES:

Submission of proposals: until December 31, 2019

Notification of acceptance: until January 31, 2020

Conference registration (online): until March 31, 2020

Programme publication (online): until April 30, 2020

Registration (for attendants only): until May 31, 2020

Conference: July 16 and 17, 2020

Call for papers | Memory, Guilt and Shame International Interdisciplinary Conference | University of Gdańsk, Poland, 26-27 March 2020

Memory, Guilt and Shame
International Interdisciplinary Conference  University of Gdańsk, Poland


26-27 March 2020

Deadline for Proposals: 31 January 2020

 

Organizer:  InMind Support

 

Scientific Committee: Prof. Wojciech Owczarski – University of Gdańsk, Poland; Dr. Katarzyna Kręglewska – University of Gdańsk, Poland; Dr. Ricardo Rato Rodrigues – Jagiellonian University, Poland

 

CFP:          

The 20th century – an epoch of genocides – will be forever associated with feelings of guilt and shame. And it is not only the case of perpetrators. People are still ashamed of their ancestors and of the members of their nations, societies or families. Those who suffered from crimes and cruelties often experience survivor guilt, a mysterious phenomenon that psychotherapists try to tame. The status of bystanders is nowadays more and more often called into question, as it became clear that remaining “neutral” in the face of violence and atrocities was simply impossible. At the same time, many of both the victims and executioners make efforts to forget about the past events and repress the uncomfortable emotions. Others forget the facts involuntarily. Yet others cultivate false memories of what never occurred. Politicians impose their own narratives of history, with the hope of re-shaping the common convictions and achieving their short-sighted goals. Therefore, researchers dealing with memory studies of various kinds aim at explaining the complex relations of facts and phantasms, real and imagined guilt, justified and irrational shame.

On the other hand, modern societies seem to exist in the realm of complete shamelessness. More and more people reveal the hallmarks of narcissistic personality. They do not care about protecting their privacy. On the contrary, they are proud of exposing as much as possible from their intimate life. Exhibitionistic behaviors appear to be predominant traits of those who want to capture others’ attention.

These and other factors provoke us to concentrate on the themes of memory, guilt and shame – in the present-day world as well as in the past. We want to describe these phenomena in their multifarious aspects: psychological, social, historical, cultural, philosophical, religious, political, and many others. We also want to devote considerable attention to how these issues appear in artistic practices: literature, film, theatre or visual arts. That is why we invite researchers representing various academic disciplines: anthropology, history, psychology, psychoanalysis, psychiatry, sociology, politics, philosophy, literary studies, theatre studies, film studies, memory studies, consciousness studies, gender studies, postcolonial studies, medical sciences, cognitive sciences, and others.

Different forms of presentations are encouraged, including case studies, theoretical investigations, problem-oriented arguments, and comparative analyses.

We will be happy to hear from both experienced scholars and young academics at the start of their careers, as well as doctoral students. We also invite all persons interested in participating in the conference as listeners, without giving a presentation.

Our repertoire of suggested topics includes but is not restricted to:

 

1. Guilt, shame and genocides

Victims’ shame

Perpetrators’ shame

Survivor guilt

Inherited guilt

Forgetfulness

Guilt repression

Distorted memories

Forgiveness

 

2. Guilt and shame in social life

Shame and nationalism

Shame and xenophobia

Shame and colonialism

Shame and racism

White guilt

Shame and anti-Semitism

Shame and infamy

Eco-guilt

Guilt and Anthropocene

Guilt and gender

Guilt and LGBT

Guilt-free consumption

Guilt appeal in commercials

 

3. Guilt and shame in politics

Guilt and propaganda

Shame and pride

Shame and “historical policy”

Shameless politicians

Guilt and political correctness

 

4. Guilt and shame in interpersonal relationships

Shame and love

Shame and intimacy

Shame and eroticism

Shame and privacy

Shamelessness

Parents’ guilt

Children’s guilt

Caregivers’ guilt

 

5. Pathology and therapy

Guilt complex

Guilt and suicide

Shame and narcissism

Shame and exhibitionism

Guilt and shame in psychotherapeutic treatment

Shame in psychoanalysis

 

6. Guilt and shame in religions

Guilt and sin

Guilt and confession

Guilt and absolution

Guilt and condemnation

Crimes committed in the name of God

Guilt and shame in the Catholic Church

 

7. Representation of guilt and shame

Literature

Theatre

Visual arts

Songs

The media

 

Please submit abstracts (no longer than 300 words) of your proposed 20-minute presentations, together with a short biographical note, by 31 JANUARY 2020 to: conferencememory@gmail.com