Intervenção por Miguel Metelo de Seixas e Maria de Lurdes Rosa (NOVA/FCSH – IEM) e com Moderação de Cláudia Lobo (directora Visão História).

Sinopse
Os cidadãos portugueses decerto conhecem os símbolos visuais identificativos do seu país: a bandeira verde e vermelha carregada, na partição das duas cores, com o escudo das quinas e dos castelos sobreposto a uma esfera armilar. Quantos, porém, sabem explicá-los e traçar-lhes a história?

Como se chegou até aqui? Como se formaram, desde os longínquos tempos medievais, os sinais visuais identificativos da comunidade política portuguesa, ainda hoje perpetuados? E, sobretudo, como foram esses sinais compreendidos, apropriados e difundidos pelos agentes do poder político ou pelos seus observadores, utentes, destinatários ou glosadores?

Este ensaio pesquisa como se foi construindo, desde a origem até hoje, uma diversidade de sinais de natureza visual que serviram para identificar a comunidade política portuguesa. À procura da sua função e do seu peso na memória colectiva nacional.

Biografia
Miguel Metelo de Seixas é doutorado em História, é investigador integrado do Instituto de Estudos Medievais/FCSH/Universidade Nova de Lisboa e professor auxiliar na Universidade Lusíada de Lisboa. Foi professor convidado em diversas universidades francesas, italianas e brasileiras. Conta com cerca de uma centena de publicações na área da heráldica e da história, com destaque para Heráldica, representação do poder e memória da nação (2011). É presidente do Instituto Português de Heráldica e director da revista Armas e Troféus.