III Ciclo de Conferências Novos Estudos e Novos Olhares sobre a Cidade: Lisboa do Terramoto à Revolução de Abril | O Olhar Turístico em Lisboa | Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, 27 de Novembro, 18h00

Urbanismo e turismo são processos sócio-históricos que se acompanham há quase dois séculos, sendo o último um motivo de alteração e recriação da paisagem urbana das cidades, consagrando uma parte do território para a sua fruição, ou até quase a totalidade, como ocorre com Veneza.

O olhar turístico, the tourist gaze, vem-se formando a partir de uma complexa combinatória de procura do “pitoresco”, do “pristino”, uma vontade de diferenciação, uma necessidade de escapismo, seja do quotidiano, do trabalho, ou de si próprio.

Lisboa povoada de severas, varinas e outros tantos pitorescos, tem alimentado ao longo do século XX as buscas de “pristino” de uns e outros; de ingleses em primeiro lugar, afinal os inventores do turismo, mas depois da nossa entrada na CEE, de franceses, de alemães, os europeus da Europa unida, ou do oriente ou de África.

Na atualidade, a Lisboa turística tornou-se numa das mais-valias da cidade, e a sua intensidade tem sido tal, que coloca em oposição a rentabilidade económica, estimulada pelo turismo – que se alimenta da “autenticidade” dos bairros, do seu pristino – esquecendo valores de urbanidade e equidade.

Durante a viagem, no tempo histórico e no espaço da cidade, a destacar a multiplicidade de pitorescos inventados para alimentar o tourist gaze em Lisboa.

Apresentação do livro Academia Real das Ciências de Lisboa (1779-1834) – Ciências e hibridismo numa periferia europeia, de José Alberto Silva | Academia das Ciências de Lisboa, 12 de Novembro de 2019

O Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, convida V. Ex.ª

para a apresentação do livro da autoria de José Alberto Silva,

Academia Real das Ciências de Lisboa (1779-1834) – Ciências e hibridismo numa periferia europeia.

Intervêm nesta apresentação: Jorge Gaspar, Artur Anselmo, José Luis Cardoso,

Maria Paula Diogo e Fernando Mão de Ferro.

A sessão decorrerá no dia 12 de novembro, pelas 17 horas, na sala das Sessões.

 

Congresso | Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez | 15 – 18 nov. | Sociedade de Geografia de Lisboa / BNP

15 nov. | Sociedade de Geografia de Lisboa | Entrada livre
16 nov. | Sociedade de Geografia de Lisboa – Almoço/ Tertúlia | Inscrição
17 nov. | Passeio Cultural pela “Lisboa de Eça e da Geração de 70” | Inscrição
18 nov. | Auditório BNP | Entrada livre
A 17 de Novembro de 1869 inaugurou-se o Canal do Suez, acontecimento com as maiores repercussões na época nas mais diversas áreas (política, económica, cultural, religiosa…) e que foi também uma via de abertura no diálogo entre o Ocidente e o Oriente.

Eça de Queiroz cobriu, como jovem jornalista, esse evento, publicando uma série de textos no Diário de Notícias, antecipando o escritor que viria a ser, um dos maiores do mundo lusófono.

Cento e cinquenta anos depois, a Revista NOVA ÁGUIA, o MIL – Movimento Internacional Lusófono e o CLEPUL-Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em parceria com diversas instituições, assinalam a efeméride, promovendo este Congresso  que irá abordar temas como Eça de Queiroz jornalista e escritor inspirado pelas suas viagens; representações do Médio Oriente oitocentista na obra de Eça de Queiroz e na literatura portuguesa coeva; a importância do Canal do Suez  e o Médio Oriente, à época e hoje.

O Congresso é de entrada Livre, sem necessidade de inscrição prévia. Ver Programa.
Para se inscrever no  Almoço/Tertúlia e/ou no Passeio Cultural, contacte: info@movimentolusofono.org.
Comissão Organizadora: Renato Epifânio, Annabela Rita, Octávio dos Santos e Rui Lopo.
Parcerias: Academia Lusófona Luís de Camões; Biblioteca Nacional de Portugal; Cátedra Infante Dom Henrique (Universidade Aberta/CLEPUL); Centro Cultural Eça de Queiroz; Círculo Eça de Queiroz; Fundação Eça de Queiroz; Fundação Lusíada; Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes; Instituto Fernando Pessoa; Instituto de Filosofia Luso-Brasileira; Observatório de Língua Portuguesa; Revista Letras Com(n)Vida; Sociedade de Geografia de Lisboa; SHIP: Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
Fonte: BNP