Suzana Guimarães Farias

Suzana Guimarães Farias

Suzana Guimarães Farias nasceu na cidade do Recife (Pernambuco, Brasil). Começou a escrever, aos oito anos de idade, poesias e histórias infantis.
Participou de vários concursos literários, tendo os seus trabalhos selecionados, a exemplo do VIII Concurso Raimundo Correa de Poesia e do 12º Festival Maranhense de Poesia Falada. Foram publicadas , em coletânea, pela Shogun Arte – Rio de Janeiro (RJ), Poesia em preto e branco, no livro Antologia poética das cidades brasileiras (1988) e As rosas não nascem só na primavera, em Poetas Brasileiros de Hoje (1989).
Cursou o bacharelado e o mestrado em Matemática Pura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde lecionou como auxiliar de ensino e pesquisa.
Possui diversos textos premiados pela Academia Brasileira de  Letras (ABL), a saber: A vida da palavra (2003), A palavra na era da imagem (2005), A importância do livro no Brasil do século XXI (2006) e A importância de Machado de Assis um século depois de sua morte (2008). Esse último concorreu com mais de 37.000 (trinta e sete mil) redações em todo o Brasil e, com esse texto, a escritora foi a única recifense premiada.Também atuou como professora no Departamento de Matemática da Universidade Católica de Pernambuco. A referida escritora tem vários livros inéditos prontos para publicação e escreve, também, em língua inglesa e espanhola. O livro escrito em língua espanhola contém textos, poemas e uma novela em homenagem a Cervantes.
O texto premiado pela Academia Brasileira de Letras em 2008 (A importância de Machado de Assis um século depois de sua morte) está incluído no livro A Janela.

Lançamento | Volta ao Mundo. Obra Gráfica de José de Guimarães | 12 dez. | 18h30 | Visita à exposição – 18h00 | BNP

Numa edição conjunta da Imprensa Nacional e da BNP, Volta ao Mundo. Obra Gráfica de José de Guimarães é o catálogo completo das gravuras por ele produzidas até final de 2018.  A apresentação do livro conta com a presença de José de Guimarães, Raquel Henriques da Silva e dos editores, e  é precedida, pelas 18h00, de uma visita à Exposição patente na BNP.
Volta ao Mundo é o roteiro de todas as geografias da sua criação gráfica por onde, ao longo de mais de meio século, foi fixando um imaginário de sinais, tradições e movimentos do nosso mundo em transformação.  Com este livro, e a exposição do mesmo nome, celebramos o artista e a sua leitura desse mundo, na casa que ele mesmo escolheu para morada pública da sua obra gráfica completa  –a Biblioteca Nacional de Portugal – confiando-a a um futuro que é para todos. Foi o próprio autor que, voluntaria e desinteressadamente iniciou, há mais de trinta anos, a construção desse futuro, continuando-a até hoje, sempre por generosa doação, numa atitude cívica que compreende como as noções legado e partilha são essenciais à cultura.
Maria Inês Cordeiro
Perante a multiplicidade e a vastidão de sessenta anos de trabalho continuado, este catálogo concentra-se apenas na gravura, que conta, em 2018, com cerca de 500 primeiras peças. Mas, na rede dinâmica que articula as diversas áreas em que JG trabalha, escrever sobre a gravura significa manejar uma visão sobre o conjunto da obra em que esta específica tipologia foi e continua a constituir um campo fecundo. Trata-se de uma atualização e ampliação do catálogo José de Guimarães. Obra Gráfica 1962-1998, editado também pela Biblioteca Nacional em 2000, registando a oferta da coleção de gravura de JG até ao limite cronológico registado no título. Neste caso, volta a inventariar-se tudo o que ali se continha e mais um vasto conjunto de peças, quer anteriores a 1998 (que tinham escapado ao primeiro inventário) quer, sobretudo, a vastíssima produção posterior. Tal como no primeiro catálogo que apresentei, volto a adotar um percurso cronológico por me parecer que é o que melhor dá conta de sucessivos períodos, dos seus contextos e valores poéticos.
Raquel Henriques da Silva

Fonte: BNP

Exposição | Volta ao mundo : Obra gráfica de José de Guimarães | 22 out. | 18h00 | BNP

