P. ANTONIO JOÃO DE FRIAS, natural de Tataulim, suburbios de Goa, Mestre em Artes, e Vigario da egreja de Sancto André da mesma cidade, a qual administrou exercendo juntamente os cargos de Notario Apostolico, Promotor do Juizo Ecclesiastico, e Procurador da Mitra Primacial d’aquelle Arcebispado. Ao fim de vinte e oito annos foi transferido para a egreja de Sancta Anna de Tataulim, sua patria, onde morreu a 25 de Junho de 1727 com 63 annos de edade. – E.

777) (C) Aureola dos Indios e Nobiliarchia Bracmana. Tractado historico, genealogico, panegyrico e moral. Lisboa, por Miguel Deslandes 1702 fol. de XXVI‑224 pag. – Tem um frontispicio aberto em chapa de metal, e n’elle gravado o escudo das armas do Marquez de Marialva a quem a obra foi dedicada.

Barbosa, que no tomo IV da Bibl. Lus. dá a mesma obra em nome do auctor Frias, diz no tomo II tractando de José Freire de Montarroio Mascarenhas, que este a instancia do referido Marquez de Marialva totalmente a reformara, assim na ordem como na phrase, que estava indigna de se dedicar a tão grande Mecenas. Comtudo é certo que no livro não existe vestigio algum da intervenção de Montarroio, nem se faz d’este a mais leve menção, sendo a dedicatoria assignada no fim por Antonio João de Frias, que apparece em toda a parte como seu auctor.

É hoje algum tanto rara. Tenho idéa de que alguns exemplares se venderam em tempo pelas quantias de 960 até 1:200 réis.

 

[Diccionario bibliographico portuguez, tomo 1]