Duplo lançamento em torno do compositor Joly Braga Santos: do livro Joly Braga Santos, Uma Vida e Uma Obra (Caminho, 2018)coordenado por Álvaro Cassuto e do CD Joly Braga Santos – Piano Concerto, Symphonic Overtures Nos. 1 and 2 (Goran Filipec, Piano; Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, dir. Álvaro Cassuto. NAXOS, 2018) com oito obras orquestrais inéditas do compositor.

Com a presença de Álvaro Cassuto e dos editores, a sessão conta ainda com a apresentação de documentário televisivo das sessões de gravação do CD, realizado por Adriano Nazareth.

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Joly Braga Santos foi sem sombra de dúvida o mais talentoso e brilhante compositor português do século XX. As suas seis Sinfonias, além de outras obras orquestrais, constituem um acervo inigualado de criatividade musical, e deveriam constituir o «pão nosso de cada dia» das nossas orquestras. Tive o privilégio de ter sido seu amigo e colaborador assíduo de 1959 até ao fim dos seus dias. Basta referir que ele dirigiu a estreia da minha primeira obra orquestral, composta a seu pedido, e que eu dirigi a estreia da sua última, que ele compôs por sugestão minha. Como pessoa, era de uma singeleza e recetividade inultrapassáveis, sempre disponível para ajudar e apoiar aqueles que mereciam a sua atenção. Marido dedicado, pai extremoso e amigo leal, a sua simplicidade era tão encantadora quanto cativante. Como músico, possuía um domínio técnico superlativo, capaz de abordar com sucesso as mais variadas formas musicais, desde a ópera e do bailado, da música sinfónica e de câmara, até às formas mais íntimas como o quarteto e a sonata.

Internacionalmente reconhecido como sendo um dos maiores compositores portugueses de sempre, não hesito em considerá-lo o maior compositor de obras orquestrais de toda a nossa História da Música.

Álvaro Cassuto

 

[notícia extraída do site da Biblioteca Nacional de Portugal]