Sábado, 7 de março | Visita “A Coleção do Museu – Um percurso no feminino”

Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, Sintra

Sábado, 7 de março | Visita “A Coleção do Museu – Um percurso no feminino”

 

No âmbito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, o Museu irá realizar a visita guiada “A Coleção do Museu – Um percurso no feminino”, destinada a todo o público interessado, no dia 7 de março (sábado), pelas 15h30.

Falar-se-á sobre o estatuto social da Mulher, tendo como ponto de partida os monumentos funerários e votivos presentes na exposição do Museu. Esta visita terá o seu início na cripta etrusca, e percorrerá alguns dos espaços mais emblemáticos da exposição, ilustrando o papel multifacetado das mulheres através do tempo.

 

Data: 7 de março (sábado), pelas 15h30;

Público-alvo: + 12 anos;

Ingresso: Gratuito; mediante reserva.

 

Informações e reservas:

Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

Av. Prof. Dr. D. Fernando de Almeida. São Miguel de Odrinhas. 2705-739 Sintra

Tel.: +351 21 960 95 20

E-mail: dbmu.masmo.divulgacao@cm-sintra.pt

Lançamento | Inês de Castro, um tema português na Europa | 12 mar. | 18h00 | BNP

Lançamento da obra de Maria Leonor Machado de Sousa, numa edição da editora Caleidoscópio, com apresentação por José Miguel Júdice.
A história dos trágicos amores de D. Pedro I e Inês de Castro, que ao longo dos sete séculos já passados não deixou de inspirar obras de todas as artes, que constantemente se renovam, suscita muitas vezes o espanto de quem avalia a permanência do interesse por ela. O nosso primeiro cronista, Fernão Lopes, terá percebido as razões desse fascínio: «fallamos daquelles amores que se contam e leem nas estorias que seu fundamento teem sobre verdade. Este verdadeiro amor ouve elRei Dom Pedro a Dona Enes».
A imaginação, a contaminação de lendas, um sem número de experiências e variantes foram acrescentando pormenores mais ou menos fantasistas que por vezes acabaram por ser tomados como autênticos. Mas há elementos indesmentíveis: dois registos contemporâneos da data e do modo da morte de Inês, a guerra e o tratado de paz entre D. Pedro e o pai, a trasladação para Alcobaça e a realidade dos túmulos onde finalmente repousaram os dois amantes.
O estudo que agora permitiu uma atualização até 2019 e a recuperação de obras até aqui desconhecidas pôde trazer muitas novidades, de várias épocas, lugares e autores. O objetivo inicialmente tentado de ver como a Europa absorvera esta tragédia amorosa (o episódio mais conhecido da história de Portugal) pôde agora dar a volta ao Mundo. Pensando que a força deste drama continue a atrair os investigadores, é de esperar que estes pormenores venham a ser desenvolvidos e até confirmados na sua realidade.
A história de Pedro e Inês é uma tragédia verdadeira que veio dar força ao mito do amor para além da morte.

 

Fonte: BNP

Mostra | Luisa Ducla Soares: com sonhos e livros se constrói a vida | 11 mar. | 18h00 | BNP

Embora Luísa Ducla Soares seja conhecida sobretudo como escritora de literatura infantil, a sua obra está longe de se lhe circunscrever. Com efeito, nos cerca de 180 livros que a constituem e, eventualmente, em outros tantos textos publicados em revistas e jornais, a autora cultivou géneros literários tão diversificados como a poesia, a crónica, o drama, o ensaio, a tradução (de Pablo Neruda, Saul Bellow e Roald Dahl, entre outros escritores consagrados), o memorialismo e o conto. Adicionemos-lhe ainda a edição literária, a elaboração minuciosa de biografias (Garcia de Orta, Teixeira de Pascoaes, Fernão de Magalhães, Ferreira de Castro, Eça de Queirós e José Rodrigues Miguéis), a colaboração em antologias e livros didácticos, e, na esteira de mestres ilustres como José Leite de Vasconcelos, Luís Filipe Lindley Cintra, Carolina Michaëlis de Vasconcelos e Michel Giacometti, a recolha de lendas, adivinhas, trava-línguas e lengalengas, que têm feito a delícia de várias gerações e contribuído para a sua formação multifacetada. Evoquemos, por outro lado, o seu magistério cívico, que se revelou em diversas vertentes: na denúncia da repressão e da censura durante o Estado Novo, no apoio a causas humanitárias e no diálogo permanente que mantém com as escolas, disseminando a magia da palavra e, sem moralismos, apelando à adopção de valores consentâneos com a natureza humana.

A sua obra e a sua praxis cívica têm sido amplamente reconhecidas pelos leitores jovens e pela comunidade intelectual e a população em geral. Não surpreende, portanto, que os seus textos estejam traduzidos em chinês, francês, italiano, neerlandês, alemão, catalão, basco, galego e inglês e que várias escolas e bibliotecas nacionais ostentem o seu nome.

Convidamo-lo, pois, a partilhar a mundividência peculiar de Luísa Ducla Soares.

 

Fonte: BNP