Frei João da Natividade

Fr. IOAÕ DA NATIVIDADE natural da Villa de Moncorvo em a Provincia Transtagana alumno da Serafica Provincia de Santo Antonio onde dictou as Faculdades escholasticas, e foy Guardiaõ do Collegio de Coimbra, e Definidor da sua Provincia. Teve grande talento, para o pulpito onde alcançou muitos aplauzos. Falleceo no Convento de Lisboa a 23 de Outubro de 1652. Publicou.

Sermaõ na Quarta Dominga do Advento na ocaziaõ, que sua Magestade ElRey D. Ioaõ o IV. Nosso Senhor se jurou por legitimo Rey deste Reyno de Portugal pregado em o Convento de Santo Antonio dos Capuchos de Lisboa. Lisboa por Paulo Craesbeeck. 1641 4.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

Frei João da Natividade

Fr. IOAÕ NATIVIDADE natural da Villa de Ourem do Bispado de Leyria, e religioso professo descalso da militar Ordem de Nossa Senhora da Merce em o Convento de Madrid, e duas vezes Provincial da Provincia de Sicilia insigne Letrado, e famoso Pregador. Deixou composto, como escreve Nicol. Ant. Bib. Hisp. Tom. 1. pag. 573. col. 2.

Cursus Artium 3. Tom. M. S.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

João de Morais Madureira Feijó

IOAÕ DE MORAES MADUREYRA FEYJOO natural da Freguezia de S. Gens de Parada termo da Cidade de Bragança em a Provincia de Tras dos Montes onde teve por Pays a Alvaro Annes de Moraes Madureira Morgado de Parada, e Fidalgo de juro, e herdade, e a D. Theodora Pinto do Lago de igual nobreza à de seu Consorte. Ornado de talento agudo aprendeo com facilidade os preceitos da lingua Latina, colheu as flores da Rhetorica, e Poetica, e penetrou os arcanos da Filosofia, e Theologia em cuja sublime Faculdade recebeo o gráo de Bacharel em a Universidade de Coimbra. Exercitou com elegancia, e profundidade o ministerio de Orador Evangelico. Sendo eleito Prior da Parochial Igreja de Nossa Senhora do O da Villa de Ançaã do Bispado de Coimbra dezempenhou as obrigaçoens de vigilante Pastor dispendendo grande parte da copiosa renda que percebia, em socorro dos pobres que o lamentaraõ intempestivamente morto a 29 de Outubro de 1741. Foy Mestre do Excellentissimo Duque de Lafoens D. Pedro Henrique de Souza Tavares Mascarenhas da Silva para cuja instruçaõ compoz as obras seguintes que manifestaõ a profunda sciencia que professava da Gramatica Latina.

Explicationes in omnes partes totius Artis R. P. Emmanuelis Alvres è Societate JESU ad usum Excellentissimi Ducis Alafonensis. Ulyssipone apud Michaelem Rodrigues. 1729 4. Sahio segunda vez acrecentada com o titulo seguinte.

Arte explicada 1. Parte Principios. Contem todos os Nominativos Linguagens, Rudimenta, Generos, Preteritos, e Declinaçoens dos Latinos, e Gregos com toda a explicaçaõ necessaria para a perfeita intelligencia dos Principiantes; os methodos de preguntar em cada principio para se saberem em breve tempo, e com facilidade. Lisboa por Miguel Rodrigues. 1735 4.

Arte explicada 2. Parte. Syntaxe para o uzo do Excellentissimo Duque de Lafoens. Lisboa pelo dito Impressor. 1730 4. Tem no fim. Reposta Apolegetica a humas Notas ou Censuras, que sahiraõ contra a Arte do Reverendo Padre Manoel Alvres. Ao Excellentissimo Duque de Alafoens. Estas Notas fez, e publicou Manoel Coelho de Souza, como em seu lugar se dirá. Coimbra por Luiz Seco Ferreira. 1739. 4.

Arte explicada. Appendix da Syntaxe perfeita, e segundo Tomo da segunda parte. Escholios de Nomes, e verbos ad usum Excellentissimi Ducis Allafonensis. Lisboa por Miguel Rodrigues. 1732 4. e Coimbra por Luiz Seco Ferreira. 1739 4.

