Primeiros livros de edificação moral e primeira biografia | Coordenação: Aida Lemos, António Rebelo, Ernesto Rodrigues, Maria Antónia Lopes e Porfírio Pinto

Horto do Esposo

A proporcionar um vívido panorama da espiritualidade em que se forjara o carácter do infante, propõe-se o chamado Horto do Esposo, escrito entre 1383 e 1417. Coube a Mário Martins o mérito de desmontar a «lenda literária» da tradução deste que foi, na realidade, o nosso protótipo em vernáculo de tratado de espiritualidade. Inscrevendo-se ainda no género da recolha e compilação de exempla em função parenética, na sua ambiguidade ou transição entre manual de oratória sagrada e leitura espiritual individual, o autor, anónimo alcobacence contemporâneo de Fernão Lopes (c. 1380- c. 1460), marca um momento fundacional da literatura portuguesa.

 

Vida do infante D. Fernando

A Vida do infante D. Fernando, de seu título completo, Tratado da vida e feitos do muito virtuoso senhor infante D. Fernando, foi redigido por frei João Álvares (séc. XV-c. 1490), seu secretário, que testemunhou presencialmente todos os factos narrados e com ele partilhou o cativeiro em Fez. Esta crónica biográfica do Infante Santo foi encomendada pelo Infante D. Henrique, protetor de frei João Álvares após o resgate deste. A obra relata a vida e os feitos do Infante Santo, exalta as qualidades morais e as virtudes do biografado e narra a expedição a Tânger, bem como os eventos que se lhe seguiram. Lido a par do seu congénere latino, Martytium et gesta, representa os primeiros passos de uma literatura hagiográfica em vernáculo e de raiz inteiramente portuguesa.

 

João de Barros, Ropicapnefma         

Intitulada com «desconchavado» neohelenismo, fruto de uma «pouco auspiciosa incursão do autor no domínio dos compostos gregos», a Ropicapnefma (1532) do novelista, gramático, pedagogo e moralista, João de Barros (c. 1490-1570), que é mais conhecido por ser o historiador das Décadas da Ásia, cujas fontes possuía na Casa da Índia, de que foi tesoureiro e feitor (assim como foi tesoureiro das casas da Mina e Ceuta), esperou mais de quatro séculos por uma edição moderna (1952-1955), quando, segundo Marcel Bataillon, é «o mais original texto de prosa filosófica impresso em Portugal no séc. XVI». A representação alegórica das virtudes morais em árvore inspira-se na apresentação triádica de Aristóteles, na sua Ética a Eudemo, reduzindo o escritor português as 14 virtudes a 12, sem seguir a mesma ordem. Em colóquio de acentos erasmianos dialogado pela Vontade, Entendimento, Tempo e Razão, esta última examina a mercadoria espiritual ou vícios daqueles, em trânsito para a Morte. Se a ortodoxa Razão conclui pela imortalidade da alma (negada pelo averroísmo paduano) e prémios e castigos no Além, a crítica social e linguagem mordaz próximas de um certo Gil Vicente podem explicar a inclusão desta obra no Index de 1581. Seguimos a edição fac-similada da Biblioteca Nacional de Portugal (1981), que reproduz a editio princeps.

 

João de Barros, Espelho de Casados

O Espelho de Casados, do homónimo João de Barros (1522 – 1553) – jurista e «cidadão da Cidade do Porto», que não deve ser confundido com o seu contemporâneo. O João de Barros portuense publicou em 1540 um livrinho intitulado Espelho de casados em o qual se disputa copiosamente quão excelente proveitoso e necessário seja o casamento e se metem muitas sentenças, avisos e doutrinas e dúvidas necessárias e finalmente os requisitos que há de ter o casamento para ser em perfeição e serviço de Deus. Este Espelho de casados reproduz amiúde textos estrangeiros, mas não deixa de ser obra pioneira no nosso país uma vez que integra dados originais, tanto nas conceções como nas práticas. Foi a primeira vez que em português se produziu um discurso sobre o casamento, as funções de marido e mulher e o seu relacionamento. O interesse do livro reside também na data em que surgiu, quando se conheciam os debates de humanistas católicos e protestantes sobre o casamento e estando ainda por erigir o dogmatismo católico pós-tridentino. Registe-se, por fim, que terá sido a primeira obra a ser impressa no Porto.

