“Jaguar” de António Carlos Cortez vence Prémio Ruy Belo

O Prémio Ruy Belo foi atribuído este ano a António Carlos Cortez pela obra Jaguar.

Publicado pela Dom Quixote, em 2019, o vencedor do Prémio Ruy Belo demonstra uma “coerência estrutural do volume, patente na forma como os diversos núcleos imagéticos que explora se vão desdobrando de forma fulgurante”.

O júri do prémio considerou o livro de António Carlos Cortez como “um assinalável salto qualitativo em relação à obra do autor” que encara o “poema como caçada terrível”.

Nascido em Lisboa, em 1976, o autor é também ensaísta e crítico de poesia.

O júri, constituído por José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores, Ricardo Gil Soeiro, da Associação Portuguesa dos Críticos Literário, e João Rodil, da Câmara Municipal de Sintra analisou um total de 26 obras.

O Prémio Ruy Belo já galardoou em anteriores edições António Ramos Rosa, Artur do Cruzeiro Seixas, Fernando Guimarães, Manuel de Freitas e Rui Lage.

A Câmara Municipal de Sintra promove o Prémio Literário Ruy Belo com o objectivo de dinamizar e estimular a criação literária e como homenagem ao poeta e munícipe de Sintra.

A cerimónia de entrega do prémio está marcada para o dia 30 de Setembro, pelas 12h00, nos Paços do Concelho, em Sintra.

 

Fonte: Câmara Municipal de Sintra

Lançamento Ebook | Para a história da tipografia portuguesa.A oficina de Germão Galharde e de sua viúva, 1519-1565 | BNP, 25 de Setembro, 18h00

LANÇAMENTO DE EBOOK | 25 set. ’20 | 18h00 | Auditório | Entrada livre (limitada a 21 lugares, com inscrição prévia para rel_publicas@bnportugal.gov.pt)

Apresentação por João Alves Dias e Honório Nunes da obra de Helga Maria Jüsten sobre a história da tipografia portuguesa, dedicada ao trabalho de 46 anos de atividade da oficina de Germão Galharde, impressor francês radicado em Portugal no século XVI.

Na passagem dos 500 anos sobre a vinda para Portugal do impressor Germão Galharde, pretende-se contribuir para um conhecimento mais alargado da sua oficina tipográfica.

Para assinalar a efeméride, apresenta-se o resultado da investigação centrada na Tipobibliografia Portuguesa da primeira metade do século XVI, dando a conhecer a um público mais vasto a atividade de Germão Galharde no período entre 1519 e 1565.

Os dois volumes ora editados, proporcionando uma perspetiva abrangente tanto bibliográfica como iconográfica dos impressos saídos dos prelos de Germão Galharde, situam-se na sequência de um estudo anterior relativo aos incunábulos e post-incunábulos portugueses de ca de 1488 até 1521. Com efeito, o facto de o impressor francês ter ficado com o material tipográfico das oficinas anteriores de Valentim Fernandes, João Pedro de Bonhomini de Cremona e Hermão de Campos, permitiu desenvolver o estudo inicial sobre a tipografia portuguesa.

Para a história da tipografia portuguesa deverá, portanto, entender-se como uma espécie de livro auxiliar e de consulta, proporcionando novos caminhos para o estudo da tipografia portuguesa do século XVI.

Fonte: BNP

António Canteiro vence Prémio Ferreira de Castro

A obra inédita Noturno de António Canteiro venceu o Prémio Ferreira de Castro de Ficção Narrativa de 2020, promovido pela Câmara Municipal de Sintra.

A obra inédita de António Canteiro, pseudónimo de João Carlos Costa da Cruz, venceu o Prémio Ferreira de Castro de Ficção Narrativa de 2020 tendo sido considerada uma proposta consistente e original.

O júri destacou o vocabulário poético, o rigor e a estrutura criativa desta obra. Segundo o júri, a obra apresenta uma “escrita de qualidade, hábil combinatória ficcional das componentes biográfica, memorialística e ensaística inter-artes”, com “páginas verdadeiramente geniais”.

O autor de Noturno trabalha na área da reinserção social, tendo publicados três romances e dois livros de poesia.

O júri, composto por Annabela Rita, da Associação Portuguesa de Escritores, Maria Armandina Maia, da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e João Rodil, da Câmara Municipal de Sintra, analisou este ano um total 97 candidaturas.

O prémio Ferreira de Castro de Ficção Narrativa, promovido pela Câmara Municipal de Sintra, distinguiu desde 1985, Ascêncio de Freitas, Cláudia Fernandes, Guida Fonseca, Mário Silva Carvalho, Risoleta Pinto Pedro, Rui da Costa Lopes, Serafim Ferreira, Sérgio Luís de Carvalho e Teresa Mascarenhas.

Estimular a criação literária e homenagear o grande romancista e autor cosmopolita, que escolheu a vila de Sintra para escrever uma significativa parte da obra, e à qual também legou o seu espólio, é um dos principais objectivos do prémio Ferreira de Castro de Ficção Narrativa.

A cerimónia de entrega do prémio está marcada para o dia 30 de Setembro, pelas 12h00, nos Paços do Concelho, em Sintra.

 

Fonte: Câmara Municipal de Sintra

Através dos Livros #11: Angola Imaginada. Nação, Guerra e Utopia na Ficção de Pepetela (1971-1996)

 

Após uma pausa estival, regressam as nossas sessões mensais, por ora virtuais e acessíveis a qualquer parte do mundo, uma vez que marcamos encontro no Canal YouTube do IHC.

A convidada da décima-primeira sessão é Alexandra Santos, que apresentará o seu livro, Angola Imaginada. Nação, Guerra e Utopia na Ficção de Pepetela (1971-1996) (Imprensa de Ciências Sociais, 2019). Os comentários estarão a cargo de Phillip Rothwell (Universidade de Oxford) e Ana Martinho (CHAM — NOVA FCSH) e a moderação será de Pedro Aires Oliveira.

Como é habitual, os participantes poderão colocar questões através do chat no nosso canal YouTube.

Sobre o ciclo:
Num momento em que os sistemas de avaliação universitários tendem cada vez mais a premiar o artigo em revistas especializadas, queremos com esta iniciativa sublinhar a importância do livro (e da monografia em particular) como veículo por excelência para a difusão do saber histórico e, também, para o debate de ideias.

Neste espaço de discussão, daremos prioridade a obras recentes que correspondam a investigações originais e/ou sínteses que se proponham a desafiar ou rever paradigmas vigentes.

 

Fonte. IHC