António Joaquim Ferreira de Eça e Leiva

ANTONIO JOAQUIM FERREIRA D’EÇA E LEIVA, Bacharel em Direito pela Univ. de Coimbra, cuja naturalidade e mais circumstancias não tive ainda modo de averiguar. – E.

796) Memorias theoricas e praticas do Direito orphanologico. Porto, na Typ. Commercial 1846. 4.o de 211 pag. – É segunda edição, tendo sahido a primeira em 1842.

 

[Diccionario bibliographico portuguez, tomo 1]

António Joaquim de Abreu

ANTONIO JOAQUIM DE ABREU, poeta menos que mediocre e pouco conhecido. Vivia no primeiro quartel d’este seculo, e se não foi natural do Brasil, esteve pelo menos de residencia em alguma de suas provincias antes do anno de 1815, em que imprimiu a obra seguinte:

782) Sonetos sobre diversos assumptos. Lisboa, na Impr. Regia 1815. 8.o de 67 pag. – Contém cincoenta e nove sonetos, e uma ode. – Nada tem que os recommende.

 

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Padre António João de Frias

P. ANTONIO JOÃO DE FRIAS, natural de Tataulim, suburbios de Goa, Mestre em Artes, e Vigario da egreja de Sancto André da mesma cidade, a qual administrou exercendo juntamente os cargos de Notario Apostolico, Promotor do Juizo Ecclesiastico, e Procurador da Mitra Primacial d’aquelle Arcebispado. Ao fim de vinte e oito annos foi transferido para a egreja de Sancta Anna de Tataulim, sua patria, onde morreu a 25 de Junho de 1727 com 63 annos de edade. – E.

777) (C) Aureola dos Indios e Nobiliarchia Bracmana. Tractado historico, genealogico, panegyrico e moral. Lisboa, por Miguel Deslandes 1702 fol. de XXVI‑224 pag. – Tem um frontispicio aberto em chapa de metal, e n’elle gravado o escudo das armas do Marquez de Marialva a quem a obra foi dedicada.

Barbosa, que no tomo IV da Bibl. Lus. dá a mesma obra em nome do auctor Frias, diz no tomo II tractando de José Freire de Montarroio Mascarenhas, que este a instancia do referido Marquez de Marialva totalmente a reformara, assim na ordem como na phrase, que estava indigna de se dedicar a tão grande Mecenas. Comtudo é certo que no livro não existe vestigio algum da intervenção de Montarroio, nem se faz d’este a mais leve menção, sendo a dedicatoria assignada no fim por Antonio João de Frias, que apparece em toda a parte como seu auctor.

É hoje algum tanto rara. Tenho idéa de que alguns exemplares se venderam em tempo pelas quantias de 960 até 1:200 réis.

 

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António Jacinto Xavier Cabral

ANTONIO JACINTO XAVIER CABRAL, Cav. da Ord. de Christo. Foi por alguns annos Director do Collegio d’Educação denominado de Sancto Antonio do Recife, capital da provincia de Pernambuco, e ahi professor de desenho. Em 1822 veiu a Portugal, e transferindo‑se depois para Roma, onde adquiriu grande consideração e estima por seu ingenho e mais partes, vivia ainda n’aquella cidade ha poucos annos. – E.

776) Explicação analytica do Quadro allegorico da Regeneração da Monarchia Portugueza, feito a bico da penna por seu auctor etc. – Dedicado á Nação e apresentado ao Soberano Congresso. Lisboa, na Impr. Liberal 1822. 8.o de 18 pag. com o retrato do auctor aberto a buril. – Este quadro, que obteve os elogios das maiores personagens a quem foi apresentado, começou a gravar‑se para ser publicado por meio de subscripção; mas as circumstancias politicas que pouco depois sobrevieram, impediram talvez a continuação e acabamento de similhante trabalho. O certo é, que nunca vi tal gravura, nem d’ella tenho alguma outra noticia.

 

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