PEDRO DE NORONHA DE ANDRADE, natural de Lisboa taõ nobre por sua ascendencia como pelo singular engenho, que teve para a Poesia, sendo hum dos sonoros Cisnes do Parnasso Portuguez, e como tal o celebráraõ os mayores Cultores desta divina Arte como saõ Antonio Figueira Duraõ in Laur. Parnas. Ram. 2.

Ille autem vatum longe doctissime heros

Quem pro facundo veneratur Apolline Phaebus

Est Petrus Aonias superans modulamine Divas:

Illius ostentãt adamantina scripta coronas.

Manoel de Galhegos Templo da Mem. liv. 4. Estanc. 207.

Todos celebrem por diversos modos

As grandezas deste inclito Hymineo

Vós o Martins, vós ó Noronha todos

A escura porta cerrem do Letheo.

Jacinto Cordeiro Elog. de Poet. Lusit. Estanc. 65.

A Pedro de Noroña, que detieve

Cantando Cisne en dulce melodia

Las aguas de la fuente de Hipocrene

Y las Musas Latinas desafia.

Compoz varios Versos de que se podiaõ formar hum volume, e sómente se fizeraõ publicos no Certame do Conde de Linhares.

Dous Sonetos que saõ 17. e 22.

Soneto em Louvor das Rimas varias de Vicente Gusmaõ Soares. Lisboa 1630. 8.

Commentaria in Thebaidem Statii Papinii. M. S. Esta obra, como escreve Joaõ Franco Barreto Bib. Portug. M. S. lhe affirmara seu Author que nella trabalhava, porem ficou imperfeita.

 

 [Bibliotheca Lusitana, vol. III]