Vicente Álvares

VICENTE ALVARES, escreveo conforme escreve Nicolao Antonio Bib. Hisp. Tom. 2. p. 260. col. 1.

Relacion del Camino del Principe D. Filippe ano de 1548. desde España a Italia,y por Alemania a Flandes, y Brucellas donde estava su Padre. 1551. He diversa da que publicou Joaõ Christovaõ Calvete de Estrella em o anno de 1552.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]

Frei Vicente de Santo António

Fr. VICENTE DE S. ANTONIO, chamado no seculo Vicente Carvalho, naceo em a Cidade de Lisboa, onde teve por Progenitores a Pedro Alvares de Carvalho, e D. Paula Giraõ ambos de conhecida nobreza. Nos primeiros annos deu manifestos argumentos de sua grande comprehensaõ, e feliz engenho sahindo taõ destro no escrever, e contar como na lingoa Latina, e arte da Musica. Ordenado de Presbytero passou do Reino do Algarve á Cidade de Mexico no anno de 1620 a tempo que tinha chegado Fr. André do Espirito Santo Erimita Augustiniano Descalso com vinte missionarios para o Japaõ, e affeiçoado deste sagrado instituto o professou no anno de 1622 com geral satisfaçaõ de todos os religiosos. Sendo mandado annunciar o Evangelho em o Japaõ, fez toda a assistencia em Omura, e Nangazaqui aplicando a sua incansavel diligencia na conversaõ da Gentilidade, em cuja empreza tolerou gravissimas molestias até ser prezo a 25 de Novembro de 1629. Naõ lhe impedio o horror do carcere o exercicio do seu apostolico ministerio, de que resultou converter a hum Bonzo que sacrificou a vida pela Fé consumido em o fogo. Depois de padecer com heroica constancia as calidissimas agoas dos banhos de Ungem, onde foy lançado pelos barbaros, chegou o dia ultimo do suplicio, que com tantas ancias desejava, e ao tempo que ja o fogo o consumia, tirou do peito hum Crucifixo, e em voz alta clamou, dizendo Viva a Fé de Christo: Ea soldados valerosos, e Cavalleiros de Christo viva a sua Santa Fé, no fim destas palavras passou a gozar da gloria eterna em o anno de 1632 com outros religiosos do seu instituto. Deste Veneravel Varaõ faz larga memoria Fr. Jozè Sicardo Christianidad del Japon. liv. 2. cap. 1. § 1. 2. e. 3. Escreveo

Carta a hum seu Primo, do carcere de Omura.

Carta do carcere de Omura no primeiro de Novembro de 1630 aos Christãos do Japaõ.

Ambas estas cartas estaõ impressas na obra do Padre Sicardo assima allegado no §. 3.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]

 

D. Vicente Barbosa

D. VICENTE BARBOSA. Naceo na Villa de Redondo da Provincia Transtagana, e na Parochia de Saõ Miguel foy bautisado a 18 de Abril de 1663. Foraõ seus Pays Vicente Barbosa de Carvalho Capitaõ mór de Redondo; e Dona Maria de Mira de igual nobreza á de seu consorte. Professou o instituto de Clerigo Regular Theatino na Casa de Nossa Senhora da Divina Providencia de Lisboa a 23 de Abril de 1679, onde foy Preposito, e excellente Prégador. Falleceo no dito Convento a 29 de Março de 1721, quando contava 58 annos de idade, e 42 de Religiaõ. Compoz sem declarar o seu nome.

Compendio da relaçaõ que veyo da India o anno de 1691 a ElRey Nosso Senhor D. Pedro II. na nova Missaõ dos Padres Clerigos Regulares da divina Providencia na Ilha de Borneo. Lisboa por Manoel Lopes Ferreira 1692. 4.

 

 [Bibliotheca Lusitana, vol. III]

 

Frei Vicente de Cascais

Fr. VICENTE DE CASCAES, natural da Villa maritima que tomou por apellido situada no Patriarchado de Lisboa. Monge Cisterciense do real Convento de Alcobaça, e muito perito nos preceitos da Gramatica, escrevendo

Ars Latina composta no anno de 1316. Conserva-se M. S. in fol. na Livraria do real Convento de Alcobaça.

 

 [Bibliotheca Lusitana, vol. III]

Vicente da Costa de Matos

VICENTE DA COSTA DE MATOS, natural de Lisboa, e filho de Damiaõ da Costa Escrivaõ do Juizo do Civil da mesma Cidade. Foy muito versado na erudiçaõ  sagrada, principalmente na intelligencia das sagradas Escrituras, liçaõ dos Santos Padres, e dos mais celebres Rabinos, como mostrou na obra seguinte em que impelido do zelo da religiaõ Catholica, e do odio aos sequazes da Sinagoga, escreveo

Breve discurso contra a heretica perfidia do Judaismo continuada nos prezentes Apostatas de nossa Santa Fé com o que convem á expulsaõ dos delinquentes nella dos Reinos de Sua Magestade com suas mulheres, e filhos conforme a Escritura Sagrada, Santos Padres, Direito Civil, e Canonico, e muitos dos Politicos. Lisboa por Pedro Crasbeeck 1620. 4. Sahio traduzido em Castelhano por Fr. Diogo Gavilan Vela Conego Premonstratense. Salamanca 1631. 4.

Honras Christaãs nas affrontas de JESU Christo, e segunda Parte do primeiro Discurso contra a heretica perfidia do Judaismo continuada nos prezentes Apostatas de nossa Santa Fé com a conveniencia da expulsaõ dos sobreditos hereges em ordem ao serviço de Deos, e ao proveito particular deste Reino. Lisboa pelo dito Impressor 1625. 4.

Fazem memoria deste Author Nicol. Ant. Bib. Hisp. Tom. 2. p. 261. col. 1. Joan. Soar. de Brito Theatr. Lusit. Litter. lit. V. n. 9. Imbonatus Bib. Lat. Hebraic. p. 293. n. 887.

 

 [Bibliotheca Lusitana, vol. III]