“Vergílio Ferreira é o romancista das terras altas do interior – um interior físico, em termos de paisagem portuguesa, a exemplo de Aquilino Ribeiro, mas, sobretudo, psicológico, com os abismos do eu recortado em parcas figuras narrativas.”

Por: Ernesto Rodrigues

Vergílio Ferreira é o romancista das terras altas do interior – um interior físico, em termos de paisagem portuguesa, a exemplo de Aquilino Ribeiro, mas, sobretudo, psicológico, com os abismos do eu recortado em parcas figuras narrativas. A montanha, que o viu nascer (28 de Janeiro de 1916), «espaço de evocações e simbolizações»[1], não mais se desprenderá do seu horizonte ficcional, apesar de uma longuíssima planura e monotonia docentes – em Faro, Évora, Lisboa –, só intervalada pelo ano lectivo de 1944-1945, em Bragança, inesperadamente agitado, que suscitou estas linhas.

Aproveitarei para dizer, desde já, que ele compensou o desinteresse de autores aqui nascidos pelo que mais directamente nos envolve, isto é, a natureza vigilante, seus pormenores e, mesmo, costumes. Os nossos contistas, de Torga a João de Araújo Correia, de A. M. Pires Cabral a Nuno Nozelos, são criadores de acção rápida em situações de breve episódio, como exige a espécie narrativa, mas o que sobressai, qual perfume de leitura, é um uso particular do dicionário regional. Retemos algum incidente, a braveza vocabular e comportamental das personagens, particularismos que nem por isso nos universalizam, antes prejudicam, a vários títulos. Temos sons, de facto, destilados em linguagem, que oblitera os demais sentidos; ora, porque não demorar o texto na matança que se narra – constituindo-se, assim, motivo e acção do conto, como em Vergílio Ferreira –, na apresentação do ser observando a neve caindo ou nas sinestesias do olhar? Veja-se este limiar de Cântico Final[2]: «Por uma manhã breve de Dezembro, um homem subia de automóvel uma estrada da montanha. Manhã fina, linear.»

Por sentir a necessidade dessa contemplação, que tanto nos acompanha de qualquer cimo e não temos dado em literatura (com, afinal, todo o tempo do mundo para delongas saborosas), tenho-me, enquanto ficcionista, atardado em descrições que a novelística já autoriza. Permita-se-me citar início do capítulo XI de Torre de Dona Chama, corroborando processo de Vergílio Ferreira; estou, por acaso, longe de casa, em Budapeste, no ano de 1985, está a nevar e, nem de propósito – ou talvez por isso -, descrevo queda de neve em dia de Natal, debruçando-me, com a minha personagem, sobre a infância:

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O céu descia à terra com seus anjos soltos, gordos na demora de chegarem ao campanário. Durou a peregrinação até à última badalada, quando, apressando-se, vozes brancas pisaram na caleja, e a cinza desfez-se, cada vez menos grossa e mais densa.

Sobre o fundo, queda lenta vertical, projectava-se camada oblíqua vindo da direita; logo depois da janela, dançava irregular para, numa lufada, correr da esquerda, por instantes simular ziguezagues, imperfeitos semicírculos, o torvelinho de quem se procura e fugidamente se encontra na precipitação de lâminas certas cortando as cores sem clemência.

As pombas entraram na torre, cujo sino se fez campainha; ou, aqui em frente, no jardim, reuniram sobre mancha quadrada que o firmamento não toldou. Destroçados, os cavalinhos de madeira aguardavam nova infância; clara ferrugem senta-se no balancé, enquanto a mesa de pedra onde antigamente jantávamos, no Verão (com levas de bichos passeando ao fresco), sonha ruir ao peso deste maná. As oliveiras inclinam-se; fingem-se no seu tempo amendoeiras.

 O céu vai regressando, ainda incerto, como garoto que lança mais uma bola de neve, grita a vítima, e paga-se, aquele responde, são ameaços da primeira violência que ordem paterna retém. Fica o chão parado na alvura, corpo que os olhos (ou sabão, ou hóstia sagrada) lavam por dentro, muito vagarosamente, como para não escorregar[3].

