D.  AFFONSO I entre os Monarchas Portuguezes, e único entre os Heroes militares, que venerou a Antiguidade, teve por oriente a nobre Villa de Guimaraens, onde sahio à luz do mundo em 25 de Julho de 1109 e por Pays ao Conde D. Henrique, quarto filho de Henrique Duque de Borgonha; Terceito Neto de Hugo Capeto, tronco da Real Casa de França, e a Rainha D. Tereza filha de Affonso VI Rey de Leão e Castella, e da Rainha Ximena Nunez de Gusmão, concorrendo para exaltação de tão grande Principe e coroada ascendência de tantas Purpuras, que na longa diuturnidade de muitos Seculos tinhão ilustrado os Tronos de Saxonia, França, Inglaterra, Borgonha, Normandia, Lorena, e Espanha. Mas para que a Graça lhe infundisse mayor esplendor, do que recebera da natureza, foy regenerado nas aguas do bautismo por S. Giraldo Arcebispo de Braga, onde lhe foy imposto o fausto nome de Affonso em obsequio de seu Avo materno. Ainda não excedia a idade de quatro anos, quando seu Pay mais carregado de palmas, que de anos, passou em Astorga a coroarse no Capitolio da Eternidade, e vendo a sua Mãy quanto necessária era a boa educação para formar hum Principe perfeito, tanto qur começou a articular as primeiras palavras, o entregou à tutela de Egas Moniz, tão ilustre no sangue, como nos costumes, para que o instruísse naquelas artes, que fossem dignas de hum Soberano; e como era dotado de hum engenho perspicaz, e hum coração intrépido para empreender acçoens heroicas, o foy doutrinando com máximas Christãas, e politicas, de que era capaz a sua tenra idade, não alterando a severidade de Ayo o respeito que lhe devia como Vassallo, antes como o amava excessivamente, era igual ao affecto o senrimento, que lhe opprimia o coração, vendo que ao mesmo passo que crecia, se lhe descubria mais claramente hum defeito, que trouxera do ventre materno, o qual não somente afeava a proporcionada Symetria de todo o corpo, mas o fazia inhabil para o exercício das armas. Para emendar este erro da natureza depois de tentados inutilmente os socorros da Medicina, recorreo a fidelidade de Egas Moniz aos sobrenaturais, implorando com fervorosas supplicas a divina Magestade, e a sua Santissima Mãy quizessem compadecerse daquele Principe, de cujo braço estavão pendentes as esperanças de todo o Reyno, e o que era mais, por estar destinado para glorioso instrumento de tantos triumfos, que em obsequio do seu nome, ruina de seus inimigos havia heroicamente alcançar. A tão ardentes votos condescendeo benignamente o Ceo, e inspirado superiormente Egas Moniz a que levasse o Infante aonde estava colocada huma insigne Imagem de Maria Santissima, tendo-o oferecido a esta Soberana Princeza, recebeo repentinamente saúde, cuja noticia encheo de universal alegria a todo o Reyno, e para eterno padrão de tão sigular beneficio se erigio hum Templo à Senhora no lugar de Carquere pouco distante da Cidade de Lamego. Restituido milagrosamente à saúde D. Affonso, e contando quatorze anos de idade se armou Cavalleiro na Cathedral de Zamora com aquellas ceremonias militares, que naqueles tempos se observavão infundindo-lhe as armas, que vestira, tão briosos espíritos, que parece que todo o furor de Marte se lhe accendera no peito para derrotar os inimigos da Cruz, e dilatar mais vastamente o Imperio de Christo. Sejam irrefragraveis testemunhas desta verdade a continuada serie de victorias, que por vezes repetidas alcançou o seu invicto braço, contando-se os triumfos pelas batalhas, os despojos pelos assaltos, e as conquistas pelos