Exposição | Frei Agostinho da Cruz e a Espiritualidade Arrábida | Museu da Fundação Oriente

Inauguração | 12 Março 2020 Até 17 Maio

Lugar privilegiado onde, desde tempos muito recuados, a Natureza foi entendida como expressão eloquente da divindade, a Arrábida é ainda hoje um dos centros espirituais da Península Ibérica. Nesse território que vai do Cabo Espichel aos limites de Setúbal, o culto e a cultura viram nesse espaço entre o mar e a montanha um “deserto” onde é possível ao Homem dialogar com Deus e consigo próprio, descobrindo o essencial da vida.
A partir de 1539, o estabelecimento de uma comunidade de frades franciscanos observantes junto do santuário da Senhora da Arrábida deu renovada leitura a esse “paraíso”. Até 1834 os eremitas arrábidos foram os melhores intérpretes de toda a envolvente do seu convento, descobrindo aí o Criador nas criaturas e encontrando entre o relevo e a vegetação uma expressão peculiar de ser cristão.
De entre todos os frades, Frei Agostinho da Cruz (1540 – 1619) foi aquele que melhor exprimiu a essência da Arrábida e da sua espiritualidade numa poesia original. Comemorando os 400 anos da sua morte e os 480 do seu nascimento, esta exposição apresenta a Arrábida e a sua sacralidade. Guiados pelas suas palavras, desvendamo-la enquanto espaço de libertação.

Ruy Ventura | Comissário

No âmbito das comemorações do IV centenário da morte de Frei Agostinho da Cruz e 480º aniversário do seu nascimento.

 

Fonte: Museu do Oriente

Apresentação do livro “Os ílhavos que foram para a Pederneira” | Hotel Praia (Nazaré), 14 de Março, 18h00

O presente trabalho pretende abordar, com base nos Registos Paroquiais, a migração dos ílhavos para a Vila da Pederneira, num período temporal entre 1609 a 1850.

Tem ainda como objetivo dar a conhecer os nomes das pessoas que realizaram essa migração e que na Pederneira se estabeleceram, deixando, em alguns casos, descendência até aos dias de hoje.

Revela, ainda, os locais onde foram sepultados, permitindo relacionar os nomes com o local de sepultura.

Dedica, também, um capítulo a Joaquim Bernardo de Sousa Lobo, apresentando novos elementos sobre este filho de ílhavos, cuja função de Cabo de mar foi de grande importância para a comunidade Nazarena.

Trata-se, por isso, de um estudo breve que pretende desafiar todos os que se identificarem com os nomes e apelidos ali apresentados a pesquisar os seus antepassados, assim como fornece à comunidade de Ílhavo elementos de relevante interesse para o conhecimento dos seus antepassados, dispersos pelo território nacional, durante o século XVIII e XIX.

Carlos Fidalgo

Sábado, 7 de março | Visita “A Coleção do Museu – Um percurso no feminino”

Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, Sintra

Sábado, 7 de março | Visita “A Coleção do Museu – Um percurso no feminino”

 

No âmbito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, o Museu irá realizar a visita guiada “A Coleção do Museu – Um percurso no feminino”, destinada a todo o público interessado, no dia 7 de março (sábado), pelas 15h30.

Falar-se-á sobre o estatuto social da Mulher, tendo como ponto de partida os monumentos funerários e votivos presentes na exposição do Museu. Esta visita terá o seu início na cripta etrusca, e percorrerá alguns dos espaços mais emblemáticos da exposição, ilustrando o papel multifacetado das mulheres através do tempo.

 

Data: 7 de março (sábado), pelas 15h30;

Público-alvo: + 12 anos;

Ingresso: Gratuito; mediante reserva.

 

Informações e reservas:

Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

Av. Prof. Dr. D. Fernando de Almeida. São Miguel de Odrinhas. 2705-739 Sintra

Tel.: +351 21 960 95 20

E-mail: dbmu.masmo.divulgacao@cm-sintra.pt

Lançamento | Inês de Castro, um tema português na Europa | 12 mar. | 18h00 | BNP

Lançamento da obra de Maria Leonor Machado de Sousa, numa edição da editora Caleidoscópio, com apresentação por José Miguel Júdice.
A história dos trágicos amores de D. Pedro I e Inês de Castro, que ao longo dos sete séculos já passados não deixou de inspirar obras de todas as artes, que constantemente se renovam, suscita muitas vezes o espanto de quem avalia a permanência do interesse por ela. O nosso primeiro cronista, Fernão Lopes, terá percebido as razões desse fascínio: «fallamos daquelles amores que se contam e leem nas estorias que seu fundamento teem sobre verdade. Este verdadeiro amor ouve elRei Dom Pedro a Dona Enes».
A imaginação, a contaminação de lendas, um sem número de experiências e variantes foram acrescentando pormenores mais ou menos fantasistas que por vezes acabaram por ser tomados como autênticos. Mas há elementos indesmentíveis: dois registos contemporâneos da data e do modo da morte de Inês, a guerra e o tratado de paz entre D. Pedro e o pai, a trasladação para Alcobaça e a realidade dos túmulos onde finalmente repousaram os dois amantes.
O estudo que agora permitiu uma atualização até 2019 e a recuperação de obras até aqui desconhecidas pôde trazer muitas novidades, de várias épocas, lugares e autores. O objetivo inicialmente tentado de ver como a Europa absorvera esta tragédia amorosa (o episódio mais conhecido da história de Portugal) pôde agora dar a volta ao Mundo. Pensando que a força deste drama continue a atrair os investigadores, é de esperar que estes pormenores venham a ser desenvolvidos e até confirmados na sua realidade.
A história de Pedro e Inês é uma tragédia verdadeira que veio dar força ao mito do amor para além da morte.

 

Fonte: BNP