Arte explicada 3. Parte e 4. Tomo. Syntaxe Figurada, Syllaba, e Versos com a mediçaõ ad usum Excellentissimi Ducis Allafonensis. Lisboa por Miguel Rodrigues. 1732 4. e Coimbra por Luiz Seco Ferreira. 1739 4.

Orthografia, ou arte de escrever, e pronunciar com acerto a lingua Portugueza. Divide-se em tres Partes. A 1. de cada huma das letras, e da sua pronunciaçaõ; das vogaes, e Dithongos; dos Accentos, ou tons da pronunciaçaõ. A 2. de como se dividem as palavras; da pontuaçaõ; algumas abbreviaturas, conta dos Romanos, e Latinos, Calendas, Nonas, e Idos. A 3. dos erros do vulgo, emendas da Orthografia no escrever, e pronunciar toda a lingua Portugueza. Verbos irregulares, palavras dubias, e as suas significaçoens. Huma breve instruçaõ para os Mestres das Escholas. Lisboa. por Miguel Rodrigues Impressor do Senhor Patriarcha. 1734 4. e Coimbra por Luiz Seco Ferreira. 1739 4.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

Frei João Monteiro

Fr. IOAÕ MONTEYRO natural de Villareal em a Provincia Transmontana filho de Ioaõ Monteiro, e Luzia Fernandes. Professou o instituto de Erimita de Santo Agostinho no Real Convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa a 18 de Dezembro de 1695. onde aprendeo as sciencias conducentes ao estado regular. Foy Reytor da Igreja de S. Ioaõ de Souza pertencente à sua familia religiosa. Publicou.

Sermaõ nas Exequias do Illustrissimo Senhor D. Luiz Alvares de Figueiredo Arcebispo da Bahia Primaz da America do Conselho de sua Magestade celebradas na Parochial Igreja de S. Pedro de Villareal aos 19 de Dezembro de 1735. Coimbra no Real Collegio das Artes da Companhia de Iesus. 1736 4.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

Frei João de Monsaraz

Fr. IOAÕ DE MONSARAS natural da Villa do seu appellido situada na Provincia Transtagana filho de Manoel da Cruz, e Ignes Caeyra. Na idade da adolescencia abraçou o penitente instituto do Serafico Patriarcha em a reformada Provincia da Piedade a 9 de Ianeiro de 1705. onde pela sua literatura dictou dous cursos de Theologia Escholastica, e Moral, e foy Qualificador do S. Officio, e Examinador Synodal do Bispado de Portugal; e pella sua prudencia Guardiaõ dos Conventos de Elvas, Lagos, Portalegre, Custodio da sua Provincia, e Vizitador da Provincia de Santo Antonio. Dos Sermoens que tem pregado com aplauso se fez publico o seguinte.

Sermaõ do Santissimo Coraçaõ de IESUS, que na primeira Festividade das Religiosas do Mosteiro de Santa Clara da Cidade de Elvas lhe tributaraõ em 20 de Iunho de 1733. Lisboa na Officina Ioaquiniana 1734 4.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

João Moniz Pimentel

IOAÕ MONIZ PIMENTEL natural da Cidade de Evora Notario Apostolico o qual acompanhando desde Lisboa até Roma a Mancio Ito Miguel, e Cingiva Embaxadores dos Reys de Bungo, e Arima com os Principes Iuliaõ de Nacaura, e Martinho de Fara sendo recebidos com paternal benevolencia pelo Summo Pastor Gregorio XIII. a 23 de Março de 1585. escreveo com estilo sincero, e summa individuaçaõ.

Itinerario do Caminho que fizeraõ os Embaxadores dos Reys Iapoens a dar obediencia a Sè Apostolica até voltarem a Lisboa. fol. M. S. Conservavase na Livraria do celebre Antiquario Manoel Severim de Faria que hoje possue o Excellentissimo Conde do Vimieiro. Do author, e da obra se lembraõ Foncec. Evor. Glorios. p. 412. e o moderno addicionador da Bib. Geograf. de Antonio de Leaõ Tom. 3. col. 1725.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]