assédios. Confesse-o Albucazen Rey de Badajoz destroçado nos Campos de Trancoso. Testemunhe-o ElRey Eujuni levantando ignominiosamente o sitio que tinha posto a Coimbra com trinta mil combatentes. Publique-o Albaruque Rey de Sevilha, quando junto de Santarem foy totalmente roto, e desbaratado, concorrendo para a gloria deste triumfo o patrocinio do General dos Exercitos de Deos o Archanjo S. Miguel, fazendo visível a sua angeica protação, como já em tempos mãos antigos o tinha feito em obsequi de outro Heroe igual a Affonso no velor, e na Santidade. Aclame-o Lisboa não somente de Portual mas de todo o mundo elebrado Emporio, a qua gemendo escrava a que havia ser Princeza do Imperio Lusitano, foy resgatada do bárbaro poder, que a dominava, querendo ser participantes de tão memorável acção muitos heroes de nações diversas, que por mar, e terra conspirárão para a sua liberdade, ficando para monumento da victoria, e do estrago, duzendos mil bárbaros mortos. Mayores, e mais celebres forão as palmas, que colheo nos Campos de Ourique, e Santarem. Nesta famosa Villa se coroou victorioso em hum conflicto, que sendo pella ordem do tempo o ultimo mereceo a primazia pelas circunstancias do sucesso, pois já quando parecia que a idade provecta lhe tivesse remitido parte do ardor militar, então superior à mesma natureza se mostrou mais que nunca vigoroso, derrotando inteiramente a Aben Jacob Miramolim de Marrocos, que acompanhado de treze Reys lhe vierão authorizar mais a victoria, pagando aquelle bárbaro Principe com a sua vida o atrevido insulto de ter assediado ao Infante D. Sancho dentro dos muros daquela Praça. O Campo de Ourique foy o solar glorioso do seu Principado recebendo nella a sua investidura do Suprmoe Arbitro dos Imperis, o qual aparecendo-lhe pendente da Cruz, e cercado de luminosa inundação de rayos, que dissipárão as trevas, que então dominavam os Orizontes, lhe illustrou menos os olhos do corpo, que da alma, segurando-lhe com benigno aspecto a victoria de seus inimigos, a diuturnidade do seu Imperio, a dilatação das suas conquistas, e a perpetuidade da sua descendência; e para mayor argumento do seu amor, e infalibilidade da sua palavra lhe deu para brazão as cinco Chagas, que conservou indeléveis no seu glorioso corpo. Animado com tão soberana protecção não teme o inuadir a imensa multidão de bárbaros, que excediam o numero de duzentos mil, divididos em cinco corpos, de que erão formidáveis cabeças cinco poderosos Principes, sendo tão horroroso o estrago, que padecerão, que do sangue derramado por cento, e cincoenta mil, não somente os rios Cobres, e Terges mudarão a cor, mas engrossarão a corrente. Igual foy a fortuna aliada com o seu valor conquistando, que combatendo, pois o numero das conquistas não se diferençou do das batalhas. Com incrível velocidade libertou do domínio dos Mouros Lisboa, Santarem, Mafra, Cintra, Leyria, Cezimbra, Torres Vedras, Obidos, Alenquer, Palmella, Alcancer do Sal, Evora, Beja, Elvas, Moura, Serpa, e outros muitos Lugares, purificando por este modo com catholico zelo ao seu Reyno das infames reliquias do Mahometismo, que como pestifero contagio o podião inficionar. De tão admiráveis sucessos, e de outros ainda mais prodigiosos era credora a sua piedade, pois antes, que emprendesse acção alguma, solicitava com devotas supplicas, austeros jejuns, e ardentes rogos o feliz sucesso das empresas, que intentava, invocando para seus tutelares a Maria Santissima, a quem cordialmente venerava, e a outros Santos, de cuja intercessão