D. Jão Manuel

D. IOAÕ MANOEL. Naceo em Lisboa, e teve por progenitores a D. Nuno Manoel Senhor das Villas da Atalaya, Tancos, Sinzeira, Alcayde mòr de Marvaõ, e a D. Ioanna de Atayde filha de D. Antonio de Atayde primeiro Conde da Castanheira e D. Anna de Tavora. Aplicouse em a Universidade de Coimbra à sublime Faculdade da Theologia, e de tal modo penetrou as suas dificuldades que recebidas com aplauzo dos Cathedraticos as insignias doutoraes foy admetido a Collegial do Collegio de S. Pedro a 2 de Março de 1596. A sua literatura unida ao esplendor do seu nacimento o habilitaraõ para ser Conego da Cathedral de Lisboa, Fsmoler mòr de Filippe III. donde subio a ser Bispo da Cathedral de Viseu em cuja dignidade foy sagrado por D. Iorge de Almeyda a 21 de Março de 1610. Desta Diocese que prudentemente governou foy transferido para a de Coimbra de que tomou posse a 26 de Mayo de 1625. e a possuio até o anno de 1632. em em que foy nomeado Arcebispo de Lisboa, Conselheiro de Estado, e Vicerey do Reyno de cujos honorificos lugares o privou a morte sendo digno de mais larga vida. Iaz sepultado na Capella mòr da Igreja de Nossa Senhora de Iesus dos Religiosos Terceiros de S. Francisco que elle sendo Bispo de Vizeu mandara edificar para seu jazigo, e dos Condes da Atalaya com titulo de Padroeiro da Provincia, a qual deixou ornada de preciosas pessas, e estimaveis reliquias, e se acabou a 20 de Iunho de 1633. quatorze dias antes da sua morte fallecendo a 4 de Iunho do referido anno de huma Hydropesia. Delle fazem illustre memoria o Illustrissimo Cunha Hist. Eccles. de Brag. Part. 2. cap. 106. n. 4. D. Nicol. de Sant. Mar. Chron. dos Coneg. Reg. Part. I. liv. 4. cap. 9. n. 20. Cardoso Agiol. Lusit. Tom. 1. p. 87. Carvalho Corog. Portug. Tom. 3. p. 495. Leytaõ. Cathal. dos Bisp. de Coimb. §. 74. Leal Cathalog. dos Colleg. de S. Pedro. n. 33. P. Col. Cathal. dos Bisp. de Viseu. §. 59. Fr. Martinho do Amor de Deos Chron. dos Capuch. de Sant. Ant. p. 271 . Compoz.

Constituiçoens Synodaes do Bispado de Viseu feitas, e ordenadas em synodo pelo Illustrissimo, e Reverendissimo Senhor D. Ioaõ Manoel Bispo de Viseu. Coimbra por Nicolao Carvalho 1617 fol.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

D. João Manuel

D. IOAÕ MANOEL Alcayde mòr de Santarem, e Camareiro mòr delRey D. Manoel naceo em Lisboa sendo filho de D. Ioaõ Manoel de quem fizemos a memoria precedente que o teve de Iusta Rodrigues Pereira filha de Francisco Rodrigues Pereira, e sua mulher Cecilia Tavares ambos de nobre nacimento. Foy hum dos mais discretos Fidalgos do seu tempo, e taõ versado em todas as sciencias como testemunha Cataldo Siculo em huma Carta que entre sinco, que lhe escreveo he a primeira em que lhe dá os pezames da morte de sua Espoza D. Izabel de Menezes filha de Affonso Tellez de Menezes Alcayde mòr de Campo mayor. Quid profuit tibi tot Authorum volumina à balbutientibus annis summa diligentia evoluisse? Quid Ciceronem? Quid Aristotelem? Quid Senecam? Quid Salomonem excucisse? Omitto Maronem, Flacum, Nasonem, &similes. Quid Augustini, Hyeronimique complura scripta una cum doctissimo Rege tuo, &sibimet, & caeteris audientibus quotidie plane legisse? Declarasseque? ac docuisse? Por ordem delRey D. Manoel a quem era muito afecto, partio a Castella para ratificar em nome deste Principe as condiçoens do tratado matrimonial celebrado com a Rainha D. Izabel filha dos Reys Catholicos, que se concluio em Medina del Campo a 11 de Agosto de 1497. Delle se lembraõ Ioan. Soar. de Brito Theatr. Lusit. Liter. lit. 1. n. 36. Pellicer Comment. do Polif. de D. Luiz de Gong. e Souza Hist. Gen. da Caz. Real Portug. Tom. 3. liv. 4. p. 207. e 223.