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Dou-me conta, agora, face a esta leitura, de que a minha linguagem de incisões bíblicas se aproxima da educação religiosa que Vergílio Ferreira e eu tivemos, mas também da ligação forte entre Céu e Terra, a que os montanheses serão mais sensíveis, e se percebe no seu Em Nome da Terra (1990), ambientado no Nordeste.

Entretanto, retornando ao exemplo vergiliano das delongas sobre o que nos rodeia, bastaria lembrar, na arte do conto, o exemplo de Trindade Coelho, cujas pinceladas descritivas de “Idílio Rústico” ou de “Abyssus Abyssum” tão bem se reúnem aos sentimentos de amizade amorosa ou aos trágicos pressentimentos que trocam, pela sensibilidade do narrador, os pares de heróis. Pede-nos a vida, à medida que se esvai, cada vez mais tempo, e estranho me parece, pois, que, nestas terras, onde mais ela se poderia gozar, não se demore a prosa nos pequenos prazeres, em todos os sentidos, além dos cinco; o que vemos, pelo contrário, e já prestadas as devidas homenagens ao húmus linguístico, é que se procura, ainda, quase dialecticizar o discurso, aquilinizá-lo, já sem merecimento de monta, enquanto o essencial passa ao lado.

Dizer, sim, sobretudo em tempo de geral padronização linguística, mas sem forçar a nota, ou só esta ouviremos, que não a pauta; contar, decerto, e muito há para contar de especificamente local, mau grado a gradual diferenciação nos comportamentos; mas também mostrar, representar o que, espacialmente, seria tão acessível aos nossos artistas, quando se lhes oferece um chão facilmente literarizável, e gozam, ainda, de temporalidade em várias dimensões – de que nem todos se podem gabar –, do medievismo profundo às erráticas superfícies contemporâneas.

Esses benefícios – em nome da terra, diria eu, parafraseando aquele título –, aproveitou-os Vergílio Ferreira, como, gratos à mesma terra, devêramos nós fazer: é a primeira lição, dirigidas aos oficiais da escrita, que este efémero visitante nos dá; e, pela incidência bragançana do seu antepenúltimo romance, a ele voltaremos na parte final desta conversa, relida, entretanto, a figura civil nas várias referências à cidade e a alguns dos seus filhos.

Iremos, pois, do diarista de Conta-Corrente, em cujos nove volumes (em duas séries) voltei a pegar, ao recriador de 1990, sondando como relações amigas ainda na Universidade de Coimbra e aqueles meses de Segunda Guerra Mundial como professor no velho liceu demandam repetidas (embora não excessivas) evocações e fazem Bragança participar da biografia de um dos mais importantes autores de Novecentos.

As primeiras referências à cidade, que o próprio documenta, nascem da relação de camaradagem coimbrã com a futura docente desta casa[4], Dra. Gracinda da Conceição Moura, minha saudosa professora de Latim e querida amiga. Tratava-me, não raro, por «caro colega», sendo eu aluno, mas bom latinista. Quanto às saudades que outros – em especial, as meninas – dela possam ter não me arrisco a assumi-las, atribuindo, porém, a culpa a Horácio, Cícero, ao Virgílio Mantuano. Afonso Praça lembrou[5] ser Vergílio Ferreira o autor dos versos – que reproduz – àquela dedicados no ‘livro da Queima das Fitas’ de 1938-1939. No diário, entretanto, multiplicam-se as referências à ex-colega, como, por exemplo, no dia 30 de Julho de 1983, sábado, sobre visita, na véspera, de Gracinda Moura e marido: «A Gracinda está assim na mesma: alegria, desinibição, movendo-se no círculo dos interesses culturais que eram mais ou menos os de todos nós. Foi bom revê-la. Foi bom dar o balanço às nossas relações. Fui buscar o nosso livro da Queima das Fitas de 1938.»[6]

