Frei Sancho da Batalha

Fr. SANCHO DA BATALHA, natural da Villa que tomou por apellido situada nos Coutos de Alcobaça do Patriarcado de Lisboa, Monge Cisterciense, e muito douto em a Theologia Dogmatica. Escreveo

Speculum disputationis cum baereticis. fol. M. S. Conserva-se na Bibliotheca do Real Convento de Alcobaça.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]

Frei Sancho de Faro

Fr. SANCHO DE FARO, natural de Lisboa, onde teve por claros Progenitores a D. Estevaõ de Faro, I. Conde de Faro, Comendador das Comendas de S. Salvador de Joannes, Santo André de Moraes, Santa Maria de Quintella, Saõ-Tiago, e S. Matheos do Landroal da Ordem de Christo, Vedor da Fazenda, e Conselheiro de Estado dos Reys Filippe III. e IV, e a sua mulher D. Guiomar de Castro, filha de D. Joaõ Lobo IV. Baraõ de Alvito Vedor da Fazenda, e Conselheiro de Estado, e de D. Leonor de Mascarenhas, filha de D. Joaõ Mascarenhas Capitaõ dos Ginetes, Senhor de Laure, e Estepa, Alcaide mór de Alcaçar do Sal, e Commendador de Mertola. Instruido nas letras humanas entrou Porcionista no Collegio de S. Pedro da Universidade de Coimbra a 21 de Novembro de 1627, porêm tocado de superior impulso deixou as esperanças das mayores dignidades, que lhe prometia o esplendor do seu nacimento, e recebeo o habito Carmelitano no Convento patrio a 26 de Outubro de 1628, e professou solemnemente a 8 de Mayo de 1630 em o Collegio de Coimbra, onde estudou Artes, e Theologia em Lisboa. Duas vezes foy Prior do Convento de Collares, Comissario, Visitador, e Reformador Geral da Provincia Portugueza por comissaõ do Geral Fr. Joaõ Antonio Filippino, e depois Prior do Convento de Lisboa, em cujo governo fez obras meditadas pela grandeza do seu espirito. Para conseguir a decisaõ de alguns negocios pertencentes á sua Provincia foy a Roma, e no Convento de S. Martinho cahindo de huma varanda finalizou infaustamente a carreira da sua vida em o anno de 1658. Obrigado das instancias de Francisco de Sousa Coutinho Embaxador na Curia, prégou

Sermaõ do Mandato na real Igreja de Santo Antonio da Naçaõ Portuguesa. Roma por Fabio Falconio 1658. 4. O Embaxador por cuja ordem se imprimio o dedicou a D. Francisco de Faro, Conde de Odemira irmaõ do Author. Delle fazem memoria Carvalho Corog. Portug. Tom. 3. pag. 627. Fr. Man. de Sá Mem. Hist. dos Escrit. Carm. Da Prov. De Portug. p. 458. Juzarte Treslad. Do V. Fr. Estevaõ da  Purif. cap. 4. pag. 118. D. Ant. Caet. de Sousa Hist. Gen. da Cas. Real Portug. Tom. 9. p. 675. e Manoel Pereira da Sylva Leal Cathal. dos Porcion. de S. Pedro. n. 17.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]

Sancho de Noronha

D. SANCHO DE NORONHA, ou de FARO, filho de D. Fernando de Noronha terceiro Senhor de Vimieiro, e Mordomo mór da Rainha D. Catherina, e de sua mulher D. Izabel de Mello, filha de Gomez de Figueire do , Commendador de Hortalagoa da Ordem de Saõ-Tiago, Provedor de Evora, Camareiro delRey D. Affonso V. e seu Armador, e de D. Leonor de Mello. Foy Deaõ da Capella real, e Comendatario dos Mosteiros de Ansede, e Pedrozo, e eleito Bispo de Leiria, cuja dignidade naõ possuio impedido pela morte sucedida no anno de 1569. Assistio nas Cortes que D. Joaõ III. celebrou em Almeirim no anno de 1544 em que foy jurado sucessor da Cora seu filho o Principe D. Joaõ onde orou elegantemente. Foy muito douto nos estudos Theologicos, e naõ menos versado nas maximas politicas de que saõ irrefragaveis testemunhas as obras, que publicou

Tratado da segunda Parte do Sacramento da Penitencia, que he a confissaõ com detestaçaõ dos sete pecados mortaes, e exhortaçoens das virtudes contrarias delles, e modo para bem consertar. Lisboa 1547. 3.

Tratado moral de louvores, e perigos de alguns estados seculares, e das obrigaçoens, que nelles há com a exhortaçaõ em cada estado de que se trata. Coimbra por Francisco Correa Impressor do Collegio real Acabou-se a quatro dias do mez de Setembro de M.D.XLIX. Dedicado ao Principe D. Joaõ, filho delRey D. Joaõ III.

Oraçaõ nas Cortes que o muito alto, e muito poderoso Rey D. Joaõ III. De gloriosa memoria fez em Almeirim no anno de 1544, quando chamou os Tres Estados para o juramento do muito alto, e muito excellente Principe D. Joaõ seu filho. Lisboa por Joaõ Alvares Impressor delRey 1563. 4.

Fazem honorifica mençaõ de D. Sancho de Noronha D. Ant. Caet. de Sousa Hist. Gen. da Casa. Real Portug. Tom. 3. pag. 521. e Tom. 9. pag. 590, e Caetano Jozé da Sylva Sottomayor no Cathal. dos Bisp. de Leiria, onde erradamente o faz illegitimo.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]

Sancho de Pedrosa

SANCHO DE PEDROSA, cuja patria, e estado de vida se ignora, conhecendo-se que foy muito aplicado á Poezia em que fez naõ pequenos progressos da qual se lem Versos no Cancioneiro de Garcia de Resende. Lisboa por

Herman de Campos 1516. a fol. 75 vers. 133 vers. 160. 175 vers. e 181.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]

Santos de Torres

SANTOS DE TORRES, naceo em a Villa de Sezimbra do Patriarchado de  Lisboa em o primeiro de Novembro de 1676, onde teve por Pays a Manoel Farto Vieira, e Maria Jozefa. No Hospital real de todos os Santos de Lisboa aprendeo a Arte Chirurgica, e nella fahio taõ perito que a ensinou no mesmo Hospital, merecendo ser Cirurgiaõ do Serenissimo Senhor Infante D. Antonio. Publicou

Promptuario Pharmaco, e Cirurgico em que se acharaõ limitados os pezos, quantidades, fórmas, e disposiçoens de muitos, e singulares remedios simples, e compostos contra as muitas, e graves enfermidades, que afligem o corpo humano. Lisboa pelos herdeiros de Antonio Pedrozo Galraõ 1741. 4.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]

 

Frei Saturnino de Alcanede

Fr. SATURNINO DE ALCANEDE, em cuja Villa situada quatro legoas ao Noroeste de Santarem do Patriarchado de Lisboa que tomou por apellido sahio á luz do mundo. Foy Monge Cisterciense, e muito versado na liçaõ da sagrada Escritura, e no estudo da Theologia Moral, escrevendo

Homiliae B. Virginis Mariae. fol. 2. Tom. M. S.

Theologia Moralis. fol. M. S.

Conservaõ-se estas obras na Livraria do real Convento de Alcobaça.

 

 [Bibliotheca Lusitana, vol. III]