Compoz

Obras poeticas. Sahiraõ impressas no Cancion. de Garcia de Resende a fol. 48 até 57. e fol. 143. até 169. que consta de huma Elegia à morte do Principe D. Affonso. Diversas Glossas. Trovas sobre os Pecados mortaes. Reposta a Pedro Homem e

Regra para quem quizer virer em paz. Começa

Ouve, e Calla,

E vivirás vida folgada:

Tua porta cerrarás;

Teu vizinho louvarás;

Quanto podes naõ faràs;

Quanto sabes naõ dirás;

Quanto vès naõ julgarás;

Q uanto ouves nao crerás,

Se queres viver em paz;

Desta obra fez author Nicol. Ant. Bib. Hisp. Vet. Part. 2. lib. 9. cap. 7. a D. Fr. Ioaõ Manoel sendo certamente de seu filho cuja equivocaçaõ seguio Fr. Manoel de Sá Mem. Hist. dos Escrit. do Carm. p. 224. n. 320.

No Cancioneiro Espanhol impresso Anveres. 1570. estaõ obras suas a fol. 212. e 230.

Falla, ou palavras moraes. Começa

Nunca vi antre privados

Amizade verdadeira &c.

Conservase M. S. na Livraria do Excelentissimo Duque de Lafoens que foy do Emminentissimo Cardial de Souza Tio de sua Excellentissima Avó D. Mariana de Souza Marqueza de Arronches.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

D. Frei João Manuel

D. Fr. IOAÕ MANOEL natural de Lisboa e filho illegitimo do Serenissimo Rey D. Duarte, e de D. Ioanna Manoel filha legitima de D. Henrique Manoel de Vilhena Conde de Cintra, e irmaõ da Raynha D. Constança Manoel primeira mulher delRey D. Pedro I. de Portugal. Nos seus primeiros annos foy educado pelo V. Nuno de Santa Maria, que sendo Condestavel do Reyno preferio o Claustro à Campanha para conquistar o Ceo depois de ter triumfado varias vezes dos inimigos da patria, e com os documentos de taõ insigne Varaõ se deliberou a receber o habito Carmelitano, que elle professara no Convento de Lisboa, onde igualmente creceo nas Virtudes, e nas sciencias pelas quaes mereceo ser nomeado no anno de 1441. Provincial da Provincia Portugueza pelo Geral Fr. Ioaõ Facci cujo lugar juntamente com o de Comissario Geral conservou pelo longo espaço de trinta, e sinco annos por Breve de Eugenio IV. Governando esta Monarquia seu Tio o Infante D. Pedro Duque de Coimbra pela menoridade de seu Irmaõ D. Affonso V. o mandou por Embaxador a Hungria donde panou com o mesmo caracter a Roma quando já era Bispo Titular de Tiberiades juntamente com Ruy de Cunha Dom Prior mòr de Guimaraens onde alcançou da benignidade Pontificia de Eugenio IV. a separaçaõ da Comarca de Valença do Minho do Bispado de Tuy a que era sogeita, e a izençaõ dos Mestrados das Ordens militares de S. Tiago, e Aviz das Ordens de Velez, e Calatrava. Atendendo seu irmaõ aos grandes merecimentos da sua pessoa o nomeou Bispo de Ceuta, que vagara por morte de Fr. Aymaro religioso Menor, e Capellaõ mòr de Affonso V. em cuja dignidade foy confirmado por Eugenio IV. a 20 de Iulho de 1443. com a preeminencia de Primaz de Africa. Este Monarcha o nomeou seu Capellaõ mòr bautizando na Sé de Lisboa a 11 de Mayo de 1455. a seu sobrinho o Principe D. Ioaõ que depois subio ao trono de Portugal sendo o segundo deste nome. Pela vacatura do Bispado da Guarda por morte de D. Luiz da Guerra foy a elle transferido, e confirmado por Pio II. a 15 de Ianeiro de 1459. em cuja Diocese observou inviolavelmente a justiça, e evitou muitos abuzos, que a inercia culpavel de seus antecessores deixara insensivelmente introduzir. Atenuado com os annos, e achaques renunciou o Bispado nomeando por seu coadjutor a D. Ioaõ Affonso Ferraz Bispo de Ceuta em que foy confirmado por Xisto IV. a 24 de Iulho de 1476. e no fim deste anno sendo acometido da ultima enfermidade falleceo em Lisboa com saudade das suas ovelhas, que pelo espaço de 18 annos o experimentaraõ benevolo Pastor. Foy sepultado na Igreja do Real Convento do Carmo donde se tresladaraõ os seus ossos para o Cimiterio da parte da Portaria, e na Campa se lhe abrio este breve Epitafio.

