P. MARÇAL DE FARIA, natural do lugar do Espinhal termo da Villa de Penella da Provincia da Beira, filho de Antonio Simoens, e Maria Antonia, e irmaõ de Manoel de Faria, que deixando a Universidade, onde estudava, e o nome pelo de Fr. Felix do Espirito Santo, recebeo o Serafico habito na Provincia reformada de Santo Antonio do qual, como do P. Marçal de Faria faz mençaõ Fr. Martinho do Amor de Deos Chron. da Prov. de S. Ant. Tom. 1. p. 715. Foy admitido ao instituto da Companhia de Jesus em o Noviciado de Coimbra a 9 de Mayo de 1663, onde foy Mestre da segunda Classe das Humanidades em o Collegio de Santo Antaõ, e insigne Poeta Latino, como manifesta a seguinte obra, que M. S. se conserva no Cubiculo do Mestre da primeira Classe do Collegio de Lisboa.

Mnemosinon Famae posthumae, sive oblivionis antidotum Piis manibus, immortali memoriae Ven. admodum Patris P. Nonii Cunha è Societate Jesu Lusitaniae Provinciae Parentis, et Patroni. fol. M. S. Comprehende 64 folhas. Consta de 4 Tumulos: o 1. levantado pelo Collegio de Coimbra por ser duas vezes o P.  unha seu Reitor: o 2. pela Companhia como a seu Patrono: o 3. pela Casa de Villar-Mayor, como seu Parente: 4. por Lisboa como a seu Natural. He dedicado a Manoel Telles da Sylva II. Conde de Villar-Mayor. Forma-se esta obra de Elogios de estylo lapidario, versos de varios metros, emblemas, e anagramas.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]