Esta exposição é uma grande retrospetiva da obra gráfica de José de Guimarães, que apresenta, na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), em Lisboa, uma seleção representativa da sua gravura produzida desde os anos 60 até final de 2018.
Com curadoria de Pedro Campos Costa e Raquel Henriques da Silva, a exposição baseia-se no acervo de obras que o autor tem vindo a doar à BNP, onde se encontra um exemplar de toda a sua gravura, num total que ascende a mais de 400 obras.
“Volta ao Mundo. Obra Gráfica de José de Guimarães” é também o título de um catálogo raisonné bilingue (português e inglês) que será publicado pela Imprensa Nacional, que assim se associa à BNP nesta iniciativa, no ano em que o artista completa 80 anos.
Mais importante que o destino é a viagem.
Eduardo Lourenço
As viagens de José de Guimarães, as físicas e as outras, são pesquisa, deriva e dialética. São parte do seu trabalho, onde procurou territórios, investigou realidades, confrontou-se com culturas, colecionou arte popular, apaixonou-se por artefactos, relacionou perspetivas emocionais, numa longa viagem de vida que ainda continua, de Oriente a Ocidente, sem esquecer a África e a América Latina. A sua viagem convida a um mapeamento incerto de um território íntimo, quase ritualista e místico e ao mesmo tempo universal. A sua obra gráfica são os vestígios dessa viagem, âncoras, às vezes sintéticas de obras maiores, às vezes exploratórias de novas linguagens, às vezes inovadoras nos materiais, às vezes simples marcas de água de um determinado tempo, dessa procura à volta ao mundo. Diverso e ainda assim coerente.
Esta exposição propõe uma síntese de toda a obra gráfica, uma grande retrospetiva não cronológica. O desafio de fazer um espaço expositivo da obra de José de Guimarães é um exercício de presença, como se as suas obras criassem novas realidades ou pedissem novos espaços. As obras de José de Guimarães têm no seu ADN um guião espacial que obriga o espaço expositivo a ser intérprete e a construir. O conceito da exposição é a viagem. Propõe-se que esta volta ao mundo seja feita através de uma arquitetura de experiências, de espaço e de cor. Uma sucessão simples de salas de “museu” onde não existe nem princípio nem fim.  Uma viagem sem destino. Um convite a andar à solta por este mundo.
O espaço é constituído por 4 salas em torno de uma sala redonda e central. As salas resultam dos limites do espaço, adaptam-se às pré-existências criando formas, tamanhos, métricas e dimensões variáveis.  A viagem começa antes de se entrar, cá fora, com as matrizes das águas fortes, serigrafias e outras técnicas da gravura. A mão, o arts and crafts sempre presente na sua obra. Ao longo do percurso há momentos na exposição onde algumas obras da sua coleção povoam as salas. São intrusos convidados, que estão ali, tão inseparáveis da sua obra como metafisica do inconsciente presente de José de Guimarães.
Depois viaja-se pelas salas que não são nem cronológicas nem temáticas, são conjuntos de séries que habitam o espaço de forma pictórica e plástica, como pequenas narrativas ou excertos de um longo livro. Na viagem, especialmente das narrativas de Marco Polo, Stendhal, Goethe, Verne ou Barthes, existe um espaço imaginado que não é construído. Viaja-se na imaginação para um lugar sem espaço. Nesta exposição da obra gráfica de José de Guimarães,  viaja-se num espaço físico construído para se poder viajar pelo mundo da imaginação. Boa viagem.
Pedro Campos Costa

António José Colffs Guimarães

ANTONIO JOSÉ COLFFS GUIMARÃES, Official bibliographo da Bibliotheca Nacional de Lisboa, e Mestre de Calligraphia de Suas Altezas, nomeado em Fevereiro de 1857. – N. em Lisboa a 21 de Setembro de 1805.

850) Regras para aprender a aparar pennas; para uso dos alumnos do Collegio de Humanidades sito na calçada do Marquez de Tancos n.º 7. – Em 1850. Na Lithographia de Lopes & Bastos, rua nova dos Martyres n.o 12. Lisboa. 8.º de 10 pag.

O sr. Colffs não é menos insigne nas artes do desenho e pintura que na da calligraphia; do que são prova alguns primorosos trabalhos por elle executados, e que se conservam com estimação na Bibl. Nacional, cujo empregado é desde 1827.

 

[Diccionario bibliographico portuguez, tomo 1]

Frei Antão de Guimarães

FR. ANTÃO DE GUIMARÃES, Franciscano reformado da provincia da Piedade, Custodio da mesma provincia, Visitador Geral, e em fim Provincial eleito a 30 de Janeiro de 1639. – Foi natural da villa, hoje cidade, do seu appellido, e consta que ainda vivia pelos annos de 1645. – E.

