D. Diogo Ortiz, Catecismo pequeno

D. Frei Bartolomeu dos Mártires, Catecismo ou doutrina cristã e práticas espirituais

Uma fecunda ambiguidade, própria de géneros de transição, subjaz aos dois pioneiros Catecismos em linguagem, o de D. Diogo Ortiz, (Catecismo pequeno, em alusão a um «grande» que não chegou a ver a luz), de 1504, e o de D. Frei Bartolomeu dos Mártires (Catecismo ou doutrina cristã e práticas espirituais), de 1564, em cumprimento do decreto de Trento sobre a Pregação: O último «medieval», pioneiro pela redação em vernáculo, e o primeiro moderno, pioneiro pela recensão de Trento em Portugal. Do ponto de vista da modernidade pastoral e da didática religiosa, ambos atestam a seu modo, antes e depois de Trento – um com uma única edição e outro com as suas 14 edições até à substituição pombalina pelo de Montpellier – a autonomia, senão mesmo a precedência, de uma reforma católica sui generis sobre a Reforma da Europa Setentrional.