ALEXANDRE MONTEIRO, natural e residente na cidade do Porto. – E.

223) Obras Poeticas. Porto, na Typ. da Revista 1848. 8.o gr. Ibi, 1852. 8.o gr.

224) Camões, drama em quatro actos. Ibi 1848, 8.o gr.

O mesmo critico portuense, do qual já tenho citado por vezes os juizos sobre o merito dos escriptores seus patricios, diz a respeito d’este o seguinte: «A. Monteiro é um poeta antes de arte que de natureza; e essa arte sem coração, sem estro é geralmente fria, embora o artista seja dos mais habeis. – Os seus versos peccam, pela maior parte, pela frouxidão ou pela aspereza; mas ainda assim, se não fora a falta d’enthusiasmo, podia pela legislação de um grande mestre absolver‑se‑lhe o peccadilho da desharmonia do rythmo. – Os seus dramas confirmam a existencia de uma verdade, de ha muito conhecida. A poesia dramatica dá‑se mal no nosso solo, ou seja pela aridez, ou pela falta dos agronomos. Como quer que seja, é indubitavel que nunca foi tão vasto o cultivo d’esta especie de poesia, que sáe as mais das vezes enguiçada. (Revista Peninsular, tomo II, pag. 277). – Veja‑se tambem a Revista Universal Lisbonense, tom. VII, pag. 536.

 

[Diccionario bibliographico portuguez, tomo 1]