António Ciro Pinto Osório

ANTONIO CYRO PINTO OSORIO, Bacharel em Leis pela Univ. do Coimbra, formado segundo credo em 1826. – N. na villa e praça de Chaves nos primeiros annos d’este seculo, e consta que morrera ha pouco tempo no Porto, onde exercia a profissão do Advogado. Não posso attingir o que deu causa á equivocação do sr. Castilho, que no seu Almanach de Lembranças para 1856 attribuiu a este auctor a qualidade de brasileiro, que de certo não teve. – E.

586) Ode ao Ill.mo Sr. Manuel Fernandes Thomás, Membro da Junta Provisoria do Governo Supremo do Reino. – Sahiu a pag. 93 do n.º I do Cidadão Litterato, periodico de Politica e Litteratura. Coimbra, na Imp. da Univ. 1821. 4.º.

587) Ode e Canção recitadas na salla grande da Universidade de Coimbra no dia 26 de Fevereiro de 1823. – Sahiu na Collecção de Poesias recitadas na mesma occasião, Coimbra, na Imp. da Univ. 1823. 4.º.

588) Ode ao Ill.mo e Ex.mo Sr. Manuel da Silveira Pinto da Fonseca segundo Conde d’Amarante. Porto, na Typ. da Viuva Alvares Ribeiro & Filhos. 1823. 4.º de 8 pag.

É muito para notar, confrontando entre si estas poesias, a immensa modificação porque passaram as crenças politicas do auctor no curto intervallo que mediou entre a publicação da segunda e a da terceira!

589) Duas Odes Anacreonticas insertas na Chronica Litteraria da Nova Acad. Dram. de Coimbra, tomo I a pag. 14, e 170.

É tudo quanto conheço impresso d’este auctor. Poderá ser que mais alguma cousa o fosse, avulsamente, ou incorporado em alguns jornaes. Diz‑se porém que compozera, e conservava ineditas grande numero de poesias, que a julgarmos pelo pouco que d’elle temos visto, devem ser de merecimento, e é para sentir que se não publicassem.

 

[Diccionario bibliographico portuguez, tomo 1]

António Honorato de Caria e Moura

ANTONIO HONORATO DE CARIA E MOURA, Doutor e Lente da faculdade de Mathematica na Univ. de Coimbra, Bibliothecario da mesma Univ., e collaborador e revisor das Ephemerides por ella publicadas. (V. Ephemerides Astronomicas etc.)

Foi mandado riscar do serviço publico pela carta regia de 15 de Julho de 1834 (V. Angelo Ferreira Diniz) mas depois reintegrado em parte, por decreto de 12 de Janeiro de 1837. – M. a 16 de Novembro de 1843.

Ácerca dos seus trabalhos universitarios e de outras noticias curiosas que lhe dizem respeito, póde consultar‑se a Memoria Hist. e descriptiva da Bibl. da Univ. pelo Dr. F. M. Barreto Feio, de pag. 71 em diante. Ahi se lhe attribuem além de outras obras ainda ineditas, varias Memorias sobre diversos pontos de geometria, analyse, e mechanica; uma Geometria Synthetica, umas Taboas para abbreviar o calculo das ascenções rectas, etc. «tudo trabalhos primorosos e dignos de se estamparem.»

 

[Diccionario bibliographico portuguez, tomo 1]

 

António José Viale

ANTONIO JOSÉ VIALE, do Conselho de S. Magestade, Commendador da Ordem de Christo, Official da Bibl. Publ. de Lisboa, Mestre de grego d’Elrei o Sr. D. Pedro V, e de seus Augustos Irmãos, Socio da Acad. R. das Sc. de Lisboa, do Conservatorio Real, etc. etc.-N. em Lisboa, em 1807. -E

938) David Triumphante: Poema heroico offerecido ao Ill.mo e Ex.mo Sr. D. Vicente de Sousa Coutinho, Conde d’Alva etc. Lisboa, na Imp. Reg. 1819. 4.º de VIII‑23 pag.-Consta de dous cantos em outava rima. Producção publicada pelo auctor aos doze annos de sua edade.

939) Bosquejo Historico‑poetico dos acontecimentos mais importantes occorridos em Portugal até á morte do Senhor Rei D. João VI. Lisboa, na Typ. da Revista Universal 1856. 8.º de VI‑94 pag.-É dividido em dous cantos, em outava rima. O auctor declara tel‑o composto com o fim de que servisse aos estudantes de Humanidades para melhor gravarem na memoria os principaes successos da historia patria.