Aqui jáz D. Fr. Ioaõ Manoel Bispo que foy da Guarda, Religioso do Carmo.

Deste illustre Prelado fazem honorifica mençaõ Vasconc. Anaceph. Reg. Lusit. pag. 166. n. 9. Brito Elog. dos Reys de Portug. pag. 92. e na Chron. de Cister Part. 1 . liv. 6. cap. 36. Cardozo Agiol. Lusit. Tom. 3. p. 690. letr. C. Barbuda Emprez. Milit. de Lusit. liv. 3. fol. 67. Nicol. Ant. Bib. Hisp. Vet. Part. 2. liv. 9. cap. 7. Mariz Dial. de Var. Hist. Dial. 4. cap. 5. Faria Europ. Portug. Tom. 2. Part. 3. cap. 3. n. 27. e 58. Lezana Anal. Carmel. Tom. 4. pag. 856. Fr. Daniel à Virg. Mar. Specul. Carmel. Part. 2. p. 935. Cunha Hist. Eccles. de Braga. Part. 2. cap. 57. n. 9. Souza Theatr. Geneal. da Caz. de Souza pag. 829. Carvalho Corog. Portug. Tom. 3. liv. 2. cap. 47. e Tom. 2. liv. 1. Trat. 8. cap. 2. Imhof. Stem. Reg. Lusit. Tom. 1. pag. 127. Ioan. Soar. de Brito Theatr. Lusit. Litter. lit. 1. n. 37. D. Fr. Thome de Faria Decad. 7. lib. 1. cap. 10. Pereira Leal Cathal. dos Bisp. da Guard. §. 24. D. Man. Caet. de Souz. Cathal. dos Bisp. Titul. pag. 172. e Fr. Manoel de Sá Mem. Hist. dos Escrit. da Prov. do Carm. de Portug. cap. 50. pag. 213. até 228. Compoz.

Estatutos da Collegiada de Ourem. Foraõ escritos em o anno de 1456. por Bulla de Eugenio IV. e por elles se governáraõ os Conegos até o anno de 1543. Fez outros o Illustrissimo Arcebispo de Lisboa D. Fernando de Vasconcellos, e Menezes os quais agora se observaõ.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