 

Primeiros livros de história e primeiro tratado de hieráldica | Coordenação: Cristina Trindade, Luísa Paolinelli, Filipe Moreira, Rui Carita, Pedro Sameiro, João Luís Cardoso

IV Crónica breve de Santa Cruz de Coimbra ou a Primeira crónica portuguesa

Principal versão da primeira obra em prosa historiográfica escrita em português, a «Primeira crónica portuguesa», como propôs Filipe Alves Moreira (Afonso Henriques e a Primeira crónica portuguesa, 2008), com a concordância de José Mattoso («A primeira crónica portuguesa, Medievalista online, IEM, n.º 6, 2009), a IV crónica breve de Santa Cruz de Coimbra, publicada pelo escritor e historiador Alexandre Herculano nos Scriptores de Portugaliae Monumenta Historica, foi alvo de importantes estudos por parte de Luís F. Lindley Cintra, António José Saraiva e Diego C. Menéndez Pidal. Estes estudiosos, fazendo uso de variada argumentação, com o recurso aos documentos conhecidos e a instrumentos de crítica textual, procuraram datar o texto e atestar a sua proveniência através da reconstrução da sua tradição manuscrita. Se, durante muitos anos, o original da versão que possuímos foi datado da primeira metade do século XIV, novas descobertas, como a Estoria de España de Afonso X (1282-1284), permitiram a Filipe Alves Moreira apontar como data da realização da «Primeira crónica portuguesa» a segunda década do século XIII.

A IV Crónica breve seria, assim, uma versão do primeiro texto historiográfico escrito em português, anterior ao Livro velho de linhagens, compilado por volta de 1270, e à tradução da crónica árabe mandada fazer por D. Dinis, a Crónica do mouro Rasis (finais do séc. XIII-inícios do XIV). A sua importância liga-se tanto ao facto de estar na génese da historiografia portuguesa como também ao papel que tem na história da língua, da literatura e da cultura portuguesas. Texto fundacional, é a primeira longa narrativa em português sobre o reinado de Afonso Henriques, contendo textos curtos sobre os monarcas que lhe sucederam, mas que se ligam de forma articulada, do ponto de vista narrativo e funcional, até ao fim do reinado de Sancho II e a aclamação de Afonso III, como notou José Carlos Miranda («Na génese da Primeira crónica portuguesa, Medievalista online, IEM, n. º6, 2009). Com o Crónicon lusitano ou Chronicon gothorum, o texto da IV Crónica breve constrói uma imagem do primeiro rei português e do reino de Portugal a partir do seu fundador e dos seus sucessores. Legitimadora das origens, a narrativa apresenta um rei humano, ainda distante da reescrita e recomposição da sua história pessoal como escolhido por Deus para empunhar o gládio material na Terra que a historiografia posterior privilegiará.

 

Fernando Oliveira, História de Portugal

O humanista Fernando Oliveira escreveu, durante a crise sucessória ente 1579-1581, uma obra historiográfica pioneira para intervir neste processo de transição política. Pretendeu com esta obra fixar a historiogénese portuguesa numa bíblica antiguidade longínqua, defender a sua nobreza distinta e a liberdade invicta, bem como construir uma espécie de proto-identidade nacionalizante do povo português, por contraposição com a dos seus históricos adversários, nomeadamente o castelhano e o mouro.  Chegaram até nós alguns capítulos do primeiro esboço desta obra historiográfica encimados pelo título Livro da antiguidade, nobreza, liberdade e imunidade do reino de Portugal, que depois viriam a dar origem a um segundo manuscrito, como versão segunda do anterior, que passou a intitular-se História de Portugal.

