Colóquio | «Nasci no signo da Rosa»: vida e obra de Maria Cecília Correia | 25 nov. | 9h30 | BNP

É bom saber, seguro e nítido, que se estão recebendo cartas, não só de uma Amiga, mas de um dos maiores escritores de Portugal (pus mesmo ESCRITORES, não ESCRITORAS).

Agostinho da Silva / 25.11.75

 

Começo o texto com uma afirmação feita há 44 anos. Trata-se de um cartão enviado por Agostinho da Silva para Maria Cecília Correia, algum tempo depois de tê-la conhecido e de ter iniciado correspondência. Contudo, passado quatro décadas, Maria Cecília Correia não é uma escritora que Portugal conhece.

A razão deste desconhecimento será a soma de várias circunstâncias, a começar pelo facto de Maria Cecília Correia ter publicado sobretudo literatura para a infância. A posição independente que sempre demonstrou, através, por exemplo, de várias publicações e reedições em autoedição, e outras tantas publicações artesanais que só chegavam a um pequeno círculo de pessoas, também terá contribuído para esse facto.

Mãe de uma prole de seis, havidos no espaço de 18 anos, gostava de assumir o comando e de pôr «mãos à obra», gerir a casa, fazer a vindima ou cavar com uma enxada. Gostava também de construir os seus livros em colaboração com o ilustrador, fosse a amiga Maria Keil, fosse o filho António Castilho, e não se inibiu de fazer ela mesma livros com o seu Diário e outros textos poéticos, encadernados com capas de ferragem e personalizados com colagens ou sobrecapas em tecido.

O eco dos seus livros chegava-lhe pelo grupo de amigos, de que faziam parte outros escritores e escritoras, mas também pelas encomendas da Fundação Calouste Gulbenkian ou da Direcção-Geral do Ensino Básico. Além disto, a inclusão de textos em manuais escolares era, ano após ano, momento de júbilo.

Para reverter a atual situação de falta de conhecimento, falta de leitura e de fruição de «um dos maiores escritores de Portugal», este colóquio foca-se no estudo da obra édita para a infância e para adultos de Maria Cecília Correia. Este encontro apresenta-se também como um momento para celebrar o centenário do nascimento da escritora.

Eleonor Castilho

Grupo de Estudos Maria Cecília Correia

 

Fonte: BNP

Lançamento livro “No Tempo e na Eternidade. Caminhos com Telmo Ferraz” | Auditório Carvalho Guerra da Universidade Católica do Porto, 25 de Novembro, 18h30

No Tempo e na Eternidade: Caminhos com Telmo Ferraz, é o mais recente livro de Henrique Manuel Pereira, Professor da Escola das Artes da Universidade Católica do Porto, e será lançado no próximo dia 25 de Novembro, pelas 18h30, no Auditório Carvalho Guerra da Universidade Católica do Porto.

A obra, cuja apresentação estará a cargo de Luís Amaral, Professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, pretende celebrar o 94.º aniversário natalício de Telmo Ferraz, sacerdote da diocese de Bragança-Miranda ao serviço da Obra da Rua. A seu propósito escreve o autor: “O que quer que sobre ele diga ou escreva deixa-me sempre a impressão de ficar no limiar de algo profundo ou muito alto. Este livro celebra a vida e a amizade.”

Tertúlia Germen | Literatura e saúde | Auditório Casa Comum (Reitoria da Universidade do Porto), 18 de Novembro, 18h30

Literatura e Saúde é o tema da segunda tertúlia do ciclo CuidArte, organizada pelo Grupo de Estudos e Reflexão em Medicina Narrativa (GERMEN), que terá lugar no dia 18 de novembro (2ª feira), a partir das 18:30, no Auditório da Casa Comum.

A relação entre literatura e cuidados de saúde remonta a Apolo, o deus grego da medicina e da poesia que, desde a Antiguidade, tem simbolizado a afinidade entre estes dois modos de olhar o mundo: “To be authentic, they must look feelingly, with compassion. Medicine without compassion is mere technicism – curing without healing; literature without feeling is mere reporting –experience without meaning.” (E.D. Pellegrino. 1980. Medicine and Literature. Introduction. Ednid Rodhes Peschel, ed. Pub. Neale Watson Academic Publications. NY, pp. xv-xix). Ao longo dos tempos, vários médicos têm dedicado grande parte da sua atividade à escrita, tais como Arthur Conan Doyle, Somerset Maugham, Keats, Rabelais, Fernando Namora ou Miguel Torga.

A ponte entre a Literatura e a Medicina está alicerçada em dois eixos:  o cognitivo, que integra o olhar da literatura sobre a experiência da doença, da vida, da morte e do cuidado; e o epistemológico, que remete para modos narrativos do conhecimento com aplicabilidade na prática dos profissionais de saúde e que tem tido cada vez mais importância na interação entre estas duas áreas.

O painel da tertúlia Literatura e Saúde é composto pelos médicos Maria do Sameiro Barroso e Teresa Tomaz, pelos especialistas em literatura Isabel Patim e Fernando Batista e pelo escritor Paulo Morais. A leitura de um poema pelo médico e poeta João Barreto Guimarães abrirá a sessão, cuja entrada é livre.

Fonte: Universidade do Porto