352) ( C) Ceremonial da Provincia da Piedade, com uma explicação das rubricas do Missal Romano. Braga, por Gonçalo de Basto 1637. 4.º Pouco vulgar.

 

[Diccionario bibliographico portuguez, tomo 1]

Agostinho Gomes Guimarães

AGOSTINHO GOMES GUIMARAENS, naceo em Lisboa, e foraõ seus Pays Ignacio Gomes Guimaraens, e Maria Magdalena. Depois de perfeitamente instruído na Gramatica Latina, e letras humanas, estudou as sciencias mayores, as quaes comprehendeo com tanta agudeza, e profundidade, que por voto dos Doutores da Universidade de Coimbra, recebeo as insígnias do Mestre em Artes, e de Doutor na Sagrada Theologia. Com igual aplauso foy ouvido nos púlpitos, que nas Academias lendo em a Portugueza instituída em o anno de 1717 no Palacio do Excelentissimo Conde de Ericeyra D. Francisco Xavier de Menezes, eruditos discursos sobre os Oraculos da Gentilidade, e na dos Anonymos compondo agudos epigramas a diversos assumptos. A integridade dos costumes própria do Estado Ecclesiastico junta com a capacidade do talento o fizeraõ digno de ser eleyto a 7 de Março de 1723. Deputado da Inquisiçaõ de Lisboa, donde passando a Promotor subio ao lugar de Inquisidor Apostolico, cujo ministério exercitou com grande zelo. Sendo Academico supernumerário da Academia Real da Historia Portugueza, foy eleito em 25 de Mayo de 1730. Academico do numero por morte do Padre Jeronimo de Castilho da Companhia de JESUS, para escrever as Memorias históricas dos Bispados de Coimbra, e Guarda na língua Latina, na qual compoz, e tecitou na Academia Real algumas vidas dos seus Bispos com elegante, e puro estilo. Foy assumpto ao lugar de Prelado da Santa Igreja Patriarchal a 16 de Mayo de 1739. De todas as suas literárias producçoens somente se fizeraõ publicas pelo beneficio da Impressão das seguints: Practica com que congratulou a Academia Real por estar eleito seu Collega. Sahio impressa no Tom 10 da Collec. dos Documentos, e Memor. da mesma Academia. Lisboa por Jozeph Antonio da Sylva, 1730, fol. Outo epigramas Latinos a vários Assumptos, que se deraõ na Academia dos Anonymos. Sahiraõ impressos nos Progressos Academicos dos Anonymos de Lisboa, 1 Parte. Lisboa por Jozeph Lopes Ferreira, 1718, 4. Quatro epigramas Latinos, em louvor do Padre Fr. Simaõ Antonio de Santa Catherina da Ordem de S. Jeronimo orando na Academia dos Anonymos, e na Academia Escolastica. Sahiraõ na 1 Parte das Oraçoens Academicas do dito Padre Fr. Simaõ. Lisboa na Officina da Musica, 1723, 8.

 

[Bibliotheca Lusitana, Historica, Critica e Chronologica, vol. 1]

Frei André de Guimarães

FR. ANDRÉ DE GUIMARÃES, Franciscano da provincia de Portugal, cuja regra professou no convento d’Alemquer. Exerceu na Ordem varios cargos, inclusivè o de Provincial, eleito em 1614. Foi natural de Guimarães, e m. no convento de Lisboa a 3 de Dezembro de 1632. – E.

305) Sermão nas exequias que a cidade fez na casa de Sancto Antonio á Rainha Catholica D. Margarida de Austria. Lisboa 1611. 4.º – Barbosa mencionando este sermão, não declara o nome do impressor. Deve ser assás raro, pois ainda não obtive ver d’elle algum exemplar.

 

[Diccionario bibliographico portuguez, tomo 1]

Frei Teodósio de Guimarães

Fr. THEODOSIO DE GUIMARAENS, cujo apelido tomou da patria que lhe deu o berço. Foy Monge Cisterciense, cujo instituto professou no Convento do Bouro. Escreveo

Officia B. MARIAE Virginis pro unaquaque die Hebdomadis. M. S.

Variae Orationes. M. S.

Conservaõ-se estas obras na Livraria do Real Convento de Alcobaça.

 

 [Bibliotheca Lusitana, vol. III]