JOÃO PEDRO PORTO nasceu nos Açores em Abril de 1984. Tem, até à data, quatro romances publicados. O Rochedo que Chorou (Publiçor, 2011), O 2egundo M1nuto (Letras Lavadas, 2012), Porta Azul para Macau (Letras Lavadas, 2014), e A Brecha – que saiu com a chancela da Quetzal em 2017 e foi finalista do Prémio Casino da Póvoa, Correntes d´Escritas.

Fez parte da primeira antologia coordenada pelo Centro Mário Cláudio, O País Invisível, e tem publicados dois livros de contos, O Homem da Mansarda (Seixo Publishers, 2014) e Fruta do Chão (Letras Lavadas, 2018), o último em versão bilingue, traduzido para o espanhol. São, também, suas as letras dos álbuns musicais Terra do Corpo e Sol de Março, de Medeiros/Lucas.

 

O Rochedo que chorou

Numa estória de laivos surrealistas, contada do fim para o começo, um psicoterapeuta sofre um tétrico processo de metamorfose em que se vê gradualmente transformado em ilha. Será na relação terapêutica com um outro insular que encontrará a remissão e a própria redenção existencial.

 

 

O 2egundo M1nuto

Um velho acorda na alvorada e decide, como último acto, subir a alta montanha que escala o verso do seu chalé. Nessa épica subida, revistará uma vida de contendas por uma utopia do mérito, um inflamado amor e muitos outros episódios que culminam com o seu abandono e estado de solidão.

 

 

Porta Azul para Macau

Num fabuloso cenário surrealista, em que Lisboa se vê engolida pelo Tejo, com canais por ruas e faluas por transportes, duas tramas intrincadas cruzam-se através de gerações rodadas de conservadores e liberais. Em 1910, num asilo, tece-se uma conspiração que rebenta em assassinato. Décadas mais tarde, um grupo de jovens metarrealistas lança um manifesto proibido que lançará em marcha o singular destino da capital.

 

A Brecha

Em noite de exagerado temporal, um misterioso homem encoberto brota do chão de Sagres. Desmemoriado e desnorteado segue pela costa Vicentina. Um outro, aborrecido com a banalidade do seu tempo, decide entrar pela brecha que se rompe pela parede do quarto, esperando recuperar coisas esquecidas, como a exploração, a descoberta e até mesmo a conquista. Haverá um vínculo crescentemente claro entre os heróis. Pela brecha viver-se-á uma epopeia, do lugar em que dois mares se suturam, até à cidade que deu a ruína e um mito fadado a Portugal. Uma morte dada aos deuses, o cruzamento de mitologias, a viagem pela umbra humana, e muitas outras tramas intrincadas, fazem deste livro um santuário da Língua onde se aliam o contemporâneo e a memória. Nestas páginas, a sedução da narrativa épica e a pujança da poesia e do teatro, pedem um leitor pronto à verdadeira aventura literária.