Estes manuscritos encontram-se no Fond Portugais da Biblioteca Nacional de França, compilados num cimélio sob a cota nº 12, que reúne ainda outros manuscritos da autoria deste humanista português de Quinhentos. Esta obra historiográfica pode ser considerada não só a primeira História de Portugal assim nomeada, como é também uma obra que inaugura a prolífera literatura de resistência aos Filipes que teve multiplicação abundante durante o regime chamado de Monarquia Dual que vigorou durante 60 anos. Pode ser classificada ainda como uma obra historiográfica mitificante da história portuguesa de carácter proto-nacionalizante e proto-sebastianista.

 

António Soares de Albergaria, Troféus lusitanos

A figura de António Soares de Albergaria não tem sido alheia aos cuidados e interesse dos investigadores portugueses, se bem que não lhe foi ainda prestada a justa homenagem que lhe é devida com a publicação da sua obra mestra Triunfos de la Nobleza Lusitana. Filho de Fernão Rodrigues de Coimbra e de D. Francisca Soares de Albergaria, nasceu em Castelo Branco, em 1581, e faleceu em Almada em data que ao certo se ignora, em meados do século XVII, seguiu a carreira eclesiástica, foi beneficiado da Colegiada de S.to Estêvão de Alfama em Lisboa e capelão das capelas de S.to Eutrópio e de S. Mateus na mesma cidade; cultivou a hagiografia, de que deixou um Tratado dos santos portugueses e uma Vida de santo Eutrópio, mas foi verdadeiramente notável nos estudo heráldicos e genealógicos.

Os Troféus lusitanos são publicados em 1632, a que se seguiria a Resposta a certas objecções, que veio a lume em 1634, tendo ficado manuscritas as suas obras Triunfos de la nobleza lusitana, Livro de armaria e Título de Coutinhos, sem contar com a Crónica dos reis de Portugal e os Adágios em latim e em português.

Os Troféus lusitanos constituíram um número espécimen que o autor deu à estampa na esperança de motivar um mecenas que financiasse uma obra de muito maior tomo, os Triunfos de la nobleza. Se é certo que as espectativas de Soares de Albergaria ficaram frustradas, a verdade é que por sua iniciativa publicou o primeiro armorial da nobreza titulada portuguesa impresso e um dos mais antigos armoriais impressos da Europa. Ainda que anteriormente tivessem sido publicadas várias obras sobre heráldica e muitas delas referenciando ou reproduzindo um considerável número de brasões, poucas assumiram a forma de armorial de que citamos, sem preocupação de exaustão, tais como o Wappenbüchlein de Virgil Solis (1555), o Workes of Armorie de John Bossewell (1572), o Wappenbuch (1605) de Johann Siebmachers. Os Troféus lusitanos seriam seguidos, em 1655, por uma outra obra de grande tomo, os Germania Topo-Chrono-Stemmato Graphica Sacra et Profana de Gabriel Bucollin e, no mesmo ano, pelo Fiori di Blasoneria de Francesco Agostino Della Chiesa. Soares de Albergaria foi um conhecedor da heráldica pátria, nomeadamente do Livro da Torre do Tombo a que mais do que uma vez se refere, fundamentando racionalmente as opções que tomava como amplamente se demonstra nas suas Respostas e evidencia ainda estar informado do que se passava além fronteiras, referindo e citando autores estrangeiros, desde uma menção genérica a «alguns livros ingleses» e a estampas e mapas que vinham do estrangeiro, até às citações dos escritos de Gracia Dei, de D. António de Guevara, de Argote de Molina e de outros autores. Os Troféus lusitanos são, assim, uma obra fundamental para o estudo e conhecimento da heráldica portuguesa, sendo, além do mais, o primeiro armorial impresso português, o que lhe garante um lugar de destaque no conjunto das obras pioneiras em Portugal.