confiava alcançar o que pertendia. A remuneração era igual ao beneficio, pois alem de fazer tributaria a sua Coroa com pensoens annuaes à Sé Apostolica, e ao Convento de Santa Maria de Claraval, Cabeça de toda a família Cisterciense, não somente testemunhou em cento, e cincoenta Templos, que novamente erigio, e sumptuosamente reedificou, a sua Religião, e a sua magnificiencia, mas também eternizou o seu agradecimento, e veneração, sendo entre todos os mais celebres aquelles dous Principados Ecclesiasticos, que fundou em Coimbra, e Alcobaça: hum para os filhos de Agostinho, e outro para os de Bernardo. No primeyro não satisfeita a sua piedosa generosidade com ter edificado o sumptuoso Convento de S. Vicente de Lisboa, levantou outro em Coimbra de tanta magestade, que fosse capaz deposito das suas augustas, e veneráveis Cinzas, aonde introduzio o Instituto Canonico Augustiniano com aquella mesma observância, que em Africa o tinha restaurado o grande Agostinho. No segundo considerado quando era crédpr o Reyno, que possuía, às oraçoens de S. Benardo, o qual como Moysés da Ley da Graça quando orava, fazia que este Principe, como outro Josue debelasse na Campanha os inimigos do Povo de Deos, edificou em Alcobaça para desempenho do seu Real animo hum Mosteiro, soberbo na fabrica, augusto nos privilégios, e opulento nas rendas para habitação de mil Monges, que exactamente observassem os dictames, que em Claraval tinhão aprendido do seu melífluo Prelado. A mesma religiosa profusão exercitou na erecção das Cathedraes de Lisboa, Evora, Viseu, e Lamego; e das Collegiadas de Santarem, e Guimaraens, assinando para sustentação, e esplendor dos seus Prelados, e Ministros copiosas rendas. Semelhante beneficência experimentáraõ os Cavalleiros da Ordem do Templo, de S. João de Jerusalem, e do Patraõ das Espanhas S. Tiago. Para dignamente premiar os bellicozos espíritos dos seus Soldados, que forão gloriosos instrumentos, e inseparaves companheiros de tantas victorias, fundou duas ilustríssimas Ordens Militares, chamada a primeira da Ala no anno de 1167, e a segunda de Aviz no anno de 1179, em as quaes deixou gravado hum eterno memorial da sualiberalidade, e do valor, que mereceo premio taõ honorifico. Foy cazado com D. Mafalda, filha de Amadeo III, Conde de Saboya, Moriana, e Piamonte, de quem teve o Infante D. Henrique, o Infante D. Sancho igualmente herdeiro do Scetro, que das suas heroicas façanhas, o Infante D. João, e Infanta D. Urraca, que casou com D. Fernando II Rey de Leão, a Infanta D. Mafalda, e a Infanta D. Teresa chamada pelos Estrangeiros Matilde, que foy primeyramente desposada com Felipe I Conde de Flandes, e por morte deste Principe contrahio segundas vodas com Eudo III Duque de Borgonha, e a Infanda D. Sancha. Ultimamente coroado de triumfaes Louros, e virtuosas obras, pelas quaes se fez merecedor da imortalidade, acabou a vida, mas naõ a fama, em Coimbra a 6 de Dezembro de 1185, com 75 anos de idade, e no magnifico Convento de Santa Cruz foy sepultado o seu Real Cadaver concorrendo a venerallo infinita multidão de povo atrahido das vozes dos prodígios, com que Deos quis testemunhar a sua Santidade. Foy depois transferido a hum soberbo Mausoleo de preciosos mármores, que lhe mandou erigir a magnifica piedade delRey D. Manoel, sobre o qual mandou esculpir a imagem deste Monarca para que a arte fielente representasse depois de morto a figura, que nelle vivo delineara a natureza. Teve o corpo agigantado, mas ainda pequeno para a grandeza do espirito, cabelo