MANOEL LOPES, naceo em Lisboa, e foy bautizado na Parochia de Santa Anna, hoje de Nossa Senhora da Pena a 27. de Dezembro de 1676. filho de Felippe Lopes de Carvalho, e de Thomazia de Jesus. Viveo pelo espaço de quinze annos em a Congregaçaõ do Oratorio da Cidade do Porto, onde foy Confessor, e Prégador, e Lente de Filosofia na Congregaçaõ da Cidade de Braga. Deixado por justas causas o instituto de Congregado, foy provido em Chantre do Coro da Santa Casa da Misericordia de Lisboa. Teve desde a primeira idade natural inclinaçaõ á Poezia Latina em que o seu agudo engenho fez muitos versos com notavel artificio dos quaes se fizeraõ publicos na obra seguinte.

Canticum novum Carmen Deo nostro, sive nova Poesis Proso-metrica in laudem Domini, quae scilicet Poesis ex Sanctissimis Sacrorum Bibliorum verbis arte metrica adstrictis constituitur, & agit de statu animae daenonum tentationibus impositae. Ulysipone apud Antonium de Sousa da Sylva. 1738. 4.

Lacrymae Lusitania, in praeclarissimi, & doctissimi P. D. Raphaelis Bluteavii Clerici Regularis obitus, elegia. Consta de 23. Dystichos.

Começa

Ille meus cecidit, jam non meus, inclytus Heros. Sahio a pag. 101. do Obsequio funebre, dedicado pela Academia dos Applicados ao mesmo Padre. Lisboa, por Jozé Antonio da Sylva. 1734. 4.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]