No volume quinto (1987: 32-33), é mais longo o texto de 10 de Fevereiro de 1984, sexta-feira:

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E foi dia de dissipação. Mas agradável. Havia um convite da Gracinda Moura, minha colega de Coimbra, para irmos à Parede fazer um festim. Ela vive com o marido, o Manuel Dias, na remotíssima Bragança. Mas quando o frio aperta, são aves de migração e descem para as terras do sol. E lá fomos. Foi um banquete bacalhoado e com uma orgia de “chouriço de pão”, que é uma variante de alheiras, sublinhado e sublimado a rosé ultramontano. Depois um largo passeio pelas margens da praia, a esmoer. Porquê esta excitação num reencontro? Estivemos nós [V. F. e a mulher] e ela em Faro e depois foi a diáspora. […] Falámos eu e a Gracinda do nosso tempo coimbrão e das gentes que lá foram e dos mortos que já não são. […] De qualquer modo pudemos sorrir um pouco na ingenuidade do que passou.

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Após dois anos em Faro, ele atravessa o país e cai na «Bragança das invernias», como diz na autobiografia[7]. Afonso Praça, no citado artigo, tanto se refere a Setembro como Outubro, meses putativos de desembarque na estação de comboio. Há outra hesitação na pensão escolhida, Moderna ou Internacional – de facto, é Moderna –, embora Vergílio evoque a saca de carvão que comprou «para ir alimentando a escalfeta» (p. 9). Praça cita o autor, confessando-se a Perfecto-E. Cuadrado (Anthropos, 101, Barcelona, 1989) de que, «Quanto a Bragança, quase tudo se me varreu». Isto, em vésperas de publicar Em Nome da Terra, com o regresso, 45 anos depois, das conversas ouvidas na Farmácia Mariano sobre a guerra civil de Espanha. Convém, pois, ir provando que nem tudo se lhe varreu…

Professor de Português e Latim que nunca gostou de dar aulas, mesmo se disfarçava bem[8], compreende-se que esta cidade não passasse de acidente de percurso que terminaria em Lisboa, pois veio parar a Bragança «por uma malhoada administrativa»; acrescentando: «Depois, gastas umas massas a desfazer a malhoada, fui para Évora.»[9]

Não há outras explicações, embora cheire a exílio político. Compreende-se, também por isso, que, quando algum antigo aluno se apresenta[10], os de Bragança sejam raros, e menos ainda se lembre deles. Conta, porém, «uma pequena história comovente», de quando, no 10 de Junho de 1979, vai com Fernando Namora a Vila Real, convidados do Presidente Eanes. Depois de, uma vez mais (e são tantas…), falar mal de Torga, que lhe foi roubando prémios e glórias – mas será outro vila-realense, o caricaturista Vasco [de Castro], vizinho em Fontanelas, a ciceroneá-lo nas artes plásticas –, esclarece a emoção do dia:

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Um dos mestres-de-cerimónias falou-nos de um irmão que cantava o fado de Coimbra e gravara um disco. Namora tinha o disco. Gabou a voz clara do cantor. Então o nosso homem informou-nos desta coisa tocante que eu tenho de incluir no meu currículo: quem tinha ensinado o irmão a cantar o fado de Coimbra, tinha sido o seu professor de Latim no liceu de Bragança. E o seu professor de Latim tinha sido eu. Deus escreve direito por linhas tortas. Se não merecia a venera por ter escrito livros, merecia-a ao menos por ter criado um fadista[11].

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Que fadista será este? Alexandre Herculano, de seu nome.

Outra interrogação ligada a esse período, que só a consulta do espólio esclarecerá, tem a ver com a informação autoral de que «a tineta de escrever um diário»[12] lhe deu já em 1944, pelo que será de presumir outras páginas originárias de, ou sobre, Bragança.

