Lançamento do vol. XV das Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa | Rómulo – Centro Ciência Viva, 19 de Fevereiro, 18h00

Convite para a sessão de lançamento do Vol. XV da colecção das Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa que edita o Colóquio dos Simples de Garcia de Orta considerado o primeiro tratado de Botânica, que será apresentado por Alexandre Quintanilha, contando com a participação do Presidente da FCT, Paulo Ferrão. 
Este evento terá lugar no Rómulo – Centro Ciência Viva instalado no Departamento de Física da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, na próxima terça-feira, dia 19 de Fevereiro pelas 18h00. 

Padre Francisco da Veiga

P. FRANCISCO DA VEYGA natural de Villa Viçosa da Diocese de Evora filho de Francisco Cordeiro, e Maria Fagundes. No Real Collegio desta Cidade se alistou na Companhia de JESUS a 5. de Junho de 1617. quando contava 17. Annos de idade. Aprendeo as letras humanas, e divinas com disvelo, e as dictou com aplauzo, principalmente quando foy Mestre da Sagrada Escritura em a Universidade de Evora. Observou com escrupulosa exaçaõ os preceitos do seu instituto. Foy muito amantissimo da pobreza, e inimigo da comunicaçaõ com Seculares. Prégou com grande fruto dos ouvintes sendo o seu total empenho plantar virtudes, e estirpar vicios. Ao tempo que tinha feito todos os actos literarios para se graduar Doutor em a Faculdade da Theologia foy intempestivamente arrebatado pela morte a 7. de Dezembro de 1643. com 43. annos de idade e 26. de Religiaõ. Delle se lembra Franco Annal. S. J. Lusit. pag. 285. §. 8. Clarescebat ad Scientias tradendas ingenio felici e Ann. Glorios. S. J. in Lusit. pag. 731. Compoz.

Commentaria in Ionam Prophetam. fol. M. S.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

Padre Francisco Velho

P. FRANCISCO VELHO natural do lugar de S. Andre de Palma termo de Barcellos do Arcebispado de Braga filho de Joaõ Alvares Velho, e de Catherina Affonso. Na tenra idade de quinze annos abraçou o instituto da Companhia de Jesus em Lisboa a 9. de Março de 1620. Dictou humanidades seis annos, e Filosofia no Collegio de Lisboa. Em Roma foy Substituto do Assistente desta Provincia, e Penitenciario em o celebre Sanctuario da Casa do Loureto. Contrahindo huma grande infermidade da assistencia que fazia aos soldados do Exercito de Entre Douro, e Minho ao tempo que se recolhia ao Collegio de Braga falleceo no Hospital de Ponte de Lima, que administraõ os religiosos de S. Joaõ de Deos, a 30. De Novembro de 1662. Foy muito douto nas letras humanas, e antiguidades Ecclesiasticas. Compoz

Vida de Santo Olympio. Desta obra faz mençaõ Cardoso Agiol. Lusit. Tom. 3. pag. 655. no Comment. de 12. de Junho letr. B. e Nicolao Antonio Bib. Hisp. Tom. 2. pag. 325. col. 1.

Vida de Santo Epitacio Martyr. Faz memoria desta obra Fr. Pedro Poyares Paneg. da Villa de Barcel. cap. 98. pag. 227.

Sendo Mestre de Humanidades compoz huma Elegia à morte do P. Francisco de Mendoça que sahio impressa no principio do seu Viridario. Lugduni apud Laurentium Anisson. 1649. fol.

Tem por titulo a Elegia.

Lugduni, seu Gallici leonis Olyssiponi de obitu Mendocae Epistola. Começa.

Sic ad Ulyssaeam scribit Leo Gallicus Urbem.

Sed tamen ut Lybicus non viget ore leo.

Faz honorifica memoria delle o P. Antonio Franco Ann. Glor. S. I. in Lusit. pag. 718. et in Annal. S. I. in Lusit. pag. 333.§.15.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

 

Francisco Vaz de Almada

FRANCISCO VAZ DE ALMADA naõ sómente illustre por nacimento, como pela fama que adquirio em o Oriente sendo Capitaõ no anno de 1613. de huma Não da Armada de que era Capitaõ Mór D. Henrique de Noronha contra o Malabar, exercitando o mesmo posto na vitoria que alcançou o General Luiz de Brito de Mello dos moradores da Cidade de Barbute em cujas expediçoens se ostentou formidavel aos inimigos do Estado. Navegando em o anno de 1621. em a Náo S. Joaõ Bautista de que era Capitaõ Pedro de Moraes Sarmento padeceo lastimoso naufragio no Cabo da Boa Esperança de cujo tragico successo compoz a narraçaõ seguinte.

Tratado do sucesso que teve a Náo S. Joaõ Bautista, e jornada que fez a gente que della escapou desde trinta, e tres gráos no Cabo da Boa Esperança onde fez naufragio até Zofala hindo sempre marchando por terra. Lisboa por Pedro Crasbeeck. 1625. 4. Fazem illustre memoria do seu nome Faria Asia Portug. Tom. 3. part. 3. cap. 1. n. 5. cap. 13. n. 16. e cap. 17. n. 19. Nicol. Ant. Bib. Hisp. Tom. 1. pag. 377. col. 2. Ant. de Leon, Bib. Orient. Tit. 13. Joan. Soar. de Brit. Theatr. Lus. Liter. lit. F. n. 82.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]