Sor MARIA MAGDALENA DO SEPULCHRO, natural de Lisboa, e filha de Antonio do Quental e Sá, e Dona Maria de Andrade, Religiosa Capucha no Convento do Santo Crucifixo da sua patria, cujo austero habito vestio a 22 de Novembro de 1682. Foy Mestra das Noviças as quaes mais instruhio com o exemplo, que com a voz, e depois Abbadessa duas vezes, em cujo lugar mostrou a prudencia do seu juizo. Foy huma das Fundadoras do Convento da Conceiçaõ, que no sitio da Luz edificou a generosa piedade de Nuno Barreto Fuseiro. Falleceo neste Convento com eterna saudade das novas plantas que cultivara o seu espirito a 24 de Fevereiro de 1719. Com a humilde antonomasia de Escrava de toda a ordem dos Menores publicou

Ramilhete de flores espirituaes, escolhidas do Jardim Serafico, da doutrina de varios Padres Capuchinhos para uso das amadas Noviças, e professas da primeira Regra de nossa Madre S. Clara. Lisboa, por Bernardo da Costa 1700. 16. Com o titulo de Anonyma indigna traduzio da lingoa Franceza do P. Nisiflor Capuchinho de Pariz em a materna.

Ritual das Religiosas Capuchinhas chamadas filhas da Paixaõ da primeira Regra de Santa Clara. Primeira, e segunda Parte. Lisboa por Antonio Pedroso Galraõ. 1705. 4.

Della faz memoria mais extensa meu irmaõ D. Jozé Barbosa na Hist. da Fund. Do Real Conv. do S. Crucifixo. p. 351.

 

 [Bibliotheca Lusitana, vol. III]