 

F. A. Pereira da Costa, Da existência do homem em épocas remotas no vale do Tejo. Primeiro opúsculo. Noticia sobre os esqueletos humanos descobertos no cabeço da Arruda

Em 1863, Carlos Ribeiro, diretor da Comissão Geológica de Portugal, identificou os primeiros concheiros mesolíticos nos vales das ribeiras de Magos e de Muge, afluentes da margem esquerda do Tejo. Logo em 1864 mandou proceder a escavações naquele que se afigurou mais promissor e importante, o concheiro do Cabeço da Arruda. Tratou-se da primeira escavação arqueológica realizada em Portugal de uma estação pré-histórica. Os resultados dessa escavação, especialmente a sequência estratigráfica observada, os restos humanos e as faunas recolhidas, foram estudados e publicados por F. A. Pereira da Costa logo no ano seguinte, constituindo a primeira monografia sobre uma estação pré-histórica do território português. A importância desta monografia, desde logo difundida internacionalmente, pois é escrita em português, com tradução integral em francês, justificou o prosseguimento das escavações anos mais tarde, as quais vieram a ser visitadas pelos participantes da IX Sessão do Congresso Internacional de Antropologia e de Arqueologia Pré-Históricas, reunido em Lisboa em 1880, o que permitiu a demonstração da sua importância internacional.

Presentemente, com mais de 300 sepulturas identificadas no conjunto dos concheiros do vale do Tejo, o complexo mesolítico assim documentado constitui o mais notável conjunto antropológico daquela época conhecido no território europeu.

 

José Leite de Vasconcelos, Portugal pré-histórico

Trata-se de uma das menos conhecidas obras do insigne pioneiro da arqueologia portuguesa,  que resume o que se sabia à época sobre a ocupação pelas populações pré-históricas do território hoje português, redigido ainda numa fase de afirmação científica, pois era então aluno finalista de medicina da Academia Politécnica do Porto, mas onde transparecem já muitas das questões às quais procurou responder no decurso das décadas seguintes, centradas na identificação, caracterização e fixação das origens do povo português.

A publicação desta obra de síntese, quase desconhecida, de Leite de Vasconcelos, constituirá assim importante contributo para o conhecimento do pensamento científico do seu autor, de evidente cunho positivista. Obra pioneira, destinada ao grande público, sem deixar de possuir cunho rigoroso e erudito, apresenta-se de leitura acessível e ainda hoje cativante, assumindo-se como importante fonte de informação sobre os conhecimentos então existentes sobre as matérias tratadas e, ao mesmo tempo, de evidente interesse para o conhecimento deste ilustre pioneiro das ciências sociais em Portugal.

Primeiros textos em português: cantigas trovadorescas, prosa literária e documentação instrumental Coordenação: José António Souto Cabo

Cantigas trovadorescas, prosa literária e documentação instrumental.

 A poesia lírica galego-portuguesa constitui a mais antiga expressão literária da língua portuguesa e é, portanto, património comum do conjunto da lusofonia. Esta manifestação poética, um dos legados culturais mais importantes da Europa medieval, nasceu no seio da aristocracia galega no último quartel do século XII, tendo sido adotada em Portugal, muito provavelmente, já em finais dessa mesma centúria. O cultivo desta moda literária, importada da Provença mas com características específicas muito marcantes e originais, prolongar-se-á até ao primeiro quartel do século XIV.

A lírica profana ordena-se em três géneros maiores: a cantiga de amor, a cantiga de amigo e as cantigas de escárnio e maldizer. Os dois primeiros compartilham a temática amorosa, mas com sujeitos diversos, ao passo que o último é de natureza satírica com uma intenção cómico-burlesca. Por outro lado, as Cantigas de Santa Maria representam a produção lírica de tipo religioso e estão integradas maioritariamente por relatos de milagres atribuídos à Virgem.

Além de um conjunto representativo da poesia lírica, são integrados neste volume um grupo emblemático de textos em prosa literária e documental escritos em português desta época.