940) Novo Epitome da Historia de Portugal para uso da Real Eschola Primaria estabelecida por Sua Magestade ElRei no palacio de Mafra. Lisboa, na Typ. de Castro & Irmão 1856. 8.º de 207‑VIII pag.-Este compendio, que serve de complemento e commentario ao antecedente, não traz expresso o nome do seu auctor.

941) O sexto canto da Iliada, e os dous primeiros cantos do Inferno de Dante, traduzidos das linguas originaes. Lisboa, na Typ. da Acad. Real das Sciencias 1855. 4.º gr.-E no tomo I parte II das Memorias da Acad., Nova Serie, Classe 2.ª

942) O canto V do Inferno de Dante.-Nos Annaes das Sciencias e Letras, publicados sob os auspicios da Acad., Classe 2.ª, tomo I pag. 185 e seguintes.

943) Fragmento do canto primeiro da Odysséa, traduzido em verso solto. -Na Revista Universal Lisbonense vol. IV, 1845, pag. 471. No mesmo vol. a pag. 32 diz o sr. Castilho (Antonio) «ter tido em seu poder o referido primeiro canto já concluido, com que o traductor o regalara, todo no estylo e phrase tão repassado da sincera naturalidade antiga, e não obstante a sua fidelidade ao original, tão claro, tão fluente, e pare os bons ouvidos tão aprasivel, que todos os muitos amigos do senhor Viale deviam empenhar‑se com elle para que não levantasse mão d’aquella ardua empreza antes de a concluir inteiramente.»

Collaborou com João da Cunha Neves Carvalho Portugal na redacção do Jornal da Sociedade Catholica em 1844 – e foi depois principal redactor do Catholico, que passou de suas mãos para as de José Barbosa Canaes de Figueiredo Castello Banco. Outros mais trabalhos litterarios se lhe attribuem, de que não estou ainda habilitado a dar noticia circumstanciada e exacta.

 

[Diccionario bibliographico portuguez, tomo 1]

Padre Alexandre Cabral

P. ALEXANDRE CABRAL, natural da Villa de Pinhel da Provincia da Beira, e alumno da sagrada Companhia de Jesus, em que se alistou em o Noviciado de Evora a 20 de Agosto de 1725. Falleceo na Casa professa de S. Roque a 4 de Mayo de 1756. Publicou

Sermaõ nas sumptuosas exequias do Reverendo Doutor Manoel de Matos Botelho, Abbade de duas Igrejas, Vigario Geral, e Governador do Bispado de Miranda, prégado na Igreja da Misericordia da Cidade da Bahia aos 24 de Julho de 1744. Lisboa, na Regia Officina Silviana, 1745. 4.

 

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. IV]

Padre Aleixo Coelho

P. ALEIXO COELHO, natural da Villa de Arrayolos da Provincia Transtagana, alumno da sagrada Companhia de Jesus, cuja roupeta vestio no Collegio de Evora a 7 de Fevereiro de 1572. Compoz

Das cinco Maximas da Eternidade. M. S.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. IV]

Padre Aleixo António

P. ALEIXO ANTONIO, nasceo no lugar de Agueda do Bispado de Coimbra a 22 de Janeiro de 1712, onde teve por Pays a Manoel Pinheiro Henriques, e Agueda de Figueiredo. Alistado na Companhia de JESUS aprendeu as letras amenas, e severas, e depois de recebido o gráo de Mestre em Artes, dictou Filosofia aos seus domesticos. Ao tempo, que no Collegio do Pará explicava Humanidades, compoz em applauso de S. Joaõ Francisco Regis escrito no Cathalogo dos Santos a seguinte Tragicomedia, que foy representada com applauso dos expectadores.

Hercules Gallicus, Religionis Vindex. Plausus theatralis D. Joanni Francisco Regis S. J. Anno Domini 1739. 4.

Oraçaõ funebre nas exequias do Augustissimo, e Fidelissimo Senhor Rey D. Joaõ V., prégada na Igreja do Collegio da Companhia da Cidade de Belem do Graõ Pará. Lisboa por Miguel Manescal da Costa, 1754. 4.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. IV]