Do que não restam dúvidas – principal novidade desse breve período – é que ele foi um activista político enquadrado, e aliciado sem êxito, pelo Partido Comunista. Veja-se esta confissão de 27 de Abril de 1981:

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Quando estive em Bragança (de ’44 a ’45), apareceu-me certa pessoa conhecida que me disse: o PC tem seguido com atenção a sua actividade e entendeu que chegou a altura de V. se inscrever. Tal e qual. A minha actividade era passar papéis clandestinos e ir fazendo o meu apostolado. Estamos no fim da guerra e a URSS era uma legenda gloriosa. À imposição da criatura, eu disse «sim senhor». E, em face disso, o mensageiro declarou-me que no dia tal e às tantas horas eu seria abordado desta e daquela maneira e receberia as devidas instruções. Óptimo. Fiquei à espera. Não houve enviado. Entretanto fui sabendo coisas – campos de concentração (que não eram de “reeducação”) e mais coisas tenebrosas. Venho para Évora. Nova abordagem para os mesmos fins. E aí, já abalado de subversão, disse: “Não senhor.[13]

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Há um conto de 1976, “O jogo de Deus”, que entremostra esta actividade política: vemos Artur arremessando ao narrador «um pacote de folhetos» e dizendo: «– Lê isso. E pensa. Mas pensa de uma vez, canudo. Estamos todos à tua espera.»[14]

Assim, entre fados de Coimbra, esta vida política subterrânea, decerto prolongada na Farmácia Mariano, a diarística nascente e a revisão de alguma obra (caso de Vagão J, terminado em Melo, em Setembro de 1944), se não foi a escrita, em 1945, do conto “O cerco”, temos um curso de vida sem outras singularidades e que, dessa passagem, episodicamente reiterada[15], viria a tirar, sobretudo, inspiração para o romance de tons bíblicos Em Nome da Terra, terminado em Lisboa, em 29-XII-1989, e editado no ano seguinte.

O narrador, lembrou Afonso Praça (p. 10), alude ao senhor Acácio Mariano e a dois «irmãos médicos», o radiologista Ramiro Moreno e o dentista Armando Moreno. No capítulo XIV – «Estou no Norte, no começo, era ainda delegado.» (p. 136), convoca-nos a voz de jurista, tendo como narratária a mulher morta –, e sem dar o nome de Bragança, lá vem «o trecho do romance sobre os foragidos da guerra civil espanhola», como escreve em Conta-Corrente[16], no dia 11 de Maio de 1989. E acrescenta: «Escrevi o episódio da fingida muda que por fim falou. Tem um fundo real. Como as outras histórias que ouvi quando estive em Bragança, em 44/45 [,] e ainda estavam vivas as memórias da grande tragédia.»

O narrador ficcional, por seu lado, diz:

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Mas ia-te a contar. A princípio os foragidos à guerra civil atravessavam em massa as fronteiras. Vinham confiantes, estavam em terra estrangeira. Então a polícia conduzia-os aos magotes à fronteira. E logo ali, a seco, eram fuzilados. E então passaram a acautelar-se. Sabiam que afinal continuavam em terra inimiga, eram mais cuidadosos. Soube tantas histórias, Mónica. (p. 140)

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Narradas duas histórias exemplares desses tempos de carnificina, explica: «Quem me contava isto era o senhor Acácio da farmácia com o médico Moreno, o mais novo de dois irmãos médicos. Mas contavam-no a frio, quase sem emoção [,] e tudo era assim mais terrível, a emoção estava toda concentrada no que diziam e não a gastavam para fora disso.»

Segue-se outra «narrativa pormenorizada do senhor Acácio», que «sabe os locais em que tudo vai acontecendo» (p. 141) e se vê, assim, homenageado no que seria Prémio do Pen Clube Português.

Este romance glosa o baptismo em nome da Santíssima Trindade, com que entramos a fazer parte do Corpo místico, substituindo-o por, no fecho-morte do texto, «Eu te baptizo em nome da Terra, dos astros e da perfeição» (p. 295). Ou seja, pela força do amor com que um velho asilado recria a mulher morta – ou pela busca de perfeição, a tal ponto chega a «sacralização do corpo», podendo ser este o ‘tema’ do romance[17] –, a literatura assume um valor ressurreccional, mas, deste modo, Vergílio Ferreira passa da estrita educação deísta a um panteísmo bebido nas terras altas das origens ou do trânsito passageiro por Bragança. O romance dominará o ano de 1991, diarizado neste terceiro tomo da Nova Série: reconhece ter atingido os cimos romanescos («Além de que o Em Nome da Terra pôs-me a fasquia onde já me não é possível transpô-la.», p. 161), nele depositando a sua «fé plena» (p. 208).

