IACINTO CORDEYRO natural de Lisboa, e muito instruido em todo o genero de erudiçaõ principalmente em a Poetica para cujo estudo era naturalmente inclinado compondo com summa afluencia, e naõ menor discriçaõ varias obras metricas, que foraõ veneradas pelos mais celebres alumnos do Parnasso. Na Poesia Comica excedeo aos principaes cultores della como publicaõ as muitas Comedias, que compoz sendo reprezentadas em Castella com grande aplauzo dos expectadores. Foy Alferes de huma Companhia da Ordenança desta Corte onde falleceo a 28. de Fevereiro de 1646. quando contava a varonil idade de quarenta annos, e jaz sepultado na Parochia de Santa Maria Magdalena. Publicou.

De la Entrada delRey en Portugal. Comedia dedicada a D. Fernaõ Martins Mascarenhas Inquisidor Geral. Lisboa por Jorge Rodrigues. 1621. 4.

Elogio de Poetas Lusitanos al Fenix de España Fr. Lope Felix de Vega Carpio en su Laurel de Apollo. Lisboa. por Jorge Rodrigues 1631. 4.. He hum Supplemento de Poetas Portuguezes, que faltaraõ em o Laurel de Apollo composto por Lope da Vega.

Triumfo Frances, recebimento, que mandou fazer elRey D. Joaõ o IV. ao Marquez de Bresse Embaxador, e Capitaõ General delRey de França. Lisboa por Lourenço de Anvers. 1641. 4.

Sylva a ElRey D. Joaõ o I V. Lisboa pelo dito Impressor. 1641. 4.

Vitoria del Amor Comedia Madrid por Jozeph Fernandes de Buendia. 1667. 4.

No ay plazo, que nó llegue, ni deuda que no se pague. ibi pelo dito Impressor. 1667. 4.

Primeira, e 2. Part. de Duarte Pacheco. Comedia. Lisboa por Pedro Craesbeeck. 1630. 4. Desta segunda Comedia faz mençaõ Souza Flor. de Espan. cap. 15. excell. 13. n. 3.

Amar por fuerça.

El Juramento ante Dios.

El hijo de las batalhas.

El mayor trance de amor.

El Soldado reboltozo

El valiente negro en Flandes.

Estas seis Comedias sahiraõ em Castella impressas em diversas Officinas. De cujo Author fazem memoria Joan. Soar. de Brito Theatr. Lusit. Liter. lit. H. n. 35. E o Padre Antonio dos Reys Enthus. Poet. n. 80.

………………… Miles Corderius ipso Suscipit a Phaebo myrti, laurique

Coronam

Praemia solerti justè retributa, tacente

Nam Lopio vatum clarissima nomina, famae

Ipse humeris subiit rutilantia ad astra ferendos

Asseruitque suis nomen, quod perdere nunquam

Tempus edax rerum, nec tu longaeva Vetustas.

Quibitis.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]