Frei João da Madalena

Fr. IOAÕ DA MAGDALENA. Naceo na Villa de S. Ioaõ da Pesqueira em a Provincia da Beyra onde recebeo a primeira graça a 2 de Fevereiro de 1644. Como na adolescencia descubrisse genio para o estudo o mandaraõ seus Pays Manoel de Carvalho, e Ioanna Gonzalves de Almeyda aprender Gramatica, e letras humanas em que sahio taõ eminentemente instruido que mereceo receber o habito da Ordem Terceira da Penitencia em o Convento da Villa do Mogadouro onde professou solemnemente a 23 de Iulho de 1663. Completos seis annos do estudo das sciencias severas ao leyo com aplauzo no Convento de Viana do Alentejo, e no Collegio de S. Pedro de Coimbra até jubilar em 17 de Ianeiro de 1691. havendo sinco annos que tinha tomado o juramento de Qualificador do S. Officio. Foy Reytor do Collegio de Coimbra, Comissario Provincial na auzencia que fez no Capitulo geral celebrado em Roma o Ministro Provincial Fr. Francisco do Espirito Santo, Custodio da Provincia, e ultimamente duas vezes Provincial, a primeira a 20 de Março de 1694. e a seguinte por Motu proprio da Santidade de Clemente XI. expedido a 28 de Iulho de 1708. que se executou a 16 de Novembro de 1714. Ornou a Igreja do Convento de Lisboa com admiraveis pinturas, e a Livraria com grande copia de livros Iuridicos que foraõ do grande Iurisconsulto Antonio de Souza de Macedo Secretario de Estado delRey D. Affonso VI. Alem de ser profundo Theologo foy muito perito, e versado em a Historia Ecclesiastica, e Secular, e em ambos os Direitos Falleceo no Convento de S. Ioaõ da Pesqueira a 29 de Setembro de 1715. quando contava 71 annos de idade, e 52 de Religiaõ. Fazem mençaõ delle Carvalho Corog. Portug. Tom. 3. p. 500. e Fr. Ioan. à D. Ant. Bib. Francis.. Tom. 2. p. 182. col. 1. Publicou.

Sermaõ em a Canonizaçaõ do insigne Portuguez S. Ioaõ de Deos Patriarcha da Religiaõ da Hospitalidade em 23 de Iunho de 169 . dia setimo do solemne outavario que a mesma Religiaõ celebrou em Convento de Lisboa. Lisboa por Miguel Deslandes Impressor delRey. 1692 4.

Sermaõ da Solemnidade dos Reys na Capella Real. Lisboa pelo dito Impressor. 1695 4.

Chronica da Sagrada Ordem Terceira da Penitencia da Provincia de Portugal, e Algarves. M. S. fol. Esta obra que lhe tinha custado o disvelo de muitos annos se perdeo pela ignorancia de hum Frade Leygo que a reduzio a fragmentos da qual se lembra Carvalho Corog. Portug. no lugar assima allegado.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

Frei João da Madalena

Fr. IOAÕ DA MAGDALENA natural de Lisboa Erimita Augustiniano cujo habito recebeo no Real Convento de Nossa Senhora da Graça da sua patria no anno de 1458. quando contava desanove de idade. Estudou no Convento de Florença, e dictou Theologia por ordem do Geral Iacobo de Aquila no anno de 1472. em o Convento de Perugia. Recebido o gráo de Mestre em Theologia das maõs do Mestre do Sacro Palacio com faculdade do Geral Iacobo Manario em o 1 de Ianeiro de 1480. se restituhio ao Reyno aonde tinha chegado muito antes a fama da sua grande literatura pela qual mereceo dictar em a Universidade de Lisboa a Sagrada Theologia desde o anno de 1486. até o de 1515. em que falleceo com 76 annos de idade em o Convento de Penafirme. Pela afabilidade do genio, e prudencia do juizo foy quatro vezes Provincial em cujo governo uzando menos do rigor, que da brandura emendou abuzos, e reformou custumes. Foy Mestre do Principe D. Affonso filho delRey D. Ioaõ o II. por cuja ordem foy concluir a Aragaõ o Cazamento do Principe com a Princeza D. Izabel filha delRey D. Fernando o Catholico. Fazem mençaõ honorifica de Fr. Ioaõ da Magdalena Nicol. Ant. Bib. Hisp. Tom. 1. p. 5 557. col. 2. Fr. Ant. à Purif. de Vir. illustr. Ord. Erimit. lib. 2. cap. 12. e na Chron. dos Erim. de Santo Agost. da Prov. de Portug. Part. 2. liv. 7. Tit. 1. §. 2. fol. 214. v.º e na Chronolog. Monast. p. 150. Fr. Ant. da Nativid. Mont. e Cor. Mont. 2. Cor. 8. §. 2. n. 51. p. 443. col. 1. Gratian. Anast. August. ad an. 1480. Crusen. Monast. August. Part. 3. cap. 30. Bzou. Annal. Ecclesiast. Tom. 18. ad an. 1490. Possevin. Apparat. Sacer. Tom. 1. p. 909. Leitaõ Notic. Chronol. da Univ. de Coimbra p. 372. §. 819. e seguintes. Ioan. Soar. de Brito Theatr. Lust. Liter. lit. 1. n. 48. Compoz por insinuaçaõ do Geral Fr. Ambrozio Coriolano.

