D. THOMAZ DE NORONHA. Naceo na Villa de Alanquer do Patriarchado de Lisboa, onde teve por Pays a D. Pedro de Noronha moço Fidalgo delRey D. Sebastiaõ por Alvará de 1574, e depois acrecentado a Fidalgo Escudeiro, e a D. Maria Jordoa neta, e herdeira de Jordaõ Fernandes que instituhio o morgado dos Jordoens. Cazou com sua prima D. Helena de Salazar, filha herdeira de Pedro de Salazar de la Penha Mestre de Campo, e Governador da Torre de S. Giaõ, e de D. Benedita Jordoa irmaã de sua Mãy, de cujo consorcio teve a D. Maria de Noronha, e Menezes herdeira do Morgado dos Jordoens que cazou com Bernardo de Napoles da Veiga de quem he descendente, e herdeiro D. Diogo de Napoles, e Noronha. Passou D. Thomaz de Noronha a segundas vodas a 27 de Abril de 1627 com D. Catherina da Veiga, filha de Henrique Esteves da Veiga, cujo matrimonio tratou o Marquez de Villa-Real seu parente, e se obrigou por elle ás arhas por naõ ter bens livres. Foy dotado de genio jovial, e judiciosa mordacidade assim na conversaçaõ, como nas Poesias que por ellas mereceo ser o Marcial do seu tempo. Morreo na patria em idade provecta no anno de 1651. Entre os Poetas mais celebres de Portugal o colloca Jacinto Cordeiro Elog. de Poet. Lusit. Estanc. 22.

  1. Thomaz de Noronha en tanto augmeto

Confirma de sus versos la excellencia

Que admirando sutil su entendimiento

Puede hazerle a Quevedo competencia:

Alma de tan ayroso movimiento,

Luz parece de sol de su presencia,

Y sol a cuya luz crecen desmayos,

Aguila no soy yo de tantos rayos.

Das suas obras Poeticas se podiaõ formar muitos volumes, e dellas sómente se fizeraõ publicas Romances, e Decimas jocosas em o 5. Tomo da Feniz Renacida. Lisboa por Antonio Pedrozo Galraõ 1728. 8. desde p. 218. até 257.

 

[Bibliotheca Lusitana, vol. III]