Não podia esboçar estes nove meses lectivos de Vergílio Ferreira em Bragança sem referir o retrato do corpo docente no velho edifício da Sé, de que António Pires Quintela era, ao tempo, o mais conhecido, tornando-se Vergílio Ferreira – quinto a contar da esquerda – o mais reputado, em termos nacionais. Incluído na sua Fotobiografia, é um aceno a época da vida não tão despicienda quanto se julgaria, sobretudo, pelas marcas políticas – fruto da guerra civil espanhola e do trabalho clandestino – deixadas no jovem docente, e que regressarão, pontualmente, em ficção, mas, sistematicamente, no comentário às atitudes comunistas, minando, assim, variadíssimas polémicas só na superfície literárias. Pode dizer-se, enfim, que outras alturas lhe deram o conhecimento de uma História próxima (Espanha e salazarismo) e longínqua (comunismo na URSS), que afectará, decisivamente, a argumentação do escritor e ensaísta que só na véspera (estreara-se em 1943, com O Caminho Fica Longe), ou no mesmo ano de 1944 (saíra Onde Tudo Foi Morrendo), se apresentava no mundo das letras.

Ficam, pois, nesta síntese, algumas sugestões de trabalho sobre uma existência universitária e de camaradagem, que o autor celebra amiúde, saudosamente; sobre relações e conversas do professor fora das aulas, em que se adivinha fadista; sobre primícias diarísticas e um labor literário ainda em germe; sobre fugidia, mas expressiva, actividade política; enfim, sobre a durabilidade de impressões que, pelos vistos, não se varreram em 45 anos e lhe deram o seu melhor romance, a crer no próprio. Assim, quase no princípio e quase no fim de uma longa actividade literária, Bragança, sucedâneo da terra-mãe, transformou-se, de acaso, em momento e lugar de necessidade criadora, conformando título-chave da demanda artística de Vergílio Ferreira.

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[1] José Luís Gavilanes Laso, Vergílio Ferreira: Espaço Simbólico e Metafísico, Lisboa, Publ. Dom Quixote, 1989: 93.

[2] Lisboa, Portugália Editora, 1960. Os demais títulos remetem para a Livraria ou Editora Bertrand, em Lisboa ou na Venda Nova.

[3] Lisboa, Editorial Notícias, 1994: 127-128.

[4] Escola Secundária Emídio Garcia, onde se leu este texto, em 26-XI-2003, inaugurando série de conferências, nos 150 anos do ex-Liceu Nacional de Bragança.

[5] “Bragança, 1944/45. Um ano na vida de Vergílio Ferreira”, Brigantia, XV, 1, Jan.-Mar. de 1995: 3-13.

[6] Conta-Corrente, 4, 1986: 293

[7] Inclusa na Fotobiografia, Lisboa, Bertrand, 1993: 119, organizada por Helder Godinho e Serafim Ferreira.

[8] Ver Conta-Corrente, 1, 31982: 40; 3, 1983: 435.

[9] 22-VI-1980. Conta-Corrente, 3, 1983: 64.

[10] 11-IV-1979. Conta-Corrente, 2, 1981: 256.

[11] Ibid.: 268-269.

[12] Conta-Corrente, 3: 170.

[13] Ibid.: 327.

[14] Contos31982: 85.

[15] Conta-Corrente, 4, 1986: 413; V, 1987: 212, 237.

[16] Nova Série, I, 1993: 83.

[17] Di-lo em 10-VI-1991. Conta-Corrente, Nova Série, III, 1994.

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© Ernesto Rodrigues