De Sanguine miraculoso, qui non semel fluxit ex hostia Santissimae Eucharistiae. M. S. Este Tratado em que expende, e resolve varias duvidas Theologicas se conserva na Livraria do Convento de Cassia dos Erimitas de S. Agostinho lugar de Umbria em Italia onde no Convento dos Dominicos sucedeo a prodigiosa copia de sangue que manou da hostia consagrada que deu materia para o Tratado.

Commentaria super Magistrum Sententiarium. M. S. Para esta obra lhe mandou o Geral deputar hum Amanuense em 7 de Mayo de 1505. a qual naõ concluio impedido pela morte.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

Padre João de Madureira

P. IOAÕ DE MADUREYRA chamado no seculo Ioaõ de Gouvea naceo em a Cidade do Porto de Pays igualmente nobres, que pios quaes foraõ Henrique Nunes de Gouvea, e Brites de Madureira. No Collegio de Coimbra foy admitido ao instituto de Jesuita a 25 de Outubro de 1561. onde pela sua litteratura, e prudencia ocupou os lugares de Reytor do Collegio de Santo Antaõ, e Propozito da Caza professa de S. Roque. Por muitos annos exercitou o ministerio de explicar pelas praças, e ruas de Lisboa o Cathecismo sendo em taõ sagrada incumbencia sucessor do V. Padre Ignacio Martins. Eleyto pelo Geral Claudio Aquaviva, Vizitador do Brazil se opuzeraõ a esta jornada o Cardial Alberto Governador deste Reyno, e o Duque de Aveiro de quem era Confessor, porem sem declarar a sua resoluçaõ com o pretexto de se despedir do Padre Fernaõ Cardim Procurador do Brazil, que com desaseis companheiros estavaõ embarcados em huma Náo Flamenga, partio com elles a 24 de Setembro de 1601. a qual como fosse acometida quatro legoas distante de Cascaes por duas Náos de Piratas Inglezes depois de hum porfiado combate foy rendida, e juntamente prisioneiro o Padre Madureira, que brevemente acabou a vida na Costa de Biscaya a 5 de Outubro de 1601. Delle se lembraõ Telles Chron. da Comp. da Prov. de Portug. Part. 1. liv. 2. cap. 11. n. 5. Franco Imag. da Virt. em o Nov. de Coimb. Tom. 1. liv. 3. cap. 62. e Ann. Glorios. S. J. in Lust. pag. 571. Compoz

Poema Heroicum in quo celebratur Martyrium V. P. Ignatii Azevedo, & Sociorum. Desta obra como de seu Author fazem mençaõ o Padre Alvaro Cienfuegos Vid. de S. Franc. de Borja liv. 5. cap. 12. §. 8. Al insigne Poeta P. Juan de Madureira Jesuita Vizitador del Brazil hombre religioso, otro tanto como discreto, que celebrò en verso elegante este martyrio &c. Possino de Vit. & praetios. mort. V. P. Azeved. &Socior. lib. 4. cap. 3. n. 66. e Alcazar Hist. da Prov. de Toled. Part. 2. al año 1570.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]