castanho, boca grossa, o rosto, e nariz compridos, olhos claros e grandes. A gentileza do rosto junta com a severidade do aspecto o fazia igualmente amado, e temido. Sobre os diademas de dous Emperadores, e as Coroas de vinte Reys vencidos em cinco memoráveis batalhas arvorou os trofeos de invencivel, servindo-lhe tantas purpurasde degráos para subir à eminencia do trono, ao qual para durar eternamente lhe abrio os alicesses com a própria espada. Nunca cometeu empresa, que não fosse árdua de conseguir; nunca deu batalha, em que não fosse taõ incerta a victoria, como manifesto o perigo, julgando por injuriosos aquelles triumfos, nos quaes tivesse mayor parte a fortuna, do que o valor. Sendo como o primeyro Cesar fundador do Imperio de Portugal, como aquelle o fora de Roa, e taõ inclinado ao exercício das armas, como das letras, o excedeo não somente escrevendo com pureza, e elegância na língua Laina a Historia da celebre Conquista de Santarem, mas ordenando ao seu Capellão João Camello, que individualmente relatasse as militares proezas obradas pelos seus Vassallos na sua companhia, e as famílias donde descendião rão famosos heroes, para que servissem de exemplares do valor a toda a posteridade. A Historia da Conquista de Santarem escrita por este Principe, em que descreveo a situação daquela Villa, se conserva M. S. no Archivo do Real Convento de Alcobaça no fim de hum Livro de S. Fulgencio, como escrevem Fr. Bernardode Brito na Chronic. de Cister, liv. 3, cap. 18, e Fr. AntonioBrandão Mon. Lusit. part. 3, liv. 8, cap. 6, e liv. 10, cap. 22. Com mayor individualidade o deixou escrito o insigne Historiador D. Jeronimo Osorio Bispo de Sylves lib. 6, de Regis Instit. p. 180, da edição de Colonia de 1588. Rex Alphonsus primus hujus regni conditor, cujus divina virtus cum admirabili sapientia conjuncta meritò est in omni aeternitate celebranda. Is igitur cum Scalabim Urbem, & situ, & arte munitissimam, & militum multitudine, & vigilum diligentiá defensam centum viginti tantùm hominibus fortissimis stipatus nocte una cepisset, & urbis situm, & regionais fertilitatem, & expugnationem illam non incomode latinis litteris complexus est, ita tamen, ut apparet, illum ex Sanctis litteris non vivendi tantùm disciplinam, sed dicendi atiam stylum, & rationem percepisse. Semelhantes, ou mayores Elogios lhe dedicaraõ os nossos Historiadores, como foraõ Duarte Galvãi na Chronica deste Principe; Brand. Mon. Lusit. part. 3, liv. 9 até o 11, Brito Chronica de Cister, 1, 3, c. 1. e nos Elog. dos Reys de Port. p. 1, Vasconc. Anaceph. Reg. Lusit. pag. 13, Mariz Dialog. de Var. Hist., Dial 2, Manoel de Far. e Sous. Europ. Port. Tom 2, part. 1, cap. 3 e no Epit. das Hist. Port. part. 3, cap. 2, Duart. Nun. Chron. deste Princip. pag. 29 e na Geneal. dos Reys de Portug. p. 3 v.º. Barbud. Emprez. Milit. de Lusit. pag. 1 V.º. D. Nicol. de Santa Mar. Chron. dos Coneg. Reg. liv. 9, cap. 9, Maced. in Propug. Lusit. Gal. part. 1. Confut. 20 ad Art. 10 Fonsec. Euor. Glorios. pag. 39, Manoel de Souza Moreira Theat. Gen. da Casa dos Souzas pag. 153. Anton. Maced. Divi Tutel. pag. 240, Mend. in Viridar. lib. 6, Orat. 3 Cunha Catal. dos Bisp. do Port. part. 2, cap. 3. Menezes Portug. Restaurad. Tom 1, pag. 5. Card. Agiol. Lusit. Tom 1, p. 467 no Comment de 18 de Fevereiro. Jozeph Pint. Pereir. in Apparat. Hist. Religios. Princ. Alphonsi Henrici per tot. o Padre D. Anton. Caet. De Sous. Hist. Gen. da Casa Real de Port. Tom 1, liv. 1, cap. 2. O nosso Virgilio Portuguez na Lusiad. Cant. 3, Estan. 45:

A matutina luz, serena, e fria

As estrelas do Polo já apartava,

Quando na Cruz o Filho de Maria

Amostrando-se a Affonso o animava.

Elle adorando a quem lhe aparecia

Na Fèe todo inflamado assim gritava,

Aos infiéis, Senhor, aos infiéis,

E naõ a mim, que creyo o que podeis.

E na Estanc. 84:

Os altos Promontorios o choraraõ,

E dos Rios as ahuas saudosas

Os semeados campos alagáraõ

Com lagrimas correndo piedosas.

Mas tanto pelo mundo se alargáraõ

Com fama suas obras valerosas,

Que sempre no seu Reyno chamaraõ

Affonso, Affonso os ecos; mas em vaõ.

Dos estranhos seja o primeiro, o que taõbem o foy na dignidade, o Pontifice Innocencio III em huma carta escrita a D. Affonso II que traz Baronio in Annalib. Eccles. ad. an. 1179. Manifestis probatum est argumentis quod inclytae recordationis Alphonsus Avus tuus per sudores bellicos, & certamina militaria inimicorum Christiano nominis intrepidus extirpator, & propugnator fidei orthodoxae, sicut devotus filius, & Princips Catholicus multimode obsequia impendit Sacrosanctae Romanae Ecclesiae Matri suae dignum nomen, &exemplum imitabile posteris derelinquens. Hypol. Marrac. in Reg. Marian. p. 17. Vir operibus bellicis clarus, & Christiana pietate fervens. Nat. Alex. Hist. Eccles. Saecul II & 12, cap. 11, art. 3. Rex fortissimus, & piissimus Lusitani Regni conditor multorum Monasteriorum, & Templorum fundator mirificus. Jacob. Gou. toulas Hist. Univ. part. 3 ad Saecul. 12. Non minus belli, quam pacis artibus clarus Rempublicam illustrare, bonisque omnibus augere, ac splendide ornare non destitit. Marian. de reb. Hisp. Lib. 10, cap. 13, 17 e 19 & lib. II, cap. 15 & 16. Principem omni virtute conspicuum, fidei Christianae zalantissimum, pace, belloque, gloriosum. Manrique in Annal. Cisterc. Tom 3 ad an. Christ. 1185, cap. 5 n. 10. Ingentis laudis Princeps, & qui non minori apud Deum gratiàm quám apud homines gloria floruit quandiù vixit, credendus est. Passarel. de bel. Lusit. lib. 1. Ob mauros in praelio insigni caede prostratos militari studio, atque plansu in illo ardore victoriae Rex proclamatus augustum hoc sibi partum virtute nomem, alijs post dobitus auctum, atque exinde retentum ad posteros transtulit. Bonucci Istor. di D. Affon. Enriq. liv. 3, cap. 1. Ré nato frà le armi, nodrito, e cresciuto fra gli esercizi di Marte, portato della divina Providenza fra cento battaglie su i scudi, su gli elmi, su i falci di palme trionfali ala siblumità de un trono reale. Garibay Comp. Hist. De Espan. Liv. 32, cap. 14, 15 e 16. Giust. Hist. Chronol. del’ Ord. Milit. Part. 1, cap. 25 e 28. Caram. Theol. Regul. P. 9. Epist. 5 n 2365. Carrillo Annal. del Mund. liv. 4, pag. 329 v.º Chrysog. in Mund. Marian. Disc. 18 n 34. Scevol. et Lovis de Sainct. Marth. Hist. Gen. dela Mais. de Franc. Tom 2, liv. 41, cap. 2. Matta Tract. de Sanctor. Canonizat. Part. 3, cap. 2 n 10. Del Rio Disquisit. Mag. Quaest. 26, sect. 5, pag. 283. Bossius de Sign. Eccles. lib. 17, cap. 7. Aubert. Miraeus in Orig. Ord. Equest. cap. 14. Quaresm. de Quinq. Vuln. Christ. Tom 5, lib. 3, cap. 7.

 

[Bibliotheca Lusitana,  vol. 1]