4º Encontro Patrimónios & Artes: Sabedoria Popular e Tradição Oral | Conservatório Regional de Castelo Branco, 11 e 12 de Outubro

Formas de conhecimento que emergem dos contextos rurais como o cancioneiro tradicional ou os símbolos e crenças ajustados aos ritmos do trabalho e da natureza vão estar em destaque a 11 e 12 de outubro de 2019 na quarta edição do evento dedicado aos patrimónios e artes do concelho.

Organizado pela Fabre Actum – Associação para a Dinamização, Defesa & Animação de Patrimónios e Artes, o fórum que já se centrou no património industrial e meio ambiente, no património sonoro e folclórico da Beira Baixa e na água enquanto riqueza natural e cultural, foca-se agora na sabedoria popular e na tradição oral.

Para isso conta com convidados de diversas áreas que, no auditório do Conservatório Regional Castelo Branco, se propõem abordar desde os rituais populares à sua influência nas culturas urbanas.

Para além da conferência inaugural com o etnógrafo Alexandre Parafita e de duas mesas redondas a cargo de outros investigadores ou agentes culturais, o primeiro dia de atividades contempla a realização de uma queimada galega, bem como a intervenção musical do duo Nota de Passagem, ambos junto à Praça Camões, na zona histórica da cidade. No segundo dia, e após o terceiro painel, o encontro encerra com mais um momento artístico.

A participação na componente científica do evento requer a inscrição, até 10 de outubro, via formulário eletrónico, sendo o custo de cinco euros para o público em geral e de 2,5 euros para estudantes e sócios da Fabre Actum. Já a programação cultural é, mais uma vez, de acesso gratuito.

 

PROGRAMA


Sexta-feira, 11 de outubro de 2019


• Auditório do Conservatório Regional de Castelo Branco

14:30 – ABERTURA DO ENCONTRO

15:00 – CONFERÊNCIA INAUGURAL

A arte da memória e os saberes populares: (con)textos de aprendizagens – Alexandre Parafita (escritor e etnógrafo)
Apresentação: Jorge Costa (Fabre Actum)

16:00 – 1º PAINEL: CULTURA POPULAR E TRADIÇÃO ORAL
O romanceiro oral tradicional – Ana Maria Paiva Morão (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
As culturas populares da região de Castelo Branco, suas influências e rituais – Adelaide Salvado (investigadora)
Moderação: Domingos Santos (Instituto Politécnico de Castelo Branco)

17:15 – Intervalo para café

17:30 – 2º PAINEL: MISTICISMO E SABEDORIA POPULAR

Mezinhas e benzeduras para prevenir, ou curar – Carlos Moura (Associação Outrém)
Misticismo e simbologia – Celeste Ribeiro (Fabre Actum)
Arquétipos, inconsciente coletivo e mandalas: alguns apontamentos sobre Carl Jung – Cristina Pereira (Instituto Politécnico de Castelo Branco)
Moderação: Lídia Barata (jornal Reconquista)

20:00 – Jantar

• Pátio do restaurante Associação Livre Cor (Antigo Praça Velha)

22:00 – PROGRAMA CULTURAL
Momento musical pelo Nota de Passagem (violino: Nicolas Célis, violoncelo: Filipa Castilho)
Queimada galega


Sábado, 12 de outubro de 2019


• Auditório do Conservatório Regional de Castelo Branco

9:30 – 3º PAINEL: SABER VIVER AO RITMO DAS ESTAÇÕES
A vida regida ao sabor das estações: conhecimento empírico, conhecimento científico – Margarida Afonso e Helena Tomás (Clube UNESCO – Ciência, Tradição e Cultura)
As máscaras em manifestações sazonais – Madalena Leitão (Fabre Actum)
Canções e cantilenas ao ritmo das estações – Leonor Narciso (Casa do Povo do Paul)
Moderação: Luísa Correia Castilho (Fabre Actum)

11:00 – Intervalo para café

11:15 – PROGRAMA CULTURAL
Momento musical pelo guitarrista Sérgio Chitas
Visita à exposição “Cumplicidades”, da pintora Clotilde Fava


12:00 – ENCERRAMENTO DO ENCONTRO

Fonte: Fabre Actum